domingo, 20 de julho de 2008

*** CABALA E IDENTIDADE ***


A história e formação de nossa identidade não é algo simples e fácil de ser definida. Temos em essência quatro bases para a formação de nossa identidade, são elas:

A Identidade Cósmica:
Somos todos feitos daquelas partículas elementares que têm a idade do universo e daqueles materiais forjados há bilhões de anos no interior das grandes estrelas. A Torá nos identifica como tendo uma origem única e inevitável origem. Ela (a Torá) não inicia com a história do primeiro judeu e sim do primeiro homem, tornando-a não a história de um grupo e sim a história de todo o gênero humano, do universo e de tudo o que há. Temos por assim dizer (todos) uma mesma Identidade Cósmica.

A Identidade Terrestre:
Somos todos habitantes desta terra e teremos (todos) que conviver com ela. Fazemos (todos) parte do gênero humano, independente de etnia, religião, raça, cultura, educação, língua, sexo, etc. Temos por assim dizer uma mesma identidade humana, e por isso devemos preservar a natureza desta identidade e participar de ações que possam promover a paz e o bom convívio de todos os que pertencem a identidade do gênero humano.

A Identidade Cultural:
É aqui, e apenas aqui que residem às diferenças. O ser humano criou a cultura, realidade especificamente humana. Criou-a a partir de intervenções sobre si mesmo e sobre a natureza. Essas intervenções permitiram que criasse o habitat humano que o gregos, com justeza, chamava de ethos. Ethos, em grego - donde vem a palavra ética, é a morada humana. Quer dizer, aquele pedaço do mundo que escolhemos cuidadosamente, organizamos e nele construímos nossa habitação permanente. Este "lugar" é a nossa cultura, as bases se nossa identidade coletiva. Os cabalistas são pessoas que ao longo da história escolheram por perceber a realidade pela lente do metafísico e a interpretar a realidade manifesta à luz do Mundo Infinito. Cabalistas se organizaram em comunidades, escolas e círculos de estudos. Daí surge uma cultura coletiva, uma forma vivente, que sempre correu paralela a religião oficial (judaísmo institucional) e sempre, e eu repito, sempre foi alvo de críticas e controvérsias de mentes mais fechadas e fundamentalistas. Mais uma identidade cultural precisa ser mantida. Na Cabalá isso se dá pela transmissão de mestre para discípulo em uma linha contínua de sucessão passada por gerações. Temos que nos dar ao trabalho de manter a nossa identidade cultural por intermédio do trabalho.

O trabalho é o meio maior de forjamento da cultura. Pertence ao trabalho cultural a criação de linguagens, idéias, mitos, artes, organizações, etc. Como participante de uma identidade cultural cabalista (que me foi passada por meu mestre) a gerações e como herdeiro desta cultura devo me comprometer em mantê-la e preservá-la. Lutando por sua consolidação e por sua manutenção.

A Identidade Pessoal:
Essa é ainda mais e mais particular. Cada um possui um nome próprio, porque cada um representa um ponto onde termina e se compendia o processo evolutivo. Pelo fato de ser consciente, cada um faz uma síntese singular, única, irrepetível de tudo o que capta, sente, entende e ama. Com os materiais acumulados em sua alma (por inúmeras encarnações) e com aqueles recolhidos em seu consciente faz uma leitura e uma apreciação que só ele e ninguém mais pode fazer.

Aqui reside a experiência única de um indivíduo com a sua identidade pessoal e sobre tudo espiritual. Cada pessoa traz consigo seu deserto pessoal, seu êxodo e sua busca pela Terra Prometida - que é o melhor de nossas possibilidades. Se minha alma identifica que o melhor de minha possibilidade é ser uma cabalista, quem neste universo (que não o Eterno) pode ser o juiz de tal escolha?

Por isso cada pessoa humana representa um absoluto concreto. Ele é a ponta do iceberg para onde convergem todas as linhas ascendentes da evolução. Cada um está no topo. Em razão disso se entende a dignidade humana. Mas tal afirmação não deve levar a pessoa à arrogância, imaginando-se o centro do universo. A ponta do iceberg não está isolada. Está unida a todo o iceberg, com a intricada teia de interdependências.

Para formar uma identidade é necessário ter a resposta para cada um desses quatro pilares e renunciar a qualquer arrogância ou pretensão de privilégio ou de domínio.

Cabalá e Identidade

Agora devemos refletir um pouco mais sobre o que vem a ser a Cabalá como identidade. Para isso devemos compreender - o que é um cabalista?

A palavra Cabalá significa recebimento. É a conhecimento espiritual que nos ensina o meio como reconstituímos o nosso receptor espiritual como outrora, no Gan Éden (Jardim do Éden), antes da queda de Adam.

Por intermédio do estudo, da dedicação ao aperfeiçoamento moral, de se buscar a Torá (lida e interpretada pela "lente" da Cabalá), através de meditações e aperfeiçoamento constante da sensibilidade espiritual, nos tornamos um cabalista.

E o que é ser um cabalista?

Em hebraico isso significa tornar-se um MEKUBAL, que nada mais é do que ser um receptor, um recipiente consciente. Assim que uma pessoa começa a fazer uso dos métodos e do sistema cabalista, você já se torna um receptor.

Para a Cabalá, tornar-se um receptor está diretamente ligado a um ato de contração, esvaziamento, submissão a Luz do Mundo Infinito. Se você está cheio, nada pode entrar, se você se esvazia de seu ego... passa a existir um espaço para algo entrar. Você começa a se tornar um receptor. Ao escolher a Cabalá como um caminho espiritual e um sistema de condução para a sua vida, você já começa a se tornar um cabalista, isso é um começo e não o fim da estrada. Todo cabalista é um eterno construtor de si mesmo, está sempre buscando o refinamento espiritual, o aprimoramento e o desenvolvimento de suas propriedades de alma. Desta forma, almejar chegar a consciência de sua neshamá (alma superior).

Não existe um cabalista pronto, completo, pois a Cabalá é um verbo. O verbo "receber" e não a idéia de ter já recebido. A cada momento há um aprimoramento, um desenvolvimento a ser alcançado.

O que vem a ser um CABALISTA? Um cabalista é alguém que se dispõe a receber a Luz do Mundo Infinito. Um cabalista é alguém ligado a uma escola, centro ou academia de Cabalá. Um cabalista é alguém submetido a um mestre (rav) do conhecimento. Um cabalista é alguém submetido aos ensinamentos da Torá, do Sêfer Yetzirá e do Bahir. (nas escolas de natureza teosóficas o Zohar).

Mais essencialmente existe duas grandes escolas do pensamento clássico da Cabalá. Existe a escola teosófica, a que a ortodoxia, por exemplo, está ligada e existe a escola contemplativa. Eu por exemplo estou ligado a escola contemplativa e sigo suas definições. Mas, as escolas tradicionais são unânimes em afirmar que a Cabalá só será útil se aprendermos a vivenciá-la e a trazê-la para nosso relacionamento cotidiano.

Você pergunta:
Quando o cabalista é completo?
Um pouco saber completa a cabalá?
Afinal, porque vc(s) é Cabalista, qual o teu propósito?

Eu respondo:
1) O cabalista nunca é completo, pois se assim o for deixará de receber a Luz do Mundo Infinito, um recipiente completo não se permite receber. O cabalista é um ser em constante busca de completude.
2) Um pouco saber faz de você um receptor, mais não "completa a cabalá" pois este conhecimento é constante e a cada ano desvenda-se mais e mais códigos que nos saltam diante dos olhos ao lermos e estudarmos a sagrada Torá e suas porções. Nada pode "completar" a Cabalá pois o conhecimento Divino é tão ilimitado quando o Ilimitado D'us, é tão infinito quanto o Infinito D'us.
3) Sou cabalista porque estou submetido aos conhecimentos espirituais da Cabalá. Sou cabalista porque coloco a Cabalá em minha vida cotidiana, Sou cabalista porque tive um mestre que me orientou no caminho, sou cabalista porque estou ligado as orientações de uma escola clássica do conhecimento, sou cabalista porque desejo preparar a cada dia o meu corpo, meu espírito e minha alma para receber cada vez mais a Luz do Mundo Infinito e me dispor a compartilhar as infinitas bênçãos que desejo receber para minha vida e para toda a humanidade. Sou cabalista pois tenho o propósito de levar todos os que estejam dispostos a receber a uma vida de bênçãos e de consciência.

Não pode existir um cabalista pronto, completo, terminado. O cabalista é tudo isso e ainda mais, pois é habitado por uma paixão insaciável que não encontra no universo nenhum objeto que lhe seja adequado e que o faça repousar. Ele está em movimento e identifica o repouso, o congelamento como o início da escravidão, do exílio e do mal. O cabalista é um projeto infinito.

É por isso que tenho orgulho de dizer: SIM, EU SOU CABALISTA!!!

Que a Luz do Mundo Infinito lhe ilumine em sua jornada.


*por Raziel Malach



Fique na Luz Divina !!!

*** CABALA NÂO É SÓ PARA JUDEUS ***


Meus queridos, a Cabalá é uma preciosidade garimpada em séculos de reflexão e experiências profundas e espirituais, que correu por fora das garras da intolerância e da arrogância prepotente dos fundamentalistas.


A Cabalá sempre partiu do princípio elementar de que, todo aquele que não caminha se desfaz.


Tentar uniformizar o Sagrado contradiz até mesmo a natureza do pensamento judaico. O judaísmo se baseia na estrutura central do mutável deserto.


Sendo assim, todo aquele que deseja ascender pela escada do auto-conhecimento, deve ir ao deserto, à intempérie, para começar de novo, para renascer no contato com a realidade que se vive de momento a momento. É preciso ir, libertar-se das idéias petrificadas, as torres de poder.


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O fundamentalismo é "mitzraim" (egípcio), é a estreiteza e o fechamento e Ivri (hebreu), é o que "vem do outro lado" e vai para o outro lado, e nunca termina de ir, nômade em busca da proximidade permanente com o Criador. O cabalista é um eterno viajante entre os mundos, físico e espiritual, procurando encontrar sempre um meio de enxergar a margem espiritual do mundo físico e a margem física do mundo espiritual.

No fundamentalismo religioso predomina o espaço estreito, a asfixia cômoda da repetição alienada, dos substantivos estáveis, calmos e seguros. Despretensiosos. Já os outros, os cabalistas são os transeuntes, os que vagam, caminham.

Cabalistas são pessoas que não dispõem de torres, nem de pirâmides de poder. Fanáticos religiosos querem erguer malditos muros. Monumentos aos próprios atributos. Esfinges de si mesmo. Torres. Ortodoxia de Babel.

Ser um cabalista é valorizar o momento, em detrimento do monumento. O fundamentalismo é a cultura das torres, das prisões de ferro, de cimento e de idéias.

O Sagrado não conhece rotinas seguras.

Esse é o perigo do fundamentalismo religioso e suas Torres de Certezas absolutas e para todos. E este é o mistério por trás da Torre de Babel. Ela (a Torre) quer que tudo esteja organizado, fechado, visível e SEGURO.

