domingo, 21 de junho de 2009

Ama teu ego como a ti mesmo


Recebi por email essa mensagem da minha Querida "Gemula" e compartilho com todos, desejando que aproveitem mais essa oprtunidade de saber um pouco mais sobre o ego, afinal ele é o nosso companheiro nessa jornada terrena onde somos constantemente testados a superação e elevação de nossa consciência, e nisso o ego é um aliado pois ele nos mostar claramente onde devemos mudar, mas para isso é preciso estar alerta e disposto... vamos matéria e boa reflexão!





Realmente o ego é a maior e mais sutil armadilha espiritual que existe, e dela/dele ninguém escapa... Aliás, isto é algo que sempre tentei mostrar, ironicamente, através da minha ciber-personalidade, sempre que me enalteço de forma cômica e evidentemente exagerada, como se fosse um xamã eletrônico que precisasse fazer marketing pessoal pra vender seus patuás (Na verdade as pessoas que me conhecem sabem que eu não sou realmente assim, sabem que sou uma pessoa maravilhosamente simples, divinamente comedida...)

Mas o fato é que todos sucumbem ao ego, pos é vital que sucumbamos a ele. O ego precisa ser masturbado, para que possamos ir em frente. É exatamente esse auto estímulo que nos mantém na luta, que nos impele contra nossos moínhos de vento, mesmo quando sabemos que nossas chances serão diminutas, contra nossos gigantes.

Não existe isso de matar o ego. Freud criou esta divisão (Ego, Id, Superego) para ajudar-nos a entender a própria alma, mas todas estas 3 partes pertencem ao próprio self, ao si mesmo, ao próprio ser. O self precisa de todas elas. Matar o ego (ou qualquer uma das outras partes da alma) seria como cortar os órgãos sexuais para tentar não cair em tentação ou lobotomizarmos parte do cérebro para pararmos de ter maus pensamentos, por exemplo. O ego tem que existir, cacete!

Contudo, Freud comparava o ego a um espelho, e esta sim, é uma comparação danada de boa. Se temos um espelho bem polido, ele nos reflete de acordo, e nos dá uma boa idéia de nós mesmos. Mas se o espelho está rachado, ovalado, ou coisa do tipo, a imagem que teremos de nós mesmos será igualmente fragmentada ou distorcidamente côncava, convexa, etc.

Repito que ninguém mata o ego. Nosso todo pode até ser morto, mas não pode ser parcialmente morto. O ego é como a pulsão sexual: vc no máximo a anestesia, amansa, sublima, transfere... mas ela sempre vai estar lá.

As pessoas vulgarmente tidas como pessoas que mataram o ego apenas têm uma forma diferente da nossa, para lidar com seu ego. Madre Teresa tinha ego. Chico Xavier tinha ego. Qualquer um que se ache o filho predileto de Deus vai ter... E quem não se ache também...

E tem mais: o ego se forma a partir de nossas primeiras percepções do mundo (e posteriormente poderemos até mudar a forma de perceber o mundo, caso queiramos) Só que para que possamos ter estas primeiras impressões, precisamos de uma base inicial sobre a qual repousar estas primeiras impressões, certo? E esta base, meninos, é inata, é hereditária, é atávica. Ou seja, é coisa nossa que vem assim de fábrica e não dá pra mudar. Vai ficar buzinando pra sempre, dentro de nós, gostemos ou não.

Não convenceu? Então vem cá... será que vc sabe responder que parte sua está se orgulhando, dentro de vc, quando vc se orgulha de não ter ego?


Benedicto Cohen (Bene)



"LUZ" e Bjks!!!

ALMA MENTE CORPO AO SABOR DOS TEMPOS‏


As palavras gregas soma e psique, ou seja, corpo e mente, dão origem ao termo psicossomática.

Este termo muito em voga hoje, é da ordem de uma questão humana que vem de longe na História.

Na Bíblia, o livro sagrado mais difundido no Ocidente,temos que o homem foi construído do barro, barro este que em hebraico se fala adamá, daí o nome do primeiro homem ser Adão.

Eva por sua vez nasceu de uma costela e aqui não entraremos no questionamento da Bíblia ter já desde então, colocado a mulher nesta posição inferior, visto que costela nada mais é do que apenas um osso e mesmo assim, são várias costelas no corpo.

O fato é que a vida foi dada pelo sopro divino, animando estes corpos e deixando prontos para funcionar, ter sentimentos e emoções, inclusive, pecar, como aconteceu na história do casal que todos conhecem.

Ou seja, desde a Bíblia podemos verificar que o corpo seria apenas um depositário de um algo maior, oriundo do Divino, que a partir do seu sopro o animou. Anima, palavra latina de onde derivou alma.

O corpo seria então apenas uma casca que conteria a alma, esta sim, associada às emoções, sentimentos, desejos...

E com base na concepção religiosa do Cristianismo, este corpo nada seria, tanto que perece, ao contrário da alma, esta eterna, e passível inclusive, de sofrer castigos ou receber recompensas após a morte do corpo.

Na religiosamente radical medieval ocidental, a questão do castigo e recompensa para a alma se ampliou, sendo utilizada para acorrentar este corpo que a carregava, controlá-lo, enfim, domesticá-lo a serviço da boa ordem e manutenção do status quo vigente, o poder nas mãos dos reis e da igreja. Isto de certo proporcionou uma vida bastante limitada a todos aqueles que não faziam parte da elite. Como dizia Hobbes no seu livro Leviatã, de meados dos anos de 1600: a vida era solitária, pobre, desagradável, brutal e curta.

Ou seja, a idéia de que todos os sacrifícios do corpo encontrariam uma recompensa, na vida eterna da alma que descansaria no paraíso, era no mínimo consoladora.

Só que os tempos foram seguindo e a modernidade valorizou mais o corpo, embora tenha passado a controla-lo de outra forma, a partir das concepções liberais que deram impulso ao crescimento capitalista a partir da Revolução Industrial. O corpo passou a ser visto como uma máquina, assim como tudo no mundo, com seu funcionamento mecânico, bem a gosto das idéias vigentes da época. A Era do Mecanicismo, do Racionalismo, do Cartesianismo.

O corpo funcionava assim como os relógios, como as alavancas, enfim... Harvey, médico inglês, que inspirado em Descartes, chegou a descrever as funções e orgãos do corpo humano como o coração que era uma bomba bombeando sangue, os pulmões eram foles, etc etc

Enfim... o corpo passou a ser uma máquina mas no entanto, Descartes dizia e isto ficou registrado em seu texto Lês passions, que dentro desta máquina, encontrava-se a alma, localizada precisamente na glândula pineal (a hipófise), que para ele era um órgão só existente no ser humano.

Nascia daí um novo olhar para a antiga questão do corpo e alma, a relação entre corpo e mente.

"Res cogitans e res extensa, como dizia Descartes"

Para Spinoza, filósofo panteísta, ou seja, dizia estar Deus em tudo, alma e corpo eram apenas aspectos de um só algo divino, uma substancia divina diferenciadas. Esta
substancia estaria presente em todo o Universo.

Daí inclusive a idéia de imanência na concepção wiccan,onde o Divino não está em algum lugar específico mas sim, em tudo, em torno, e também dentro.

Mas a Ciência continuou sua jornada na busca de coisas mais palpáveis, longe das coisas filosóficas e religiosas.

Após a descoberta da eletricidade, Mary Shelley, escritora inglesa, escreveu no início dos anos de 1800, o romance Frankenstein, onde a idéia do sopro divino dando a vida era desconstruida e no lugar deste sopro, a energia elétrica entrava em cena.

Quem não conhece o romance, onde um médico dá vida a um cadáver construído por partes de diversos corpos a partir de uma descarga elétrica?

Estas descargas elétricas ocorrem no nosso cérebro através da comunicação das células cerebrais, ou seja, este corpo não mais depende de um sopro divino para funcionar, sentir, desejar mas sim, de conexões do sistema nervoso central, das elaborações cerebrais, etc...

Hoje a alma é um conceito da ordem meramente religiosa e como tudo que é da ordem religiosa, depende da crença... mas mesmo desaparecendo para a Ciência, a alma, surgiu a mente, e esta ainda é um grande mistério.

Daí as pesquisas cada vez mais profundas tentando descobrir locais no cérebro e conexões neuronais que possam explicar nossos sentimentos, emoções, desejos.... mas o mistério continua e talvez continuará durante muito tempo... pois não pode ser a toa que tenha nascido com o ser humano a idéia da alma... nada é por acaso.

A psicossomática segue nesta direção, estudando estas relações entre corpo e mente, utilizando-se de uma visão holística.

Holismo que atualmente é palavra também muito em voga por conta do crescimento e aceitação das Terapias Holísticas como formas de tratamento terapêutico que busca o bem estar do ser humano independente de se utilizar formas cientificamente comprovadas ou não..

E assim segue o ser humano sempre na dualidade... corpo e alma, corpo e mente, assim como entre o bem e o mal, amor e ódio, tristeza e alegria ... sempre dois lados de uma mesma moeda chamada Vida.



"LUZ" sempre e Bjks!!!

As 9 experiências psicológicas mais relevadoras da ciência‏


Psicologia é o estudo da mente humana e do processo mental em relação ao comportamento humano. Sutil como é raramente a psicologia é encarada como uma ciência estritamente falando, sendo inclusive tratada com certo desprezo pelos especialistas das ciências exatas. No entanto no meio de tantas teorias e hipóteses não refutáveis existiram alguns experimentos replicáveis e reveladores que mostraram aspectos interessantes e concretos da mente humana.

Alguns desses experimentos abriram caminhos para novas explorações da mente humana, outros por si só fornecem um conhecimento valiosíssimo. Nas chamadas ciências humanas experimentos são um artigo raro que merecem ser valorizados. Vejamos alguns dos mais importantes:




1. Cachorros de Pavlov: Reflexos condicionados

Descrito em 1903 por um médico russo, Ivan Petrovich Pavlov, o reflexo condicionado resulta de um condicionamento comportamental influenciado por acontencimento externos e que portanto podem ser manipulados. O experimento original foi feito com cachorros. Ele tocava uma sineta e, em seguida, oferecia comida ao cachorro. No início, apenas depois que a comida era oferecida ocorria produção de saliva pelo cachorro; depois de algum tempo, ao som da sineta já ocorria a salivação mesmo sem a comida ser oferecida. Reações deste tipo recebem o nome de reflexo condicionado e estudos posteriores provaram que funcionam igualmente bem com seres humanos.