E muitas tolices podem ser cometidas em nome da segurança. Os construtores da Torre de Babel queriam a segurança. A Inquisição surgiu movida por fanáticos que queriam SEGURANÇA, o nazismo, maldito seja, também vendia um mundo mais "preservado", "seguro", "perfeito". Todas as grandes opressões políticas e sociais nasceram em nome de um suposto "estado de segurança". A segurança de uma só forma de pensar, um só discurso, uma só reação na mesma direção, tudo programado, organizado, um grande totalitarismo de idéias, afetos, emoções e devoções. Sem surpresas. Tijolos, Fixidez. Estabilidade. Assim os homens do conhecimento construíram a Torre de Babel, "cuja cabeça alcançava os céus". E negavam, com isso, toda a experiência particular de D'us.

A proposta dos pseudos-cabalistas é simples: Constrói-se uma "torre", liga-se céu e terra, e obtém-se um caminho fixo e imutável, e todos dormem apaziguados, e não precisam sonhar com escadas (como fez Yacov), e nem mesmo precisam sonhar. Todo o sonho e toda particularidade do encontro com o Sagrado deve ser proibido pelos senhores das torres.

Querem destruir D'us, o futuro, a aventura do movimento. Querem paralisar a história. Os deuses são eles, os "construtores" da moralidade religiosa.

Segurança e rotina conservadora. Era o primeiro paradigma de Mitzraim (Egito), o lugar fechado, a prisão.

E que será se poderia encontrar escondido por baixo e por dentro de tanta magnificência de tijolos, decoração, pedra, arquitetura deslumbrante.

Escravidão mental, soberba espiritual, prepotência arrogante.

E qual foi o pecado da Torre? O pecado não foi a "torre", o pecado não foi "babel", o pecado foi uma só língua. "E toda a terra era uma só língua" (Gênesis,11) Uma só língua, uma só expressão do sagrado pode ser algo muito perigoso.

Uma só língua não tolera outra língua, não tolera outra forma de pensar, não tolera o diferente, não tolera o outro.

E assim, perdendo-se o olhar para o outro, perde-se a contemplação, perde-se o Templo perde-se o tempo erguem-se as prisões e constroem-se as farsas.

O que sobra disso tudo?

Sobra a constante tentativa da ortodoxia fundamentalista, de fazer-se o único legítimo representante de tudo. Sobra palavras de ordem, sobra arrogância, sobra posturas "denunciatórias" sensacionalistas e vazias. Falta espiritualidade, argumentos inteligentes e sobretudo coerência.

Todos os que estejam com o coração e a mente aberta, são bem vindos a esta comunidade e são convidados a sentar em nossa "mesa". O resto, bem o resto que continue gritando.... bem de longe. Nós, cabalistas, reconhecemos todas as demais manifestações da espiritualidade, reconhecemos toda e qualquer interpretação que se possa levar ao Sagrado, mesmo que não venhamos a compactuar com estas visões.

Quanto aos desesperados, ao invés de discordar de nós, dizem que não existimos, deixam de ser rabinos, cabalistas, espiritualizados e entram para o rol dos que disputam poder e território. Como se isso realmente fosse possível.

Formam-se assim os velhos novos dormentes.

A Cabalá do Reconhecimento

15:14 Quando um estrangeiro (guer) residir convosco ou estiver entre vós em vossos ciclos, ele fará o fogo, odor agradável para Yihavehá. Ele fará como fizerdes.

15:15 Assembléia, mesma regra para vós e para o estrangeiro (guer) residente: regra de perenidade para vossos ciclos! Será assim para vós como para o estrangeiro (guer) em faces de Yihavehá.

15:16 Uma Torá e um julgamento serão para vós como para o estrangeiro (guer) que reside convosco"'.

Encontramos neste texto da Torá, na parashá Shelach, algumas informações importantes sobre o "guer". O "guer" é todo aquele que, mesmo não tendo nascido dentro da tradição, assim mesmo adere aos ensinamentos da Torá e Cabalá, guiando sua vida nos parâmetros da Sabedoria Espiritual.

É aquele que, estando perdido, procura as Verdades Objetivas do Mundo Espiritual e se prepara para RECONHECER a Unicidade da Luz do Mundo Infinito. Quando o "guer" passa a adotar a sabedoria espiritual da Torá, é como se a sua alma retrocedesse até o Monte Sinai, e lá, recebesse igualmente a Torá. A Torá, nos ensina a importância do "guer". E os textos místicos falam especialmente da importância do "guer", no advento da Era do Mashiach. Os antigos cabalista afirmaram que muitas almas da tradição, encarnariam entre as nações para difundir os ensinamentos da Torá a todos os povos.

É normal que uma pessoa tenha alguma profunda missão (tikun) dentro da Cabalá, mesmo tenho nascido fora da tradição. Sim, pois foi exatamente isso o que aconteceu com Avraham e outros grandes mestres de nossa tradição. Este é o significado da expressão:

"quando um guer residir convosco ou estiver entre vós em vossos ciclos (reencarnação)".

A palavra "guer" aparece no texto da Torá com o sentido de "estrangeiro". Sua raiz de significado "residir, habitar", transmite uma sensação de transitoriedade. "Moradores temporários vocês foram em Mitzraim" diz o texto da Torá, "vocês foram estrangeiros, vocês foram moradores temporários sentados sobre suas malas e vocês foram "conversos" em meio a outros".

Sendo assim, Rav Avraham Abuláfia nos ensinou que o conhecimento, a sabedoria da Cabalá Contemplativa é destino a toda a humanidade.

Mas o que é afinal a Cabalá?

O que é afinal a Torá?

Seriam os ensinamentos da tradição necessário a todos?

Para os cabalistas, o "guer" também representa um grau, um estágio transitório da alma dentro do mundo físico. Quando estamos confusos em relação ao nosso papel neste mundo, quando nos sentimos estranhos diante das leis de causa e efeito, somos como "estrangeiros" nesta dimensão. Para nos familiarizarmos com as leis que formam e governam o nosso mundo temos que ter acesso as chaves da Cabalá. Há um aspecto "guer" em cada um de nós, uma consciência estrangeira e repleta de dúvida em um mundo estranho e confuso. O "guer" também estaria ligado aos aspectos transitórios de nossas emoções, oscilando entre a certeza e a dúvida, criando um estado caótico de impermanência. Uma das maiores ignorâncias difundidas no meio religioso é a idéia de que a Torá e a Cabalá pertence apenas a um grupo específico e seleto de pessoas. Uma coisa importante é entender que a Cabalá antecede a qualquer religião ou teologia. Foi dada à humanidade pelo Criador, muito antes do surgimento das religiões. De acordo com os ensinamentos da Cabalá, o universo opera dentro de determinados princípios e regras. Quando aprendemos a compreender e agir de acordo com esses preceitos, geramos luz para nossas vidas e para toda a humanidade.

A Cabala nos dá o poder de compreender e viver em harmonia com essas leis - para usá-las para benefício nosso e do mundo e para nos remover da ignorância e desta forma não nos sentirmos mais como estrangeiros nesta dimensão.

A Cabala é um métodos práticos para realizar metas valorosas dentro dessa realidade. De forma simples, a Cabalá lhe proporciona as ferramentas que você precisa para trazer a Luz do Criador para sua vida.

E quanto a Torá?

Com que propriedade podemos afirmar que a Torá é um legado para toda a humanidade?

Rav Shimon bar Yochai, o autor do Zohar, dizia que em sua própria geração havia grandes escritores seriam capazes de compor histórias bem mais interessantes do que os relatos que aparecem na Torá. E ainda por cima, ele classificou todos esses rabinos, estudiosos e filósofos que tomam a Torá literalmente como inteiramente tolos. A Torá não é um rolo sagrado que tenta definir a moral e a ética adequadas pelos quais o ser humano deveria viver. Esta talvez seja uma das concepções mais equivocadas da religião - um equívoco que contribuiu para milhares de anos de sofrimento, perseguição e pré-conceito. O fato é que devemos "fazer o fogo" - como nos ensina a parashá e iluminar a nossa visão. Não a visão física e sim a visão da alma. O "fogo" mencionado na Torá é também uma palavra código para o corpo de conhecimento de Maassé Bereshit (Compreender a Obra da Criação). Maassé Bereshit nos abre a visão da alma. O olho como órgão físico está conectado com o nosso mundo físico do caos - conhecido em termos cabalísticos como a "Árvore do Conhecimento". A alma está conectada com uma realidade mais elevada com ordem e plenitude absolutas - conhecida pelo termo em código "Árvore da Vida." Somente a alma da Torá - a Cabala - pode nos apresentar a verdadeira compreensão e o verdadeiro significado espiritual do texto bíblico. A Torá funciona não apenas como um código formador do universo como também como um antídoto em relação ao caos que possa residir dentro do mundo físico.

Quando a Torá fala de matar, assassinar, roubar e de outras ações negativas, na realidade estamos recebendo uma vacinação para evitar que essas "doenças" recaiam sobre nossas vidas. A Torá é a vacina ou o antídoto, que nos protege e nos cura das forças negativas e destrutivas. Sem a Torá e a Cabalá, a vida se torna incerta, dúvida e "doença", o "guer" não se tornaria um "residente" da Sabedoria Espiritual.

E o que há de tão importante acerca da "dúvida"?

Segundo os cabalistas, a "dúvida" é a semente de todo o mal do mundo. Pois é um aspecto da alma que é incapaz de reconhecer a grandeza do Eterno em tudo o que se manifesta e existe. Todos nós temos, algum nível de dúvida.

Dúvida sobre nosso real potencial.
Dúvida sobre a existência da Luz do Mundo Infinito.
Dúvida sobre o nosso destino e sobre nossa capacidade de superar desafios.
Dúvida sobre a justiça.
Dúvida sobre as recompenses associadas ao comportamento positivo, espiritual.

Quando somos invadidos pela dúvida nos sentimos como estrangeiros no mundo físico. Para a Cabalá, Luz do Mundo Infinito está oculta, no mundo físico. Por isso, ficamos em dúvida acerca da Presença Divina. E é esta dúvida que permite o surgimento dos ataques (históricos) que os fundamentalistas religiosos fazem em relação aos cabalistas.

E é pela dúvida que não reconhecemos a grandeza do Eterno em tudo o que acontece ao nosso redor. Então, nos comportamos com intolerância. Colocamos a nós mesmos na frente dos outros. Duvidamos da existência do Criador e por isso nos sentimos confiantes de poder pessoal e das "verdades" subjetivas que criamos em nossa mente egocêntrica. Aceitamos bem com nosso comportamento insensível e nossa reatividade. Viramos as costas para a consciência espiritual e o desejo de transformação de caráter. Ficamos motivados unicamente pelo intelecto e pelo ego, e esquecidos de outros anseios que deixamos adormecidos em nossa alma. Quando estudamos a Torá e seus mistérios, por intermédio dos códigos da Cabalá, adquirimos a vacina contra a dúvida e o não-reconhecimento. Esta vacina é o "odor agradável para Yihavehá" como mencionado na Torá. Sem o conhecimento espiritual que decifra a história, a Torá se torna inoperante. Ela se torna um símbolo improdutivo, em vez de ser um instrumento incrível de poder.