Lição: Respostas comportamentais podem ser induzidas por meio de reflexos incondicionados.




2. O Senhor das Moscas: Teoria da Identidade Social

O experimento proposto por Robbers Cave é um clássico da psicologia social e foi conduzido inicialmente com dois grupos compostos por meninos de 11 anos no parque estadual de Oklahoma para quem eram dadas tarefas a cumprir. Ele demonstrou quão facilmente se forma a identidade de um grupo fechado e quão rapidamente este grupo desenvolve preconceitos e antagonismos com quem é de fora.

O pesquisador Muzafer Sherif conduziu uma série de 3 experimentos. No primeiro os grupos se reúnem para combater um inimigo em comum. No segundo os grupos se uniram contra os pesquisadores! No terceiro foi fácil para os pesquisadores fazer os grupos se voltarem uns contra os outros.

Lição: Grupos fechados tendem ao antagonismo




3. Experimento da prisão de Stanford: O Poder Corrompe

Este infame experimento para explorar as raízes da maldade na mente humana acabou afetando tanto seus pesquisadores como seus pesquisados. O Psiscólogo Philip Zimbardo dividio os participantes em dois grupos rotulados 'prisioneiros' e 'guardas'. Eles foram conduzidos a uma réplica de prisão na universidade de Stanford. Os prisioneiros foram sujeitos a prisão, revista de pertences, desapropriação de bens, raspagem de cabelo e outros abusos. Os guardas foram levados a algo próximo a um clube de campo.

Os prisioneiros se rebelaram no segundo dia e a reação dos guardas foi brusca e brutal. Em pouco tempos os prisioneiros estavam submissos em obediência cega, enquanto os guardas abraçaram seus papéis se impondo e abusando da autoridade. Este experimento é a comprovação científica de que a autoridade tende a perversão. O experimento planejado para 14 dias foi encerrado em 6 dias devido ao crescente nível de abusos

Lição: O poder corrompe.




4. Sindrome de Nuremberg: A capacidade humana para a crueldade

Em 1963 o psicólogo Stanley Milgram desenvolveu um teste para medir a propensão das pessoas a obedecer uma autoridade quando ordenados a ferir outra pessoa. O mundo ainda tentava entender o horror que havia acontecido na Alemanha durante a segunda guerra.

As cobaias foram separadas em 'Professores' e 'Alunos'. Os professores fora instruídos a dar um pequeno choque elétrico nos alunos a cada resposta errada. E a cada resposta errada o choque deveria ter a intensidade aumentada. Independente dos gritos e contorções doa alunos (que eram na verdade atores contratados), os professores continuavam a aplicar choques cada vez mais severos, enquanto o instrutor do experimento continuasse ordenando. Os 'professores' continuavam a tortura mesmo após os alunos simularem a inconsciência!

Lição: A moral é posta de lado frente a uma autoridade.




5. Efeito Manada. A lei da conformidade

Da teoria da identidade social psicólogos quiseram descobrir por meio de dinâmicas quão natural é para um grupo estabelecer conformidade entre seus integrantes. em 1951 Solomon Asch conseguiu determinar como o julgamento individual é influenciado pelo grupo.

Em um ambiente controlado cobaias eram colocadas em uma roda em meio a uma maioria de atores contratados. As pessoas eram então inquiridos para responderem perguntas simples como 'Qual é a cor do Mar?" "Quem é o atual presidente?" Os atores eram instruídos a dar respostas deliberadamente erradas. 50% das pessoas deram a mesma resposta quando chegou a sua vez. Apenas 25% do teste se recusaram a ser guiados pelo falso julgamento dos outros enquanto 5% sempre seguia a maioria. A maior descoberta contudo foi que um terço das pessoas vai ignorar o que sabe ser verdadeiro e dar uma resposta errada em um grupo que insiste que a resposta errada é a verdadeira.

Lição: Estar junto é mais importante do que estar certo.




6. Memória Seletiva: Você realmente sabe o que viu?

Em 1974 pesquisadores criaram um experimento capaz de testar a facticidade da memória, e se ela pode ou não se manipulada. 45 pessoas assistiram um filme de um acidente de trânsito. Nove destas pessoas foram questionadas s quão rápido o carro corria ao bater. Quatro outras pessoas receberam a mesma pergunta só que em vez da palavra 'bater' os termos, 'esmagou', 'colidiu', 'tocou'

Aqueles que foram perguntados com a palavra esmagou estimaram que o carro ia a 10mph mais rápido do que os que ouviram a palavra 'tocou'. Uma semana depois os participantes foram questionados sobre os vidros quebrados (indicativo de acidente sério), e aqueles a quem palavras fortes firam usadas relataram janelas estourando, embora não houvesse vidros no filme. Uma simples escolha de palavras pode manipular a memória de longo prazo.