Ainda pior...

Ainda pior, os sábios nos dizem que se alguém simplesmente aceita a Torá literalmente - lendo-a com uma postura mental religiosa ao invés de se conectar com ela num nível espiritual - a Torá se tornará um veneno.

A Cabalá nos ensina que todas as pessoas nesse mundo são pessoas comuns, não há nenhum tipo de "eleição" prévia sobre qualquer pessoa. Entendemos que existem três estágios essenciais da alma: o "gói" é aquele que se encontra "escravo" de suas emoções e aprisionado em suas "verdades" (mentiras) subjetivas, ignorante da Sabedoria Espiritual, o "goi" é completamente dominado pela energia negativa de Nachash. Há ainda o "guer", que é aquele que transita no meio da verdade mais por ser "estrangeiro" e sujeito aos aspectos transitórios das emoções se perde e não reconhece a unicidade e os movimentos da Luz do Mundo Infinito.

O objetivo final da alma é tornar-se um yehudi (palavra se foi posteriormente transliterada como "judeu"). Um dos maiores equívocos da história foi a conclusão de que o judaísmo seja algo transmitido por uma hereditariedade fechada. Yehudi, como tudo dentro da Sabedoria Espiritual é um estado de consciência, onde reconhecemos a natureza fundamental de nossa alma. Quando entramos dentro de nós mesmos e descobrimos a unicidade e a permanência da Luz do Mundo Infinito.

Avraham foi o primeiro yehudi

Avraham foi o primeiro yehudi.

E como alcançou este estagio espiritual?

Por que era filho de mãe judia?

Por que foi convertido dentro dos moldes da ortodoxia?

É claro que não.

A formula encontrada na Torá é bem clara: "vai para dentro de ti, de tua terra, de teu nascimento, da casa de teus pais, rumo à terra que te farei ver".

Essa é forma como o primeiro "guer" tornou-se um "yehudi".

Inicia-se por um mergulho interno, um "vai para dentro de ti" mesmo e descobre o que encontra lá dentro de sua alma.

Sendo assim, o chamando não é para uma religião e sim para um auto-conhecimento, independente de ancestralidade e origem pois o essencial é a experiência interna do encontro, mesmo que para isso seja necessário "partir de tua terra, de teu nascimento" e até mesmo "da casa de teus pais". A Luz indica que Avraham deve seguir a "terra que te farei ver". Quem faz ver (reconhecer) a terra (tradição) é a Luz e nada mais.

Tornar-se yehudi é então um ato de "ver", de reconhecer, muito mais do que ser visto ou ser reconhecido. Não ser "reconhecido" o equipara historicamente aos nossos ancestrais. Os romanos não nos "reconheciam" como parte de um propósito Divino. A inquisição não nos reconheciam como iguais em alma e espírito. A Alemanha nazista não nos reconhecia como gênero humano. Yosef não foi reconhecido pelos irmãos. Por isso, aprendemos, na Cabalá, que o gesto, de não reconhecer está diretamente ligado a uma limitação de alma que não o permite identificar o sagrado habitando dentro da legitimidade do outro. Cegos, ao não reconhecer o fundamentalista se liga aos exemplos mais torpes da história.

Mais de onde deriva o termo "yehudi" (judeu)?

Encontramos sua origem na própria Torá em referência à matriarca Leá quando foi dar o nome de seu filho Yehudá, "Desta vez eu reconhecerei a D'us" (Bereshit 29:35).

O nome "yehudi" deriva de Yehudá e possui sua raiz etimológica na palavra "hoda'á" que significa "reconhecer", "identificar". Tudo profundamente conectado aos mistérios da sefirá Hod, na Árvore da Vida.

Hod contem o atributo do reconhecimento, "aquele que reconhece" e por isso está ligado ao Eterno. No campo fisiológico, segundo os sábios da Cabalá Contemplativa ao atributo da defesa imunológica, capaz de reconhecer (no corpo) o que é negativo evitando desta forma a doença. Reconhecer e identificar a Luz do Mundo Infinito é o meio de ser yehudi.

contrário, que seria o não-reconhecimento, é ligado a falta de refinamento (virtude de Hod), e em última instância, a doença da alma.

Os verdadeiros cabalistas são aqueles que deixam de ser escravos (goi), saem da transitoriedade, incerteza e não reconhecimento do estrangeiro (guer) e aprende a reconhecer a Presença Divina dentro do mundo físico.

Não há diferença alguma entre um judeu e um não-judeu, além da centelha do Criador que se encontra dentro do verdadeiro "yehudi" (o reconhecedor) que percebe a verdade e a Luz do Mundo Infinito dentro do mundo físico e dentro do outro.

Isso significa que se essa centelha existe na consciência de uma pessoa, essa pessoa é chamada yehudi. Se essa centelha desaparece mesmo o yehudi torna-se um "guer", ou mesmo um "goi", escravo de seus condicionamentos robóticos e alienado de consciência.


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" A FARSA DA CABALA CARTA HUMANISTA "
Ortodoxia de Babel

Criei esse tópico para denunciar a ação de alguns fanáticos religiosos que andam tentando criar uma inquisição, que tal qual a outra, de "santa" nada tinha.

O que há, na verdade, por trás disso tudo?

Devo iniciar por uma grande reflexão presente dentro da história da Torre de Babel. Um dos fatores mais impressionantes que compõem a história da Torre é o fato de que a mesma foi construída por ilustres eruditos de seu tempo. Inovadores do sagrado, homens que tentaram, movidos pela arrogância, re-inventar a roda do sagrado e tomar para si, o que pertence ao Julgamento Divino. O mesmo ocorre aqui no mundo virtual. Impelidos pela arrogância e pelo despropósito, alguns (poucos) fundamentalistas ortodoxos promovem uma verdadeira onda de ódio e ataques infundados aos representantes desta milenar tradição. São, na grande maioria ignorantes travestidos de "eruditos", com retóricas prolixas e previsíveis. Fruto de uma competitividade estúpida e nada espiritual.

Só posso entender isso como um espasmo de desespero de identidade. Identidade essa que só se sente dentro de seu propósito quando nomeia um "inimigo" fantasioso, quando aponta hereges imaginários e cruzadas enlouquecidas. Sinto pena de seus mundinhos acinzentados e estreitos, tal qual suas mentes.

Tudo é possível em nome de tanta estupidez, ameaças anônimas, mentiras primárias e infantis, entre todo o tipo pífio de manipulação.

Mais não seria a ortodoxia fundamentalista, uma digna mantenedora das antigas tradições?

Não. A ortodoxia é um produto do mundo moderno, e como toda NOVA manifestação soa muitas vezes tão destemperada quanto alguns movimentos reformistas. Esses que tentam, em vão, se apoderar da Cabalá, são fanáticos desesperados cujo único potencial congregador se dá pela unidade do ódio gratuito.

Ortodoxos são os donos de tudo, de D'us, da Torá, da experiência pessoal do sagrado, de Israel, das conversões e AGORA, até mesmo da Cabalá. Essa é a ilusão que os nutre. Saibam todos, que existem grandes escolas de Cabalá dispostas a ensinar os fundamentos desta preciosa tradição a todos os que estejam dispostos a aprender e beber de sua fonte.

Justo a Cabalá, que sempre foi o pensamento "marginal" da religião oficial e que ao longo da história sempre teve como maior obstáculo a própria ortodoxia fundamentalista. Moisés não era ortodoxo. Rav Shimon Bar Yochai não era ortodoxo. Tão pouco o foi, Nehuniá Ben HaKaná, Baruch Togarmi, Avraham Abuláfia, Itzchack Luria, Moshé Chaim Luzatto e Baal Shem Tov. Todos, todos foram perseguidos e massacrados pelo fundamentalismo, intransigente, incoerente e incompetente de seus tempos.

O que dizer das perseguições sofridas por Rav Avraham Abuláfia, no século XIII? De onde vinham os ataques? Vinham de fanáticos fundamentalistas de seu tempo. O que Abuláfia, com muita propriedade chamou de "os dormentes".

Fundamentalistas se apoderam de uma profunda incoerência e discursos pré-formados, retórica implacável e erudição exemplar dos que constroem "torres" de idéias. Idéias cuja única ganância é destruir o que é diferente.

Lhe dirão que este e aquele movimento espiritual não são "legítimos" por causa da HALACHÁ (Código de Leis Judaica).

O que eles não explicam, talvez por que não saibam é que "halachá", literalmente significa "forma caminhante". E é no momento desta "caminhada" que se pode ver a incoerência absurda dos fundamentalistas pois os mesmo não se movem nunca.

Quando a opinião do diferente é descartada, quando há indiferença e se busca desqualificar a experiência sagrada do outro (dos outros), criamos um mundo onde torna improvável a convivência lúcida e equilibrada. Surge neste instante a pobreza espiritual desastrosa, danosa e muitas vezes criminosa.

Mais o que é então esta onda de ataques que surgem dentro deste universo virtual? Trata-se de uma guerra ideológica e de interesses toscos. Há claramente um grande medo e uma enorme insegurança por parte de grupos radicais, cada vez mais impopulares em suas tentativas de angariar "fiéis" mantenedores.

E na onda desses medos conspiratórios a estupidez ganha forma, talit e "aromas" diversos.


*Raziel Malach - postado no orkut comunidade "Cabala, Kabbalah"



Fique na Luz Divina !!!

terça-feira, 15 de julho de 2008

*** PINCHAS - O DIA DA CURA ***

Pinchas (Pim-rrás) Dia Cabalístico da Cura !!!

NOTA: O próximo Pinchas será contado a partir do por do sol do dia 18.07.2008 (sexta-feira), até o por do sol do dia 19.07.2008 (sábado).

*** Horários máximos da Energia de Pinchas: os horários de pico da Energia são três: o primeiro e maior deles é das 00:00 às 01:00 hs (do dia 18 para o dia 19 de julho), o segundo às 12 horas do dia 19 de julho e o terceiro é no final da tarde, mas antes do pôr-do-sol do dia 19 de julho. Estes horários são válidos para qualquer localidade, respeitando o horário local.

Segundo a tradição cabalística e judaica, todas as almas do mundo são julgadas neste dia no plano etéreo, podendo atingir a cura física, espiritual, mental e emocional, daí a sua grande importância.

Sei que muitos esotéricos falam do julgamento trimestral do Conselho Cármico, mas o dia de Pinchas é muito além do julgamento trimestral, pois é o dia do Grande Julgamento Anual e, estranhamente, é pouco divulgado, salvo de forma altamente secreta e restrita a pouquíssimas pessoas, tais como, grandes cabalístas, judeus e em raras escolas iniciáticas para membros de graus bem avançados.

Vários “milagres” ocorrerem no dia de Pinchas (Pim-rrás), tais como pessoas com sérios malefícios físicos se curarem, pessoas abandonarem vícios, pessoas literalmente “falidas” voltarem a ter harmonia em seus negócios, além de retirada de negatividade de todos os gêneros saírem por completo da vida das pessoas, daí a preocupação em compartilhar dessa data tão especial.

É um dia altamente especial para atrair a Cura Espiritual, física, emocional, financeira, nos relacionamentos etc ...

Na Bíblia, Antigo Testamento, Livro Números, Capítulos 22 a 25, tem-se que os hebreus conquistam algumas cidades antes de ingressarem na Terra Prometida. Não eram poucos os que almejavam o posto espiritual de Moisés (Moshé) e, para retirar a proteção divina do povo hebreu, o rei Balac envia sacerdotisas usuárias de magia negra e magia sexual para seduzirem as pessoas, com o fim de atrair a ira de Deus ao povo hebreu e a todos os protegidos.

O clímax desta história (Números, Capítulo 25) é quando o líder de uma das tribos de Israel começa um ato sexual em público com uma das sacerdotisas enviadas por Balac. O sacerdote hebreu chamado Pinchás (traduzido para a versão portuguesa com o nome de Finéias) sai do meio da multidão e crava uma lança que atravessa os dois. Pinchás foi lá e fez o que tinha que ser feito e, em resposta à sua ação, Deus dá por encerrada a sentença de sua ira, mas a essa altura, cerca de 24 mil pessoas já tinham morrido.

Assim, apesar de se tratar de um dia de cura e de grande julgamento e de proteção, o dia de Pinchas, curiosamente começa com um assassinato. Mas também simboliza a vitória do bem sobre o mal e a retirada de toda a energia negativa da vida das pessoas, terminando com a grande proteção de Deus.

Mas como se conectar as graças nesse dia tão especial?

Tendo em vista que o ideal estará fora do alcance da maioria (orações judaicas em sinagogas, rituais específicos em escolas iniciáticas, etc), envio um método alternativo para esta conexão, que foi enviado para mim pela Terapeuta Vera Ghimel como segue:

Primeiramente, é importante saber-se o real significado da história do DIA DE PINCHAS já que as traduções ao português podem dar a entender coisas diversas daquela efetuada quando da leitura no hebraico original. E, com esse pensamento de vitória do bem sobre o mal, leia os Salmos 23 e 91, tendo a intenção de sintonizar-se a energia da cura divina e ser agraciado com a mesma em tudo o que rogar para Deus.

Não é uma questão de fé, mas de prática! Deposite a sua energia no que deve ser feito e tenha certeza que a resposta será positiva ao abrir o seu coração para Deus.

Por certo, aos que puderem escanear com os olhos as letras hebraicas (linha a linha e da direita para a esquerda) os trechos bíblicos acima informados ou também escanear as letras hebraicas ou aramaicas referentes Zohar, estarão efetuando uma conexão à moda antiga, se quiserem usar uma conexão mais próxima aquela efetuada na cabala, etc).

Contudo, o que vale é a intenção e, uma vez sabendo o real significado da história, a energia abrangerá todas as pessoas.

Além de ler os trechos bíblicos, as pessoas podem, também, incluir em seus rituais a prática judaica e cristã de abençoar o pão e o vinho mediante orações e, após, comer do pão e beber do vinho, simbolizando ritualisticamente essa cura espiritual, além de atrair para si a energia da "Luz Divina". Aconselhamos que tomem vinho tinto para simbolizar o sangue = energia divina, pois esse dia é sério demais.

Espero, do fundo do coração, que se conectem a energia do Grande Julgamento Anual da Cura, conectem-se com o Eu Divino Pessoal e retirem toda espécie de negatividade de suas vidas.


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Era o que queria compartilhar com todos.
Desejo um Dia de "PINCHAS" com muita "Luz Divina" e que todos realizem a Cura que necessitam.

Fiquem na "Luz Divina" !!!

domingo, 13 de julho de 2008

*** KIRON E A DISSONÂNCIA DA CATÁSTROFE ORIGINAL ***


A ferida de Kiron é um pedaço de pão amargo que assumimos ao encarnar. Quando Kiron está junto à cauda do dragão, significa que há muitas vidas transportamos essa ferida.
É nesse aspecto astrológico que nos transformamos em Curadores.
Por mais que eu me individue, essa realização contribui sempre para a realização comum da Humanidade.
Onde eu tenho Kiron, é onde eu recebo a dissonância vinda da catástrofe original. Ela atinge-nos em cheio, a partir do inconsciente.
A primeira coisa a fazer é CONSCIENCIALIZAR o sofrimento que “parece pessoal”, mas é a ressonância duma catástrofe psicológica colectiva, que se instala nos nossos chacras.
As dores “individuais” também têm a ver com ela. A nossa dor também é a dôr do Cristo, porque ele também foi expulso connosco.
Pode ser dôr, ou saudade, ou vazio, ou necessidade, ou incómodo, «área dificil da vida», etc, uma angústia.
Como não se pode fazer o caminho de retorno, é necessário curar alguém com o mesmo Kiron. Daí vem o Serviço.
Os sonhos, a arte, os trabalhos de introspecção podem ajudar, mas não conseguem chegar aos outros.
Onde temos Kiron somos curadores fortes dos outros. Ao fazer esse trabalho, fazemos vibrar a Árvore da Vida, e por ressonância dela recebemos a cura em nós mesmos.




KIRON EM CARNEIRO
Dá a sensação do herói ferido, aquele que perdeu o contacto com a sua causa.
Há muito dinamismo presente, mas não há onde o aplicar.
De que serve uma energia heróica se não há onde a aplicar, nem existe poder para iniciar a busca (o movimento, a libertação da imobilidade)?
É uma ferida na Vontade de fazer a busca.
Usa-se o “outro” como espelho, para dizer o que precisamos de ouvir.
Quando se vibra o nosso Kiron, estamos mesmo a curar o outro.
Kíron vem do fundo , atravessa toda a dissonância e alivia a zona distorcida, curando o outro.
Essa descompressão cura-nos retrogradamente a NÓS MESMOS.
Kíron em Carneiro dá portanto: o heroísmo perdido e cria a sensibilidade aguda ao herói dos outros.




KIRON EM TOURO
Dá a sensação do corpo perdido, da vitalidade perdida. É o atleta quebrado. A animus física perdida.
A sensualidade está ferida.
Há a nostalgia dum envolvimento seguro, o corpo roubado, ferido, traído, ou traído pelo corpo.
O curador ajuda os outros a assumir a sensualidade e a beleza do corpo. Kiron em Touro pode dar massagistas belíssimos.



KIRON EM GÉMEOS
A nostalgia da palavra perdida.
A perda da expressão expontânea.
A perda da verbalização.



KIRON EM CANCER
A ferida é a nostalgia da Mãe Divina.
Os seres sentem-se órfãos do poder protector e nutriente da Mãe Divina. Cria uma apetência para exagerar no papel da mãe, uma falta de amor.



KIRON EM LEÃO
Significa a identidade perdida.
Há uma quebra entre a psique colectiva e o eixo crístico.
A consciência de si, o direito a si, “um lugar ao sol” está travado, em vazio.
Por mais autor e criativo que um ser seja, continua a sentir esse vazio.
Planetas em trígono a Kiron, dão enorme poder de cura.
Kiron em Leão é como um espelho partido: eu só vejo fragmentos de mim.



KIRON EM VIRGEM
A ferida de Virgem é a disfuncionalidade geral. Estes seres desconfiam profundamente do corpo, há uma saúde perdida (a vibração magnética do ouro), pois a impecabilidade e a saúde do corpo é regida por Virgem.



KIRON EM BALANÇA
A ferida é a nostalgia do amor-perfeito, do casal perfeito.
A nostalgia e o sofrimento pela ânsia da alma gémea.



KIRON EM ESCORPIÃO
Aqui existem 2 feridas.
1º – Uma ferida ao nível dos Poderes Ocultos.
Escorpião é Poder psíquico, poder de exorcisar pessoas. A ferida inibe o Poder Psíquico para ver além do véu, e a pessoa sente-se exposta. Sente-se invadida por forças do inconsciente colectivo.
2º – Uma ferida ao nível da Sexualidade.
Dá uma incapacidade para controlar a líbido, controlar as correntes subterrâneas, ocultas, o irracional e a membrana que devia equilibrar-nos, versus a onda do inconsciente colectivo.
A experiência sexual, parece terminar sempre numa experiência de sofrimento.
Há uma dôr no plano da sexualidade.



KIRON EM SAGITÁRIO
A ferida é a nostalgia da Voz Superior, a dôr por não ouvir essa Voz. Os Seres sentem que o seu antakarana* (ligação com a Alma) está desfeito e que há quebra do alinhamento. Sentem um desalinhamento permanente com o alto.
A presença deste Kiron ajuda a alinhar os outros seres.



KIRON EM CAPRICÓRNIO
É a dôr da ausência da Cidade Sagrada.
Há um mal estar pela crise de autoridade institucionalizada. É o vazio, ao olhar para uma sociedade e verificar a distância que existe entre a autoridade e o vínculo sagrado.



KIRON EM AQUÁRIO
A ferida é a dôr do conhecimento cósmico perdido, a Alquimia, a Geomância, etc.
É a dôr pela Ciência perdida. Dôr pela perda da época em que os homens eram livres pelas asas do conhecimento.
Em Kíron somos canais de dissonância colectiva
Canalizamos o mal-estar de toda a gente.
Há uma dôr pela fragmentação da humanidade, uma nostalgia da Fraternidade perdida, da união entre os Povos.
Há também nostalgia pelo Alfa Adam Kadmon final, a Síntese do Homem.
Kiron em Aquário sente dôr pelo egoismo colectivo.
Estar em contacto com a Ciência perdida é balsâmico para Kiron em Aquário.



KIRON EM PEIXES
Kiron em Peixes é a dôr da dôr. É a nostalgia do próprio Paraíso, que abarca todas as outras dores.
O que Kiron sente aqui é que “estamos fóra do Eixo Crístico Original”.
A ferida é sentir dôr da dissonância geral.
Há um alívio dentro destes seres quando ajudam alguém a dar um passo na direcção do Paraíso.



KIRON PODE SER CURADO?
Pode, mas é preciso ir muito, muito fundo.



*Fonte: Os Melquizedek "O Círculo Ra Ptaah"
Enviado pela Terapeuta Marilena Rodrigues.


Fique na "Luz Divina"

*** ALMAS GÊMEAS ***


A Bela Helena e o Mistério das Almas Gêmeas

O ascenso sublime e maravilhoso da Sexta Serpente radiante, para dentro e para cima, ao longo do canal espinhal do corpo búdhico, deu-me, de fato e por direito próprio, passagem franca para a sexta Iniciação Venusta...

No mundo búdico, ou intuicional universal, tive que vivenciar, por aquela época, alguns capítulos transcendentais do evangelho crístico...

Quero me referir agora, com suma delicadeza, a certas passagens miríficas secretas, intencionalmente eliminadas do texto original pelos escribas e doutores da lei...

É certamente deplorável que a Santa Bíblia hebraica tenha sido tão cruelmente mutilada, adulterada, deformada...

O que então experimentei na cósmica região intuicional guarda múltiplas concordâncias rítmicas perfeitas com os diversos processos esotéricos iniciáticos que nós devemos vivenciar aqui e agora...


Extraordinárias cenas relacionadas com os outros planetas do sistema solar de Ors, no qual vivemos, nos movemos e temos o nosso Ser.