Lição: A Memória pode ser mudada.




7. Cultura do Pânico: Guerra dos Mundos

Calcula-se que a adaptação de Orson Wells do livro "Guerra dos Mundos" de H.G. Wells feita via rádio em 1938, causou pânico em aproximadamente 3 milhões dos 6 milhões de ouvintes. Psicólogos de Princeton posteriormente entrevistaram 135 residentes de New Jersey sobre suas reações.

Um número surpreendente de pessoas não se preocupou nem por um instante em checar a validade das informações e mutos dos indivíduos de educação superior acreditaram que tratava-se de fatos simplesmente porque a rádio era uma "autoridade". É confortável pensar que hoje em dia somos menos ingênuos, mas isso não é verdade, a manipulação midiática de nossas emoções e desejos é uma forma de arte atualmente.

Lição: Autoridades nunca estão erradas




8. A Mesa de Negociação: Ameaças não funcionam

Felizmente, o comportamento individual é menos irresponsável e violento do que as 'normas' do grupo. Na área de diplomacia entre indivíduos ou grupos, tendem a querer concessões dos outros. Usualmente sem a necessidade de desistir de muitas coisa em troca. Em 1962, os pesquisadores Morgan Deutsch e Robert Krauss testaram dois fatores importantes da negociação entre humanos: comunicação e ameaças.

Esse complexo experimento econômico, mostrou que relações cooperativas entre negociadores é mais benéfica para ambos do que a baseada em ameaças, sejam elas unilaterais ou bilaterais. Reagindo emocionalmente as pessoas tendem a sacrificar seus próprios ganhos para prejudicar o ameaçador.

Lição: Ameaças são punidas com má vontade.



9. Comportamento de Risco: Perder ou não ganhar?

Falando em economia, o pesquisadores Daniel Kahneman e Amos Tversky estudaram o processo de tomada de decisões em situações de risco e desenvolveram uma teoria sobre isso que lhes valeu o prêmio Nobel pois desde então tem sido usada para planejamentos econômicos governamentais e influenciado campanhas de marketing ao redor do mundo.

Basicamente trata-se de como problema é apresentado. Pessoas se comportarão diferentemente dependendo de como a situação de risco é apresentada. Se considerados em termos de perdas, as pessoas aceitarão correr mais riscos. Elas no entanto evitarão correr correr riscos em situações que forem apresentadas em termos do que elas deixarão de ganhar. Parece uma afirmação que vai contra o senso comum, mas tenha em mente isso da próxima vez que estiver em uma mesa de poker.

Lição: Não ganhar é pior do que perder


***Extraido do Morte Súbita Nig




Muita "LUZ" sempre e Bjks!!!

Inteligência e instinto


A Inteligência é o traço de união entre o Espírito e a Matéria.

Não é o Espírito; mas é o seu representante, a sua actividade criadora e compreensiva na matéria, aquilo que permite lidar na e com a diversidade (visto que o Espírito é pura Unidade).

E também não é a Matéria; mas é o númeno e a soma de todas as suas propriedades operativas, a Lei que lhe é inerente, a ordem que enlaça causas e feitos, a potência propulsora da evolução.

No ser humano, a Inteligência é o carácter distintivo e o grande campo de trabalho.

Diz um vetusto axioma oculto que o homem é o ser no qual “o mais elevado Espírito e a mais densa Matéria estão unidos pelo fogo da Mente” ou da Inteligência.

De resto, o Homem é o Filho da Inteligência.

É a partir do Plano Mental Superior, ou do nível de Buddhi-Manas, que ele encarna nos Planos e níveis mais materiais; e o Ego encarnante, o Filho do Homem ou Manas, é um raio da Mente Cósmica ou Inteligência Cósmica, Mahat ou Maha-Buddhi.

Por outro lado, esse raio foi nele despertado (a meio da 3ª Raça-Raiz, no época da Lemúria) por essas gloriosas Inteligências Divinas a que chamamos os Senhores da Mente, a Hierarquia dos Agnishvattas (mais propriamente por uma ordem dessa Hierarquia: os Kumaras)

Tipos e Níveis de Inteligência

Podemos, entretanto, distinguir vários tipos ou formas de actuação da Inteligência, em especial no ser humano.

Existe a inteligência mental ou racional.

É a mente concreta e externa no ser humano, estreitamente dependente do cérebro e, por isso mesmo, frequentemente chamada, em Ocultismo, mente cerebral.

Regista e trabalha as impressões dos sentidos; deles, basicamente, é dependente; a eles, basicamente é reactiva.

Sendo reactiva, sendo condicionada e moldada por este ou aquele particular jogo de circunstâncias, não é um espaço de liberdade.

Não é por causa desse nível, na hierarquia dos princípios humanos de consciência, que somos livres.

Há um nível acima desta Inteligência média que acabámos de referir: é a inteligência espiritual, intuitiva, que actua do interior para o exterior, sobrepondo-se à fugidia aparência fenomenal.

Corresponde ao Noús dos antigos filósofos gregos (de Anaxágoras a Proclo), à consciência supramundana auto-induzida (Lokuttura) dos Budistas 1, ao Anandamayakosha da Vedanta, ou ao Buddhi da Filosofia Samkhya e da classificação septenária da Teosofia apresentada no século XIX.