Quando a Sexta Víbora de Luz resplandece transpôs o umbral augusto de sua correspondente câmara no coração tranqüilo, gloriosamente brilhou o sol da meia-noite no inalterável infinito...

Eu entrei no templo da Iniciação, acompanhado por muita gente. Cada um dos do cortejo portávamos em nossa destra uma vela, círio ou tocha ardente...

Nesses instantes, eu me senti vivenciando aqueles versículos esotéricos, crísticos que ao pé da letra dizem:

“E logo, ainda falando ele, veio Judas, que era um dos doze, e com ele uma companhia com espadas e paus, da parte dos príncipes dos sacerdotes (ou homens constituídos por autoridade mundana), e dos escribas (ou seja, dos tidos por sábios no mundo), e dos anciãos (os tidos, no mundo, por prudentes, sensatos e discretos).

E como veio Judas (o demônio do desejo), aproximou-se logo dele e lhe disse: “Mestre!”, E o beijou.

Então eles lançaram sobre ele suas mãos e o prenderam.”

Embriagado de êxtase, exclamei: “Eu sou o Cristo!” Uma dama-adepto me admoestou, dizendo: “Cuidado, não digas isso! É falta de respeito!”

“Nestes momentos o estou representado”, repliquei. A dama sagrada guardou, então, um respeitoso silêncio.

O drama cósmico dentro do templo das paredes transparentes teve certo sabor majestático muito grave, terrivelmente divino...

Convertido no personagem central, tive que experimentar, em mim mesmo, as seguintes passagens evangélicas:

“E trouxeram Jesus ao sumo sacerdote Caifás (o demônio da má vontade), e se juntaram a ele todos os príncipes dos sacerdotes (as autoridades oficiais deste mundo), e os anciãos (as pessoas muito respeitáveis e cheias de experiência), e os escribas (os intelectuais). E os príncipes dos sacerdotes e todo o concílio buscavam testemunho contra Jesus (o interno salvador), para entregá-lo à morte; mas, não o achavam. Porque muitos diziam falso testemunho contra Ele, mas seus testemunhos não concordavam.

Então, levantando-se uns, deram falso testemunho contra Ele, dizendo: “Nós o ouvimos dizer: “Eu derrubei este templo que é feito por mão (referindo-se ao corpo animal) e em três dias edificarei outro feito sem mão (o corpo espiritual, o To Soma Heliakon).” Mas nem ainda assim concertava o testemunho deles.

Então, o sumo sacerdote (com sua má vontade), levantando-se no meio, perguntou a Jesus, dizendo: “Não respondes algo? Que testemunham estes contra ti?” Mas ele calava e nada respondia (o silêncio é a eloqüência da sabedoria).

O sumo sacerdote voltou a lhe perguntar e lhe disse: “És tu o Cristo, o filho de Deus?” (o Segundo Logos). E Jesus lhe disse: “Eu Sou! (Ele é), e vereis o Filho do Homem (a todo verdadeiro cristificado ou osirificado) sentado à direita da potência de Deus (o Primeiro Logos) e vindo nas nuvens do céu.”

Então, o sumo sacerdote (o demônio da má vontade) rasgou suas vestimentas e disse: “Que mais temos necessidade de testemunhos? Ouvistes a blasfêmia! Que vos parece?” E eles todos o condenaram a ser culpado de morte. E alguns começaram a cuspir nele, e cobrir seu rosto, e dar-lhe bofetadas, e dizer-lhe: “Profetiza! E os servidores o feriam com bofetadas.

E, logo pela manhã, havendo tido conselho, os príncipes dos sacerdotes, com os anciãos e com os escribas, e com todo o concílio, levaram Jesus atado e o entregaram a Pilatos.

E Pilatos (o demônio da mente) perguntou-lhe: “És tu o rei dos judeus?” E respondendo Ele, disse-lhe: “Tu o disseste!”

E os príncipes dos sacerdotes (as autoridades deste mundo) o acusavam muito.

E lhe perguntou outra vez a Pilatos, dizendo: “Não respondes algo? Olha de quantas coisas te acusam” (ao Cristo Interno o acusam todas as pessoas, até aquelas que se dizem seus seguidores).

Mas Jesus (o Cristo Íntimo) nem sabia com isso respondeu. (Repito: O silêncio é a eloqüência da sabedoria). Pilatos (o demônio da mente) se maravilhava.

Entretanto, no dia da festa lhes soltavam um preso, qualquer um que pedissem. E havia um que se chamava Barrabás (o demônio da perversidade que cada um leva dentro), preso com seus companheiros de motim, que haviam cometido morte numa revolta (porque o ego é sempre homicida e malvado). E, visto a multidão, começou a pedir que se fizesse como sempre lhes havia feito.

E Pilatos lhes respondeu, dizendo: “Quereis que vos solte o rei dos judeus?” Porque sabia que por inveja o haviam entregue os príncipes dos sacerdotes (as autoridades de todo tipo). Mas, os príncipes dos sacerdotes incitaram a multidão para que lhes soltasse antes Barrabás (as autoridades de todo tipo defendem o ego. Elas dizem: primeiro eu, segundo eu, terceiro eu).

E, respondendo Pilatos, lhes diz outra vez: “Que, pois, quereis que faça daquele que chamais de rei dos judeus?” E eles voltaram a dar vozes: “Crucificai-o!” (Crucificai! Crucificai! Crucificai!).

Do “sancta” inefável saí extático, depois de haver experimentado, de forma direta, o tremendo realismo íntimo de todos estes versículos parágrafos acima citados.

Revestido com uma nova túnica de glória, vestimenta talar esplendorosa, saí da grande catedral da alma...

Quão ditoso me senti ao contemplar, dali, o amplo panorama! Então vi o fluir e o refluir de todas as coisas...

Budhi é como um vaso de alabastro fino e transparente, dentro do qual arde a chama de Prajna...

Atman, o Ser, tem duas almas. A primeira é a alma espiritual e é feminina (Budhi). A segunda é a alma humana e é masculina (Manas superior).

O animal intelectual, equivocadamente chamado homem, só tem encarnada, dentro de si, a Essência.

Ostensivelmente, esta última é o Budhata, uma mínima fração da alma humana, o material psíquico com o qual se pode e se deve fabricar o embrião áureo. (veja-se O Mistério do Áureo Florescer).

A fonte e base da alta magia se encontra no desponsório perfeito de Buddhi-Manas, já nas regiões puramente espirituais, ou no mundo terrestre.

Helena significa claramente os esponsais de Nous (Atman-Budhi) com Manas (a alma humana, ou causal), a união mediante a qual se identificam Consciência e Vontade, ficando, por tal motivo, dotadas ambas as almas com divinais poderes...

A essência de Atman, do primordial, eterno e universal fogo divinal, encontra-se contida dentro de Budhi, que, em plena conjunção com Manas causal (alma humana), determinam o masculino-feminino.

A bela Helena de Tróia é a mesma Helena do Fausto de Goethe, Shakti, ou potência feminina do Ser Interno...

Ele e Ela, Budhi-Manas, são as almas gêmeas dentro de nós mesmos (embora o animal intelectual ainda não as tenha encarnadas), as duas filhas adoráveis de Atman (o Íntimo), o esposo e a Esposa eternamente enamorados...

Tal amor tem infinitas correlações, seja nos pares conjugados dos sóis duplos do céu e no da Terra com a Lua; seja no anfiáster protoplasmático das células determinantes, como é sabido, do misterioso fenômeno da cariocinese ou duplicação morfológica da célula una; seja no universal simbolismo das epopéias e de toda a restante literatura, onde o amor ideal entre dois seres se sexo oposto constitui a “alma mater” da produção literária.

Inquestionavelmente, o Sahaja Maithuna, como sacramento da igreja de Roma, repete-se com os gêmeos no acasha Tattwa e continua glorioso com Osíris-Ísis na região de Anupadaka.

Esclareço: Quando citamos a igreja de Roma, coloque-se as letras ao universo e leia-se assim: Amor. Obviamente, o sexo é a igreja do amor.

A teoria das almas gêmeas não implica em perigo algum quando captamos seu profundo significado. O coito químico, a cópula metafísica, resplandece gloriosamente no zênite do ideal, sem a mais leve sombra de impureza...

O legítimo enamoramento nunca está separado do sexo. O ato sexual é, certamente, a consubstancialização do amor no realismo psicofisiológico de nossa natureza.

O desponsório Budhi-Manas só é possível mediante o coito químico. O desfrute sexual é um direito legítimo do homem.

Renato cometeu o grave erro de afirmar, de forma enfática, que a Helena de Simão, o Mago, era uma formosa mulher de carne e osso, a quem o citado mago havia encontrado num lupanar de Tiro e que, segundo opinam seus biógrafos, era a reencarnação da Helena grega.

Tal conceito não resiste a uma análise profunda. Os colégios iniciáticos autênticos ensinam, com inteira clareza, que a bela Helena é Budhi, a alma espiritual da Sexta Iniciação Venusta, a Shakti potencial feminina.

*Retirado do livro As Três Montanhas escrito por: V.M Samael Aun Weor



Fique na "Luz Divina"

*** MANTRAS CURATIVOS ***


Estou falando aqui de poderes psíquicos, de psicologia experimental, revolucionária e transcendente, para falar a vocês porque quero que vocês se elevem ao estado do Super-Homem. Chegou a hora de lutar de verdade por uma transformação radical. Dentro de nós, em estado latente, existem poderes formidáveis, mas é necessário despertá-los e sair desse estado de debilidade em que nos encontramos. Assim como estamos, somos vítimas das circunstâncias, não sabemos dirigir circunstâncias, somos vítimas e nada mais que isso, vítimas. Necessitamos transformar-nos totalmente, apelar a nossos poderes psíquicos, pois os temos e seria uma lástima se continuássemos assim como estamos. Isto seria tão absurdo como alguém, que sabendo que existe um tesouro enterrado, estando seguro da existência do mesmo, não o pegasse jamais.

Dentro de todos nós existem tesouros inesgotáveis ...


O médico espiritual descobre, localiza o órgão enfermo dentro do corpo, mediante uma análise sensitiva, porém, ele não crê em enfermidades locais, sintomáticas, embora dirija sua energia ao órgão, e o utilize como canal, para curar o conjunto. Para diagnosticar e localizar a enfermidade, é necessário identificar-se com o paciente desta maneira: "Com ansiedade, atrai ao corpo um átomo psíquico, parasitário, disse: Aqui está o câncer, motivado por emoções e tensões contínuas e permanentes. Este estado tensional de ansiedade, atrai ao corpo um átomo psíquico, parasitário, que se introduz na região ou órgão mais débil do homem. O domínio desta praga, que em tempos futuros tomará mais auge, se fará por meio de outros átomos parasitários, mais fortes, que se encontram na própria Natureza, e que anulam os efeitos do parasita canceroso. O médico deveria saber que a enfermidade começa em um corpo mais sutil que o físico, para refletir-se, depois, neste. Na Alma ou corpo dos desejos aninham-se todas as enfermidades por motivo de ódio, luxúria, inveja, glutonice, etc... Estes vícios perturbam, primeiramente, os centros de nosso sistema nervoso, e obstruem as correntes vitais diminuindo a energia física. Eles abrem uma brecha na aura defensora da harmonia e da saúde. O curador, antes de tudo, deve utilizar as duas energias: solar e lunar. Estas energias fluem, para vitalizar e conservar são a cada ser. O Mago as absorve a vontade e as dirige a seus enfermos, para reestabelecê-los. O curador trata, primeiramente, de expulsar de seu enfermo as emoções negativas, com seu poder mental e divino, para curar, depois, seu corpo físico. O pensamento tem seu tipo de onda, com a qual imprime no ser, seu caráter, e pode provocar transtornos na vida atômica e celular. O pensamento cura e enferma. A aspiração, a inspiração e os pensamentos puros, são os únicos meios que mantêm o homem equilibrado e são; ativam a secreção glandular e depuram as impurezas do organismo. Certas vogais e sons fazem vibrar as glândulas e, lhes dão assim, o poder de eliminar certas impurezas do organismo, aumentando sua capacidade funcional. As letras têm seu poder, e o Verbo-Som tem sua magia. Já vos foi dito: o pecado é enfermidade e a enfermidade é pecado. O pecado é a desobediência, consciente ou inconsciente, às leis naturais. O homem é trino, por ter três centros de vida: a cabeça é o centro da vida pensante; no peito está a vida pela respiração; no abdome, pela alimentação. Por isto pode-se dizer que o homem adoece pelo pensamento, pela respiração e pelo alimento. O corpo é o Templo do Espírito, é o Templo de Deus. Aprendei e ensinai a comer, e assim podereis ser Curadores e verdadeiros médicos.

"Recordai-vos do que foi dito há séculos: Há duas espécies de conhecimentos; há uma ciência médica e uma sabedoria médica. A compreensão animal pertence ao homem medíocre, porém, a compreensão dos mistérios divinos pertence ao espírito divino nele. A chave para curar a enfermidade acha-se na compreensão da lei fundamental, que dirige a Natureza do homem e, para isto, é preciso uma medicina que conheça o homem em seus três aspectos ou mundos. Os sábios antigos sabiam acerca de sua verdadeira natureza mais do que tem sonhado as escolas de medicina".

"Mantras Curativos e Mágicos"

É reconhecido por todos que a palavra falada possui um poder relativamente profundo na mente das pessoas, tanto positiva quanto negativamente. Quando algum enfermo escuta palavras de ânimo, de alento, parece que uma nova força toma conta de sua alma, dando-lhe mais otimismo e segurança num iminente restabelecimento. Quando alguém se deprime por diversos problemas em sua vida, alegra-se ao ouvir um cântico religioso, permitindo-se a uma interiorização e contemplação de seu "mundo interior", para uma maior comunhão com Deus, a fonte essencial da cura.

Por isso, o Sábio trata com muito cuidado e zelo tudo aquilo que entra em seus ouvidos e principalmente o que sai de sua boca.


Se o estampido de um canhão consegue produzir um grande estrondo em seu redor, palavras mal pronunciadas em momento inadequado conseguem criar situações às vezes muito desagradáveis, não só aos ouvintes, mas na maioria das vezes a quem a pronunciou.

No entanto, o poder da palavra falada, chamada de Mantraterapia (ou Verboterapia), não se restringe a uma disciplina verbal, no sentido socrático da idéia, ou seja, simplesmente utilizar com precisão e ordem os conceitos intelectuais que se quer transmitir. A Mantraterapia vai mais além, ao defender que por trás da pronúncia de um som se encontra um poder, uma energia, uma força espiritual, capaz de operar magicamente, não só no operador, mas no ambiente ao seu redor.

Ao estudarmos algumas passagens de livros religiosos, vemos como o uso dos mantras sempre foi considerado de seríssima importância. Encontrando-se num templo de Mistérios egípcio, o sábio grego Sólon perguntou a um dos mestres ali presentes sobre as possíveis causas do afundamento da Atlântida; esse Mestre afirmou com ênfase que não se podia falar inconseqüentemente sobre desgraças daquela natureza, principalmente num ambiente carregado de energias de altíssima força espiritual, pois se poderia atrair as mesmas circunstâncias. Essa resposta foi suficiente para calar o filósofo grego.

Vemos também um caso espantoso, como é o da destruição de Jericó por Josué e seus sacerdotes e guerreiros, os quais rodearam as muralhas dessa cidade por vários dias e logo após entoaram cânticos, gritaram e tocaram seus instrumentos, o que fez com que Jericó fosse totalmente destruída pelos fogos subterrâneos. Também vemos o grande Mestre Jesus, o Cristo, realizando múltiplos milagres com a simples pronúncia de uma tantas palavras, muitas delas ininteligíveis aos ouvidos dos não-iniciados.

A Bíblia nos diz claramente, segundo João Batista, que no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o profeta Moisés, em sua Gênese, explica que Deus, Elohim, criou todas as coisas com o uso de Sua Palavra. "Faça-se ", e o caos se transformou nas diversas ordens de Cosmos, de acordo com a Música das Esferas, cantada pelos Construtores(Elohim é uma palavra plural, indicando que foram os Deuses que criaram o mundo).

Por isso vemos porque a palavra sempre foi muito bem empregada, sempre foi reconhecida como fundamental para o crescimento e desenvolvimento de nossos poderes internos, de nossa saúde mental e física, além de nosso nível de Consciência.

Os magos afirmavam que os sons que emitimos obedecem à Lei Cósmica do Retorno, ou seja, à lei da Causa e Efeito, ou Karma.

Toda ação gera uma reação proporcional e em sentido contrário, em três níveis: físico, mental e conscientivo.

As origens de muitos mantras, nomes sagrados, termos cabalísticos etc., remontam a épocas arcaicas. Muitos ocultistas afirmam que os mantras não passam de resquícios de uma Língua de Ouro, perdida quase que totalmente na atualidade, somente falada por Deuses e Anjos.

Para o Profeta Enoch, esses gigantes eram Seres fantásticos que guiaram nossa evolução em épocas imemoriais, entregando-nos seus alfabetos sagrados e mantras de ouro.

Alguns desses mantras permaneceram até os dias de hoje, graças às Escolas de Mistérios que conseguiram resguardar alguma coisa dessa língua mágica falada pelos Ancestrais, na forma de nomes divinos, palavras misteriosas e sem significado aparente:

ADONAI, YAH, YOM, EHEIEH, ISIS, ALLAH, IAO, AOM, KWAN - YIN, INRI...

Diz Eliphas Lévi sobre o Poder do Verbo: "Toda Magia está numa palavra, e esta palavra, pronunciada cabalisticamente, é mais forte que todos os poderes do céu e do inferno. Com o nome IOD-HE-VAU-HE comandamos a natureza; os reinos são conquistados em nome de ADONAI e as forças ocultas que compõem o nome de HERMES são todas obedientes àquele que sabe pronunciar o nome incomunicável de AGLA. Por isso, os sábios de todos os séculos temeram diante dessa Palavra absoluta e terrível".

Os mantras foram usados para diversos fins: curativos, mágicos, ritualísticos, conscientivos, espirituais. Para os descrentes, a pronúncia contínua e concentrada de certos mantras induz a uma auto-sugestão, a um auto-engano. Na verdade, devido ao desconhecimento da Anatomia Oculta do Homem(como já dissemos anteriormente), somente os Iniciados percebem os efeitos das palavras mantralizadas, que vibram primeiramente em nossa Alma, ressoando nos chacras, nos canais energético(Meridianos) e sobre os estados de Consciência.

Por isso, esses mesmos Iniciados, principalmente hindus e maias, enfatizam a idéia de que nosso corpo e nossa alma são a resultante de um Alfabeto Cósmico e cada fonema vibra em determinadas regiões de nosso organismo, atuando terapêutica e magicamente sobre o próprio mantralizador. Ou seja, somos um instrumento musical que deve vibrar com as mais deliciosas melodias cósmicas.

Vejamos alguns exemplos práticos, entregues pelo VM Samael Aun Weor em seus diversos tratados, que complementam este texto:



*MANTRA E FINALIDADE.

-AOM Cristaliza o que se desejou, é o nosso Amén; harmonizador

-AOM-TAT-SAT-TAM - PAM-PAZ Conjunto poderoso de mantras para se atraira força curativa do Sol. São os mantras do Arcanjo Michael, Inefável Senhor do Sol

-HAGIOS Limpa e abre a atmosfera astral para a manifestação dos Mestres, possibilitando maior contato com eles durante rituais

-ANTIA-DAUNA-SASTASA Poderoso mantra de invocação dos Mestres Ascensionados. Deve ser cantado

-OM...HUM... Melhora nossa meditação e interiorização

-JEÚ... Amplia nossa atenção e auto-observação; ótimo para meditação

-RAOM-GAOM Ajuda-nos a recordarmos nossos sonhos

-MORFEU Controlamos nossas Viagens Oníricas

-GU... RU... Cura o fígado

-HELION-MELION-TETRAGRAMATON Fecha nossa Aura. Para Defesa Psíquica

-BHUR Cura nosso Baço

-M... Fortalece e cura próstata / útero; regula a menstruação

-KRIM... Cura o estômago, congestões, úlceras etc.

-EGIPTO... Cura o fígado e auxilia nas viagens astrais

-EFTAH... Cura as cordas vocais e tiróide

-OMNIS - HAUM - INTIMO... Atrai as forças superiores do Pai Interno (Íntimo)

-OM MANI PADME HUM Outro mantra para invocarmos nosso Íntimo

-IN...EN... Atraem as forças curativas do Espírito Santo, Senhor dos Curadores

-JAORI Sagrado mantra da Ave de Minerva, que realiza qualquer meta desejada. Direciona nossos fogos interiores para a realização do pedido

-I... Se prolongada, esta vogal direciona a energia vital para o cérebro

-E... Idem para a garganta, cordas vocais, tiróide e paratiróides

-O... Cura e fortalece o coração. Poderoso para problemas cardíacos

-U... Fortalece as funções digestivas

-A... Cura os pulmões e limpa o sangue

-ONOS AGNES Minimiza a dor de dentes

-OMNIS - BAUN - IGNEOS Mantra para invocarmos ajuda dos mestres médicos maias

-MANGÜELE-MANGÜELA Poderoso mantra lunar, ensinado pelos mestres astecas. Altamente curativo e transmutador

-S... M... HAN... Cura do corpo mental

-SENOSSAN - GORORA - GOBER - DON Mantra mágico de um Deus dos Oceanos

-ADONAI Mantra lunar curativo

-ABRAXAS Cura pelos Seres do Fogo


*Mantras de transmutação

Existem alguns mantras poderosos de transmutação alquímica. Transformam nossas energias sexuais, emocionais e mentais em elementos energéticos e espirituais, além de curativos. Essas energias transmutadas se espalham maravilhosamente pelo organismo através de seu principal conduto, a coluna vertebral.
Enquanto vocalizamos um dos mantras dados em seguida, podemos visualizar essa energia transmutada em fogo regenerador subindo pela espinha dorsal até a cabeça, e daí até o coração, espalhando-se por todo o corpo. Vejamos:

-INRI...ENRE...ONRO...UNRU...ANRA... Seqüência de mantras que desperta os principais chacras

-ARIO... Mantra da constelação de Aquário

-IAO... Nome gnóstico de Deus; equilibra e direciona

-TORN... Mantra transmutador de Escorpião

-SSS... Transmuta, purifica e protege a Aura

-KRIM... Acumula a energia transmutada no plexo solar

Obs.: Quando ao final do mantra colocamos reticências (...), isso indica que deve-se prolongar a sílaba ou palavra até o final, até o ar ser totalmente expulso dos pulmões. Caso haja somente um hífen (-), então as sílabas deverão ser mantralizadas na mesma respiração.