Actua no nível das causas, compreende o âmago das coisas, contempla os universais, dirige-se à realidade interna e não à superfície dos seres e das coisas.

Permite a Sabedoria Amorosa (ou o Amor Sábio). É o nível de inteligibilidade do Bom, do Belo e do Verdadeiro.

É o supraconsciente da quase totalidade dos seres humanos, isto é, aquilo que está acima da sua consciência normal.

Formulações recentes, ainda confusas e por joeirar, sobre a inteligência criativa, a inteligência espiritual e a inteligência intuitiva, tacteiam este tipo de vivência.

Nela, entretanto, não cabem – como já por várias vezes escrevemos anteriormente 2 – pressentimentos vagos ou inclinações súbitas.

Subscrevemos plenamente as observações de Arthur Robson:

“Buddhi é comummente descrito como intuição. Isto, porém, pode induzir em erro, porque as pessoas frequentemente consideram erradamente um “’palpite’ como intuição. Entre este tipo de intuição e a intuição búddhica há uma diferença vital” 3.

Pelo contrário, abaixo da inteligência discursiva e racional, temos o que poderíamos chamar a inteligência passional, egoísta ou animal.

Corresponde ao Kama-Manas e à Alma Temporal, a que já nos referimos em vários artigos, em números anteriores da “Biosofia” 4.

É um tipo de inteligência toldada pelos desejos pessoais, sensorial nos seus móbeis e na sua actuação, superficial, instável, caprichosa, incoerente. No entanto, é ainda o registo em que vibra a maior parte da Humanidade.

Filósofos gregos antigos, nomeadamente Plotino, distinguiam três modos de percepção: opinião, ciência e contemplação.

A opinião é própria da inteligência passional; a ciência, da inteligência discursiva; a contemplação, da inteligência espiritual.
O Instinto

Poderíamos ainda falar no instinto.

É, em nós e nos animais, o nível dos automatismos adquiridos por longa repetição no passado – inclusive, em muitas vidas precedentes –, e que agora preenchem a nossa zona do subconsciente, isto é, do que está abaixo da nossa consciência comum.

Mais alargadamente, porém, o instinto, sobremaneira nos Reinos inferiores ao Humano, corresponde à expressão de uma Inteligência inerente em toda a substância.

No ser humano que, ao despertar a Inteligência Racional, chega a conquistar um agudo sentido de autoconsciência individual, a direcção certeira desse tipo de instinto perde-se em grande medida, para ressurgir mais tarde, num nível superior da espiral, num correspondente (mas de ordem muito superior, porque espiritualizado), que é Buddhi, a intuição espiritual.

É o que expressa Helena Blavatsky no seu primeiro livro, “Ísis Sem Véu” 5:

“O Instinto é o dote universal da Natureza conferido pelo Espírito da própria Divindade; a razão, o lento desenvolvimento da nossa constituição física, é uma evolução do nosso cérebro material adulto.

O instinto, tal uma centelha divina, esconde-se no centro nervoso inconsciente dos moluscos ascidiáceos e manifesta-se no primeiro estágio de acção do seu sistema nervoso numa forma que o fisiólogo denomina acção reflexa.

Ele existe nas classes mais inferiores dos animais acéfalos, bem como naqueles que têm cabeças distintas; cresce e desenvolve-se de acordo com a lei da evolução dupla, física e espiritualmente; e, entrando no seu estágio consciente de desenvolvimento e de progresso nas espécies cefálicas já dotadas de sensório e de gânglios simetricamente distribuídos, esta acção reflexa – que os homens de ciência denominam automática, como nas espécies inferiores, ou de instintiva, como nos organismos mais complexos que agem sob a influência do sensório e do estímulo que se origina de sensação distinta – é sempre uma e a mesma coisa.

É o instinto divino no seu progresso incessante de desenvolvimento.

Esse instinto dos animais, que agem a partir do momento do seu nascimento nos limites prescritos para cada um pela Natureza e que sabem como, excepto em caso de acidente que procede de um instinto superior ao seu, preservá-los infalivelmente – esse instinto pode, se se quiser uma definição exacta, ser chamado de automático; mas ele deve ter, no interior do animal que o possui, ou fora dele, a inteligência de qualquer coisa ou de alguém para o guiar. (…) a questão do instinto e da razão.

Esta última, de acordo com os antigos, procede do divino; o primeiro, do puramente humano.

Um (o instinto) é um produto dos sentidos, uma sagacidade compartilhada com os animais mais inferiores, mesmo aqueles que não têm [não são detentores de] razão; o outro é o produto das faculdades reflexivas, que denota a judiciosidade e a intelectualidade humanas.

Em consequência, um animal desprovido de poderes de raciocínio tem, no instinto inerente ao seu ser, uma faculdade infalível que é apenas uma centelha do divino que reside em cada partícula de matéria inorgânica – o próprio espírito materializado. Na Cabala judaica, o segundo e o terceiro capítulos do Génese são explicados as seguinte maneira:

Quando o segundo Adão foi criado do pó”’, a matéria tornou-se tão grosseira, que ela reina como soberana. Dos seus desejos emanou a mulher, e Lilith possuía a melhor parte do espírito.