Disse o Mestre Paracelso: Todas as enfermidades têm seu princípio em alguma destas três substâncias: sal, enxofre e mercúrio. Isto quer dizer que poder Ter a sua origem no mundo da matéria (simbolizado pelo sal), na esfera da alma (simbolizada pelo enxofre) ou no reino da mente (simbolizado pelo mercúrio). Se se deseja compreender melhor este aforismo do Mestre Paracelso, deve-se estudar a constituição interna do homem.

Se o corpo, a alma e a mente estão em perfeita harmonia entre si, não há perigo de discordâncias prejudiciais, porém se se produz um foco de discórida em um desses três planos, a desarmonia comunica-se aos demais.

O EU não é o corpo físico nem tampouco o corpo vital, que serve de base à química orgânica. Não é o corpo sideral, raiz mesma de nossos desejos, mem a mente, organismo maravilhoso cujo instrumento físico é o cérebro. O EU não é também o corpo da consciência, no qual se fundamentam todas as nossas experiências sentimentais, mentais e volitivas. O EU é algo muito mais recôndito. O que é o EU muitos poucos seres humanos compreenderam.

EU não sou a luz nem as trevas.

EU estou além do bem e do mal.

EU sou o Glorian.

EU sou o Íntimo.

O Glorian é o raio que ao tocar sua campanada vem ao mundo físico.

O Glorian é a lei e a raiz incógnita do homem.

O Glorian é o EU do EU.

O Glorian é a lei dentro de nós.

Quando o homem obedee a lei, não pode adoecer. A enfermidade vem da desobediência à lei. Quando os sete corpos, como se fossem sete eus, querem atuar separadamente, o resultado é a enfermidade.

Os corpos físico e vital devem obedecer à alma, a alma deve obedecer ao Íntimo e o Íntimo deve obedecer ao Glorian. Corpo, alma e espírito devem se converter em um universo puríssimo e perfeito atrabés do qual possa se expressar a majestade do Glorian.

Vejamos um exemplo concreto e simples. Se atiramos pedras nas água naturalmente produzirão ondas .Essas ondas são a reação da água contra as pedras. Se alguém nos lança uma palavra ofensiva, sentimos ira. Essa ira é a reação contra a palavra ofensiva e a consequência pode ser uma indigestão, uma dor de cabeça ou uma perda de energias simplesmente, causa de alguma enfermidade futura. Se alguém frustra um plano que projetamos, nos enchemos de profunda preocupação. Essa preocupação é a reação do nosso corpo mental contra a incitação externa. Ninguém duvida que uma forte preocupação traz enfermidades a cabeça.

Devemos dirigir as emoções com o pensamento, o pensamento com a vontade e a vontade com a consciência. Devemos abrir a nossa vontade com a consciência. Devemos abrir a nossa consciência como se abre um templo para que em seu altar oficie o sacerdote (o Íntimo) na presença de Deus (o Glorian).

Temos de dominar nossos sete veículos e cultivar a serenidade para que através de nós possa expressar-se a sublime e inefável majestade do Glorian. Quando todos os atos da nossa vida cotidiana, até os mais insignificantes, sejam a expressão viva do Glorian em nós já não voltaremos a enfermar.



**Esse é meu Mantra de Saúde Perfeita que pronuncio todos os dias, várias vezes:
"EU SOU DEUS EM AÇÃO NESTE CORPO... QUE É MEU TEMPLO... EU SOU A SAÚDE PERFEITA NESTE CORPO... "

E Viver sempre alegre!
Assim já estareis no caminho da superação e do triunfo que não admitem pessimismo, nem tristeza.

E lembre-se sempre que:
Dentro de todos nós existem tesouros inesgotáveis ...



Fique na "Luz Divina"

*** RITUAL CABALÍSTICO PARA ANCORAGEM DO ANJO ***


Ritual para a Ancoragem dos Anjos Cabalísticos
O seguinte ritual, ensinado por Monica Buonfiglio no livro "A magia dos anjos cabalísticos", é um meio poderoso para estabelecer uma ligação intensa com os anjos e pedir a ajuda deles em qualquer situação. Pode ser utilizado para a purificação astral de algum lugar, para o equilíbrio energético ou para fazer algum pedido. Deve ser realizado durante sete dias seguidos.

Em primeiro lugar, você deve conhecer o nome de seu anjo cabalístico e do príncipe que governa a categoria da qual ele faz parte.

Você também vai precisar de um prato branco de porcelana, sete velas comuns, cada vela tendo uma das seguintes cores: branco, azul, amarelo, verde, vermelho, rosa e lilás, e sete folhas de papel com o seguinte desenho:

Você deverá escrever na parte superior do círculo o nome de seu Príncipe, o nome de seu anjo e o seu próprio nome. Na parte de baixo, escreva seu pedido ou intenção. Veja o modelo:
Antes de começar o ritual, prepare o ambiente acendendo um incenso. Em seguida, coloque o papel com o desenho sobre o prato. No primeiro dia, a vela utilizada será a branca. Você deve ungi-la com óleo essencial ou óleo comum. Depois, fixe-a sobre o desenho, bem no centro, onde os dois cículos encontram-se. Acenda a vela, invoque seu Príncipe e seu anjo e recite o Salmo correspondente. Depois, deixe a vela queimar até o fim. Se, no final, o fogo da vela queimar o papel, mesmo que uma pequena parte dele, é sinal de que você conseguiu conectar-se a seu anjo e pode continuar a realização do ritual com as outras velas. Caso o papel não queime, você deve usar outra vela branca no dia seguinte. Apenas quando a vela branca queimar o papel, você deve passar para a cor seguinte. Se o papel queimar mais para o lado do círculo direito, chamado OD (círculo da inteligência), a solução será obtida de forma inteligente. Já se o papel queimar mais do lado esquerdo, chamado OB (círculo do instinto), seu anjo estará lutando contra seu gênio contrário, afastando-o astralmente de sua casa, até então, carregada. Se o papel queimar, pelo menos num pequeno pedaço, é sinal de que o anjo conseguiu ancorar e o pedido feito por você será atendido.

No segundo dia, escolha outra cor de vela e repita o mesmo procedimento, e assim por diante, até o sétimo dia. Apenas com a vela branca você deverá observar a queima ou não do papel, com as outras cores não é necessário. O que sobrar das folhas de papel, você deverá queimar e soprar as cinzas ao vento. Se sobrar cera depois da vela queimada, enterre-a ou jogue-a em água corrente. Faça a mesma coisa se o prato quebrar. Se você interromper por algum motivo a realização do ritual antes de finalizá-lo, você deverá recomeçar a partir da vela branca.

Observação: Nunca é demais recomendar cuidado com o uso das velas para evitar acidentes. Escolha um local adequado, sem riscos de incêndio mesmo que você esqueça a vela acesa. Um local que costuma ser seguro é o chão do banheiro, e não há problema algum em colocar o prato com a vela acesa nesse local. Como diz o provérbio árabe: "Confie em Deus, mas amarre o seu cavalo".





** TABELA DOS ANJOS **

Abaixo a lista completa dos anjos cabalísticos, juntamente com o Salmo correspondente a cada anjo, seu horário de ligação com a Terra, dia da semana e cor da vela. Procure sua data de nascimento e encontre o nome de seu anjo e seu respectivo príncipe.

Obs: As pessoas nascidas nos dias 5/1- 19/3-31/5-12/8 e 24/10 são protegidas pelos gênios da humanidade, podendo escolher qualquer um dos anjos e príncipes para a realização do ritual de ancoragem e devendo utilizar o Salmo 91 especialmente o 1º versículo.



*Categoria dos Serafins - Príncipe: Metatron
1*Veuiah-data de nascimento,6/1-20/3-1/6-13/8-25/10;Salmo3-Horário,0h à0h20;Dia da semana,terça-feira e vela na cor vermelha.
2*Jeliel-data de nascimento,7/1-21/3-2/6-14/8-26/10;Salmo 21-Horário,0h à 0h40;Dia da semana terça-feira e vela na cor vermelha3
*Sitael-data de nascimento,8/1-22/3-3/6-15/8-27/10;Salmo 90-Horário,0h40 à 1h;Dia da semana domingo e vela na cor amarela
4*Elemiah-data de nascimento,9/1-23/3-4/6-16/8-28/10;Salmo6-Horário.1h à 1h20;Dia da semana,domingo e vela amarela5
*Mahasiah-data de nascimento,10/1-24/3-5/6-17/8-29/10;Salmo 33,Horário 1h20 à 1h40,Dia da semana sexta-feira e vela na cor verde
6*Lelahel-data de nascimento,11/11-25/3-6/6-18/8-30/10;Salmo 9,Horário 1h40 às 2h;Dia da semana sexta-feira e vela na cor rosa
7*Acaiah-data de nascimento,12/1-26/3-7/6-19/8-31-10;Salmo 102,Horário 2h às 2h20;Dia da semana quarta-feira e vela todas as cores
8*Cahetmel-data de nascimento,13/1-27/3-8/6-20/8-1/11;Salmo 94.Horário 2h20 às 2h40;Dia da semana quarta-feira e vela colorida


*Categoria dos Querubins - Príncipe: Haziel
9*Haziel-data de nascimento,14/1-28/3-9/6-21/8-2/11;Salmo 24,Horário 2h40 às 3h;Dia da semana segunda-feira e vela na cor branca
10*Aladiah-data de nascimento,15/1-29/3-10/6-22/8-3/11;Salmo 32,Horário 3h ás 3h20;Dia da semana segunda-feira e vela branca
11*Laoviah-data de nascimento,16/1-30/3-11/6-23/8-4/1;Salmo 17,Horário 3h20 às 3h40;Dia da semana sábado e vela na cor preta
12*Hahaiah-data de nascimento,17/1-31/3-12/6-24/8-5/11;Salmo 9,Horário 3h40 às 4h;Dia da semana sábado e vela preta
13*Jezalel-data de nascimento,18/1-1/4-13/6=25/8-6/11;Salmo 97,Horário 4h às 4h20;Dia da semana quinta-feira e vela na cor azul
14*Mebahel-data de nascimento,19/1-2/4-14/6-26/8-7/11;Salmo 9,Horário 4h20 às 4h40,Dia da semana quinta-feira e vela na cor azul
15*Hariel- data de nascimento,20/1-3/4-15/6-27/8-8/11;Salmo 93,Horário 4h40 às 5h,Dia da semana terça feira e vela na cor vermelha
16*Hakamiah-data de nascimento,21/1-4/4-16/6-28/8- 9/11;Salmo 87,Horário 5h às 5h20,Dia da semana terça-feira e vela vermelha