O Senhor Deus, ‘passeando no Éden no frescor do dia’ (o crepúsculo do espírito, ou a luz divina obscurecida pela sombra da matéria), amaldiçoou não só aqueles que cometeram o pecado, mas também o próprio solo e todas as coisas vivas – a tentadora serpente-matéria acima de tudo.

Quem, a não ser os cabalistas, é capaz de explicar este aparente acto de injustiça?

Como devemos compreender esta maldição de todas as coisas criadas, inocentes de todo o crime? A alegoria é evidente.

A maldição é inerente à própria matéria.

Segue-se que ela está condenada a lutar contra a sua própria grosseria para conseguir a purificação; a centelha latente do espírito divino, embora asfixiada, ainda permanece; e a sua invencível atracção ascensional obriga-a a lutar com dor e com suor a fim de se libertar.

A lógica mostra-nos que, assim como toda a matéria teve uma origem comum, ela deve ter atributos comuns, e que, assim como a centelha vital e divina se encontra no corpo material do homem, também deve estar em cada espécie subordinada.

A inteligência latente que, nos reinos inferiores, é considerada semiconsciência, consciência e instinto, é enormemente moderada no homem.

A razão, produto do cérebro físico, desenvolve às expensas do instinto a vaga reminiscência de uma omnisciência outrora divina – o espírito.

A razão, símbolo da soberania do homem físico sobre todos os outros organismos físicos, é frequentemente rebaixada pelo instinto animal.

Como o seu cérebro é mais perfeito do que o de qualquer outra criatura, as suas emanações devem naturalmente produzir os resultados superiores da acção mental; mas a razão serve apenas para a consideração das coisas materiais; ela é incapaz de auxiliar o seu possuidor no conhecimento do espírito.

Perdendo o instinto, o homem perde os seus poderes intuitivos, que são o coroamento e o ponto culminante do instinto.

A razão é a arma grosseira dos cientistas – a intuição, o guia infalível do vidente.

O instinto ensina à planta e ao animal o tempo propício para a procriação das suas espécies e guia a fera na procura do remédio apropriado na hora da doença.

A razão – orgulho do homem – fracassa no refrear as propensões da sua matéria e não tolera nenhum obstáculo à satisfação ilimitada dos seus sentidos.

Longe de levá-lo a ser o seu próprio médico, a sua sofisticaria subtil leva-o muito frequentemente à sua própria destruição”.

Em resumo, o homem racional, embora temporariamente, perdeu para sempre os poderes do instinto e perdeu provisoriamente (até os readquirir com plena consciência búddhica, depois de desenvolver o mental e elevar-se mais acima) os poderes da intuição superior.

Despertar a inteligência espiritual ou intuição, é o resultado de um longo e persistente esforço de purificação, de sublimação ética, de subtilização da substância que atraímos e com que lidamos.

Implica uma educação, uma disciplina, um treino para libertar a mente do fascínio dos sentidos, das coisas superficiais, dos fenómenos concretos e particulares, dos estímulos externos e para a habituar a pensar em termos amplos, dirigindo-se para o que é universal e perene.

Inteligência Subjectiva e Inteligência Objectiva

Na Árvore da Vida cabalística, encontramos uma inteligência subjectiva, interior ou (segundo o texto do Sepher Yetzirah) inteligência iluminadora, representativa da qualidade vivencial do ser e correspondente a Chokmah e ao pilar de que esta sephirah é o topo (e que desce por Chesed e Netzach); uma inteligência objectiva ou ordenadora, representativa das Leis que regem a substância e os seus veículos, e correspondente a Binah e ao pilar por ela encimado (e que continua por Geburah e Hod) 6.

Equilibrando as duas, respectivamente Sabedoria e Conhecimento, temos no meio a coluna do Ser ou do Equilíbrio, no alto da qual está Kether, que o texto do Sepher Yetzirah denomina “inteligência oculta”.

O homem completo, equilibrado e aperfeiçoado conjuga as duas.

Ciência-Conhecimento sem qualidade interior ou boa vontade sem Entendimento, ambas são opções coxas, porque amputadas da contraparte equilibradora.

A Inteligência da Natureza

Até agora, temos falado, basicamente, da Inteligência no Ser Humano.

No entanto, tudo no Universo, na Natureza, desde um simples átomo até à mais gloriosa divindade, é inteligente, vive no seio da Inteligência Cósmica e dela participa, em maior ou menor grau.

Toda a Natureza Universal, como Manifestação, no espaço e no tempo, da Vida Una e Eterna, é a expressão do Terceiro Logos. E este é “a Ideação Cósmica, Mahat ou Inteligência, a Alma Universal do Mundo; o Númeno Cósmico da Matéria, a base das Operações inteligentes da Natureza” 7, a Lei e a Ordem Manifestadas 8.

É na Alma Universal, na Anima Mundi, que existem todas as unidades de vida; por isso todas elas estão permeados da Ordem Inteligente, que preside a todo o Cosmos.

O Cosmos Uno é Inteligente, e assim são inerentemente inteligentes todas as partes que o integram. Na sua grande sabedoria, afirmava Plotino, no Séc. III, nas Enéadas:

“A Inteligência não é apenas uma: é uma e muitas. Da mesma forma há simultaneamente Alma e muitas almas. Da Alma Una procede uma multiplicidade de almas (…) algumas das quais são mais racionais e outras (pelo menos na sua actual existência) menos racionais na forma” 9.

A inteligência na Natureza é o potencial de aptidão que cada espécie (e cada ser individual) actualiza em determinado grau. Ela é inata e universalmente disseminada; contudo, os seus actores, que a veiculam, apenas a concretizam no grau que lhes é próprio, em cada momento.

A Vida serve-se da Substância como que de um espelho, e nela se lê a si própria e se descobre. Ao fazê-lo, objectiva-se, ou seja, produz (desvelando, de si) paulatinamente o mundo fenoménico, as cadeias de mundos e os seus inumeráveis actores, de forma hierarquizada.

Em tudo isto, se dá a revelação da inteligência, a objectivação da consciência, potencialmente contida no Absoluto, na Vida Una, no Ser Uno.

A Inteligência exsurge da matéria pré-cósmica – ou antes, da raiz pré-cósmica da Matéria, Mulaprakriti –, quando Daiviprakriti 10, a correspondência, no nível (inicial) de Manifestação Universal, de Parabrahaman (o Absoluto), nela (Mulaprakriti) desperta.

Daiviprakriti, a substância divina, o poder evolutivo original da substância, o dinamismo inteligente que propulsiona a manifestação, contém toda a informação, todo o plano para o Cosmos que vai despontar. Na cabala, Shekinah está para Daiviprakriti, como Ain Soph está para Parabrahman 11.

Em cada nível da Hierarquia do Ser, um tipo de inteligência se desdobra e manifesta, sendo cada um desses tipos correspondente à diferenciação septenária de Prajna, a percepção inteligente.

Acima do Reino Humano, brilham, gloriosamente, aquelas grandes ordens de Inteligências Espirituais, os Dhyan-Chohans da espiritualidade oriental ou os Querubins, Serafins, Tronos, Arcanjos, etc., da tradição ocidental, que são, de forma consciente, criadores de mundos e formas, directores da manifestação e expressões da Lei, de Acordo com os Arquétipos contidos na Mente Cósmica


***José Manuel Anacleto - Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural



"LUZ" sempre e Bjks!!!

O Fio de Prata: Amor é Ódio‏


Tudo o que é distribuído sem critério, perde o valor e a essência...

A importância de se aceitar e de valorizar ambos os sentimentos e a formula mais simples é correta, afinal somos humanos e temos os dois sentimentos gritando constantemente de dentro do nosso interior.

Mas valorizar um mais do que o outro, é também a fórmula da universalidade que vulgariza... perdendo-se o Sagarado!



Amar a todos não é apenas ofender o amor, mas é mentir para si mesmo. Odiar a todos ou indiscriminadamente é da mesma forma, mais do que um ato de estupidez é também um suicídio. Temperar os relacionamentos com esses sentimentos humanos e julgar cada um conforme ele realmente merece é a chave da sabedoria. O Amor busca união, o Ódio separação "Solve et Coagula" Um sem o outro é um caminho sem volta para um extremo sem sentido...

Mas ao falarmos de amor e ódio, esquecemos que as emoções não são tão simples assim. O conjunto de sentimentos humanos está mais próxima de uma escala musical do que de um alfabeto. Muitas são as combinações e enorme é a área cinza que separa o amor e o ódio em seus estados mais puros. Nessa imensidão encontramos sentimentos que fogem a classificação,mas que podemos chamar de amoródio, seguindo a sugestão de Bhagwan Shree Rajneesh.

O imaginário romântico criado por anos de repressão da humanidade criou a idealização do amor platônico como a única saída de expressão da libido e uma persistente dificuldade geral em enxergar o caos e o cosmo como partes de uma mesma e única coisa. O alvo do seu amor pode ser também alvo de ódio. Essa relação é muito bem ilustrada na mitologia católica na relação de amoródio entre Deus e o Diabo, mas acontece em níveis muito mais próximos e humanos também.

Quando amamos algo ou alguém é natural que busquemos nos aproximar. Mas essa aproximação revela aspectos antes desconhecidos, que podem por sua vez gerar sentimentos de ódio e repulsa. Uma visão limitada e maniqueísta não consegue lidar com essas informações. É o caso de alguém por exemplo que ataca pessoas por não concordar com seu modo de vida ou de alguém que abandona totalmente um grupo porque se sentiu ofendido com os atos de algum de seus membros. É o caso ainda de inúmeros relacionamentos amorosos no qual a realidade depois do casamento se revela humana demais para o amor idealizado.

Resta a pergunta: como lidar com o amoródio? Devemos amar o próprio ódio. Isso pode ser conseguido por meio de uma dialética comportamental que enxergue as coisas em grande escala e nunca em uma perspectiva isolada. faça um exerício pessoal e liste cinco coisas que você profundamente odeia naquilo que você mais ama. Depois faça uma lista de dez coisas que você sinceramente ama naquilo que você mais odeia.