*Categoria dos Tronos - Príncipe: Tsaphkiel
17*Lauviah-data de nascimento,22/1-5/4-17/6-29/8-10/11;Salmo 8,Horário 5h20 às 5h40,Dia da semana domingo e vela na cor amarela
18*Caliel-data de nascimento,23/1-6/4-18/6-30/8-11/11;Salmo 7,Horário 5h40 às6h,Dia da semana domingo e vela na cor amarela
19*Leuviah-data de nascimento ,24/1-7/4-19/6-31/8-12/11;Salmo 39,Horário 6h às 6h20,Dia da semana sexta-feira e vela na cor rosa20
20*Palmaliah-data de nascimento,25/1-8/4-20/6-31/8-13/11;Salmo 119,Horário 6h20 às 6h40,Dia da semana sexta-feira e vela na cor verde
21*Nelcael-data de nascimento,26/1-9/4-21/6-2/9-14/11;Salmo 30,Horário 6h40 às 7h ,Dia da semana quarta-feira e vela na cor branca
22*Leiael-data de nascimento,27/1-10/4-22/6-3/9-15/11;Salmo 120,Horário 7h ás 7h20,Dia da semana quarta-feira e vela na cor branca
23*Melahel-data de nascimento28/1-11/4-23/6-4/9-16/11;Salmo 120,Horário 7h20 às 7h40,Dia da semana segunda-feira e vela na cor branca
24*Hahuiah-data de nascimento,29/1-12/4-24/6-5/9-17/11;Salmo 32,Horário 7h410 ás 8h,Dia da semana segunda-feira e vela na cor branca



*Categoria das Dominações - Príncipe: Tsadkiel
25*Nit-Haiah-data de nascimento30/1-13/4-25/6-6/9-18/11;Salmo 9,Horário 8h às 8h20,Dia da semana sábado e vela na cor preta
26*Haaiah-data de nascimento ,31/1-14/4-26/6-7/9-19/11;Salmo 118,Horário 8h20 às 8h40,Dia da semana sábado e vela na cor preta
27*Leratel-data de nascimento,1/2-15/4-27/6-8/9-20/11;Salmo139,Horário 8h40 às 9h,Dia da semana quinta-feira e vela na cor azul
28*Seheiah-data de nascimento,2/2-16/4-28/6-9/9-21/11;Salmo 70,Horário 9h às 9h20,Dia da semana quita-feira e vela na cor verde
29*Reyel-data de nascimento,3/2-17/4-29/6-10/9-22/11;Salmo 53,Horário 9h20 ás 9h40,Dia da semana terça-feira e vela na cor vermelha
30* Omael-data de nascimento,4/2-18/4-30/6-11/9-23/11;Salmo 70,Horário 9h40 ás 10h ,Dia da semana terça-feira e vela cor vermelha
31*Lecabel-data de nascimento,5/2- 19/4-1/7-12/9-24/11;Salmo 70,Horário 10h ás 10h20,Dia da semana domingo e vela na cor amarela
32*Vassariah-data de nascimento,6/2-20/4-2/7-13/9-25/11;Salmo 32,Horário 10h20 às 10h40,Dia da semana domingo e vela na cor amarela



*Categoria das Potências - Príncipe: Camael
33*Lehuiah-data de nascimento, 7/2-21/4-3/7-14/9-26/11.Salmo 33,Horário 10h40 ás 11h,Dia da semana sexta-feira e vela na cor rosa
34*Lehahiah--data de nascimento,8/2-22/4-4/7-15/9-27/11;Salmo 130,Horário 11h ás 11h20,Dia da semana sexta-feira e vela na cor verde
35*Cavaquiah-data de nascimento,9/2-23/4-5/7-16/9-28/11 ;Salmo 114,Horário 11h20 ás 11h40,Dia da semana quarta-feira e vela na cor branca
36*Menadel-data de nascimento,10/2-24/4-6/7-17/9-29/11;Salmo 25,Horário 11h40 ás 12 h,Dia da semana quarta-feira e vela colorida
37*Aniel-data de nascimento,11/2-25/4-7/7-18/9-30/11;Salmo 79,Horário 12h ás 12h20,Dia da semana segunda -feira e vela na cor branca
38*Haamiah-data de nascimento,12/2-26/4-8/7-19/9-1/12;Salmo 90,Horário 12h20 ás 12h40,Dia da semana segunda-feira e vela na cor branca
39*Behael-data de nascimento,13/2-27/4-9/7-20/9-2/12;Salmo 29,Horário 12h40 ás 13 h,Dia da semana sexta-feira e vela na cor preta
40*Leizael-datacde nascimento,14/2-28/4-10/7-21/9-3/12;Salmo 87,Horário 13h ás 13h20,Dia da semna sexta-feira e vela na cor preta



*Categoria das Virtudes - Príncipe: Raphael
41*Hahahel-data de nascimento, 15/2-29/4-11/7-22/9-4/12;Salmo 119,Horário 13h20 ás 13h40,Dia da semana quinta-feira e vela nas cores azul ou verde
42*Micael-data de nascimento,16/2-30/4-12/7-23/9-5/12;Salmo 120,Horário 13h40 ás 14h,Dia da semana quinta-feira e vela na cor azul
43*Veuahiah-data de nascimento,17/2-1/5-13/7-24/9-6/12;Salmo 87,Horário 14h ás 14h20,Dia da semana terça-feira e vela na cor vermelha
44*Lelahiah-data de nascimento,18/2-2/5-14/7-25/9-7/12;Salmo 118,Horário 14h20 ás 14h40,Dia da semna terça-feira e vela na cor vermelha
45*Sealiah-data de nascimento,19/2-3/5-15/7-26/9-8/12-;Salmo 93,Horário 14h40 ás 15h,Dia da semana domingo e vela na cor amarela
46*Ariel-data de nascimento,20/2- 4/5-16/7-27/9-9/12;Salmo 144, Horário 15h ás 15h20,Dia da semana domingo e vela na cor amarela
47*Assaliah-data de nascimento,21/2-5/5-17/7-28/9-10/12;Salmo 104,Horário 15h20 ás 15h40,Dia da semana sexta-feira e vela na cor verde
48*Mihael-data de nascimento,22/2-6/5-18/7-29/9-11/12;Salmo 97,Horário 15h40 ás 16h,Dia da semana sexta-feira e vela na cor verde



*Categoria dos Principados - Príncipe: Haniel
49*Vehuel-data de nascimento,23/2-7/5-19/7-30/9-12/12;Salmo 144,Horário 16h ás 16h20,Dia da semana quarta-feira e vela colorida
50*Daniel-data de nascimento,24/2-8/5-20/7-1/10-13/12;Salmo 102,Horário 16h20 ás 16h40,Dia da semana quarta-feira e vela colorida
51*Hahassiah-data de nascimento,25/2-9/5-21/7-2/10-14/12;Salmo 103,Horário 16h40 ás 17h,Dia da semana segunda-feira e vela na cor branca
52*Imamiah-data de nascimento,26/2-10/5-22/7-3/10-15/12;Salmo 7,Horário 17h ás 17h20,Dia da semana segunda-feira e vela na cor branca
53*Nanael-data de nascimento,27/2-11/5-23/7-4/10-16/12;Salmo118,Horário 17h20 ás 17h40,Dia da semana sábado e vela na cor preta
54*Nithael-data de nascimento,28e29/2-12/5-24/7-5/10-17/12;Salmo 102,Horário 17h401 ás 18h,Dia da semana sábado e vela na cor preta
55*Mebahlah-data de nascimento,1/3-13/5-25/7-6/10-18/12;Salmo101,Horário 18h ás 18h20,Dia da semana quinta-feira e vela na cor azul
56*Poiel- data de nascimento,2/3-14/5-26/7-7/10-19/12;Salmo 144,Horário 18h20 ás 18h40,Dia da semana quinta-feira e vela na cor rosa



*Categoria dos Arcanjos - Príncipe: Mikael
57*Nemamiah-data de nascimento,3/3-15/5-27/7-8/10-20/12;Salmo 113,Horário 18h40 ás 19h,Dia da semana terça-feira e vela na cor vermelha
58*Lieiatel-data de nascimento,4/3-16/5-28/7-9/10-21/12;Salmo6,Horário 19h ás 19h20,Dia da semana terça-feira e vela na cor vermelha
59*Harahel-data de nascimento,5/3-17/5-29/7-11/10/10-22/12;Salmo112,Horário 19h20 ás 19h40,Dia da semana domingo e vela na cor amarela
60*Mitsrael-data de nascimento,6/3-18/5-30/7-11/10-23/12;Salmo 144,Horário 19h40 ás 20h ,Dia da semana domingo e vela na cor amarela
61*Umabel-data de nascimento,7/3-19/5-31/7-12/10-24/12;Salmo 112,Horário 20h ás 20h20,Dia da semana sexta-feira e vela na cor verde
62*Lah-Hel-data de nascimento,8/3-20/5-1/8-13/10-25/12;Salmo 118,Horário 20h20 ás 20h40,Dia da semana sexta-feira e vela na cor verde
63*Anauel-,data de nascimento,9/3-21/5-2/8-14/10-26/12;Salmo 2,Horário 20h40 ás 21h,Dia da semana quarta-feira e vela colorida
64*Mehiel-data de nascimento,10/3-22/5-3/8-15/10-27/12;Salmo 32,Horário 21h ás 21h20,Dia da semana quarta-feira e vela na cor colorida



*Categoria dos Anjos - Príncipe: Gabriel
65*Damabiah-data de nascimento,11/3-23/5-4/8-16/10-28/12;Salmo 89,Horário 21h20 ás 21h40,Dia da semana segunda -feira e vela na cor branca
66*Manaquel-data de nascimento,12/3-24/5-5/8-17/10-29/12;Salmo 37,Horário 21h40 ás 22 h,Dia da semana segunda feira e vela na cor branca
67*Eiael-data de nascimento,13/3-25/5-6/8-18/10-30/12;Salmo 36,Horário 22h ás 22h20,Dia da semana s´pabado e vela na cor preta
68*Habuhiah-data de nascimento,14/3-26/5-7/8-19/10-31/12;Salmo 105,Horário 22h20 ás 22h40,Dia da semana sábado e vela na cor preta
69*Rochel-data de nascimento,15/3-27/5-8/8-20/10-1/1;Salmo 15,Horário 22h40 ás 23h, Dia da semana quinta-feira e vela na cor azul
70*Jabamiah-data de nascimento,16/3-28/5-9/8-21/10-2/1;Salmo91*,Horário 23h ás 23h20, Dia da semana quinta-feira e vela na cor verde71
71*Haiaiel-data de nascimento,17/3-29/5-10/8-22/10-3/1;Salmo 108,Horário 23h20 ás 23h40,Dia da semana terça-feira e vela na cor vermelha
72*Mumiah-data de nascimento,18/3-30/5--11/8-23/10-4/1;Salmo 114,Horário 23h40 ás 24h,Dia da semana terça-feira e vela na cor vermelha


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