Agora, contemple a lista. Não se trata de uma constradição ambulante mas de um retrato realista de como a mente humana funciona. Tudo é odiável, tudo é amável. A partir dai, nunca mais busque uma simples negação e aceitação absoluta de nada. Muito melhor do que isso é se aventurar em uma constante sintonia fina entre aquilo que queremos e aquilo que suportamos. Uma paulatina exploração de nossa própria personalidade em busca do fio de prata entre o ódio e o amor.




Podemos dizer que odiamos aquilo que nos é importante assim, amoródio são sentimentos de forças descomunais que abrem caminhos para que o homem possa desenvolver suas qualidades inatas: amar quem merece

Por outro lado tais sentimentos caminham sobre o fio da navalha, mexem até com o estado físico, podendo criar doenças psicossomáticas uma vez que o sentimento não possui uma válvula de escape.

Criar uma válvula de escape é de suma importância para entender como tais forças agem no interior de nossa mente (Andarilho)




Um tema muito bem focado nas relações humanas, duas polaridades opostas que se contrabalanceiam em sua essência ou mesmo sendo parte da mesma energia.

Conforme Mônica Griesi(terapêuta)podemos descrever o ódio como uma paixão que nos impele a causar ou desejar mal a alguém.

Ora, se ódio é paixão e esta um sentimento intenso que sobrepõe nossa lucidez e razão, o que encontraremos aqui é o apego, ou seja, o lado egoísta da relação.

Neste caso, preocupamo-nos muito mais com a satisfação de nossos desejos pessoais, com nossas carências, com o controle do relacionamento afetivo, do que com a nossa capacidade de expressar o amor de forma incondicional.

Várias pessoas costumam acreditar que amam realmente alguém até surgir um obstáculo na relação. Quando o outro, por ação ou omissão, deixa de satisfazer seus desejos, muda seu padrão de comportamento, faz uma nova escolha, ou seja, começa a se afastar daquele modelo por elas idealizado, o sentimento de intensa frustração instala-se, levando-as a se fixarem no desejo de destruição daquele que julgam ser o grande culpado pela intensa dor emocional que atravessam.

Isto acontece porque costumamos entrar nas relações imaginando que o outro nos completará, satisfazendo nossos desejos e idealizações. Esquecemos, porém, que não podemos completar aquilo que só a nós compete: o preenchimento de nosso vazio interno. Que a relação envolve sentimentos de compreensão, companheirismo, troca, o saber ceder ou esperar.

E, o mais importante, de que as pessoas não são nossos ativos, mas sim nós é que pertencemos ao mundo, tendo liberdade de vivências e escolhas, sejam estas agradáveis ou não para nós ou para o outro.

Relação é conhecimento, é crescimento e que este pode se dar de inúmeras formas. Muitas vezes, quando nos relacionamos com alguém, costumamos ativar dinâmicas psíquicas não bem resolvidas em ambos, as quais resultam numa interação patológica.

Isto pode ser facilmente observado nas situações onde a perfeição do outro se torna condição sinequanon. Nestes casos, quando nossas expectativas não são correspondidas, acabamos por gerar sentimentos de hostilidade que se transformam num jogo de culpas, cobranças e no aniquilamento das pessoas envolvidas.

Esquecemo-nos, porém, que enquanto nos "pré-ocupamos" em nos punir ou levar o outro à tortura, deixamos de viver novas experiências, de fazer novas escolhas, de aprender com o suposto erro, de nos respeitarmos enquanto seres merecedores de amor e compreensão e de encontrar o nosso verdadeiro caminho.

Cumpre-nos lembrar aqui também, que a dinâmica amor e ódio pode ser encontrada naqueles indivíduos que cultivam sentimentos de ciúmes. Isto porque o ciumento não consegue desenvolver o amor autêntico por confundir todas as relações com uma necessidade narcísica.

Em outras palavras, estas pessoas não conseguem amar, mas sim precisam de um sentimento que são amadas, o que justifica que suas perdas sejam revestidas de uma posterior substituição.

É diante da ameaça da perda que elas transformam sua paixão em ódio, sentimento este que reflete a baixa auto-estima e insegurança que as assolam.

Finalizando, lembre-se de que um verdadeiro encontro de almas só ocorre quando existe o real desapego e isto só é possível quando aprendemos primeiramente a nos amar, a nos respeitar e a nos valorizar, através do nosso autoconhecimento, ou seja, do contato com a nossa essência.

Em matéria de amor é importante ressaltar que as pessoas ficam juntas, não por necessitarem umas das outras, mas sim pela satisfação que sentem em compartilhar um mesmo sentimento, um mesmo ideal.

O amor não precisa de condições, ele basta por si só. Sendo assim, se apenas podemos refletir no mundo aquilo que temos dentro de nosso ser.

A força do ódio é muito grande. Grandes grupamentos humanos podem se irmanarem através do ódio (à um inimigo comum) ou se destruírem (numa relação do tipo perseguido-perseguidor).

De qualquer forma, o ódio tem uma predileção especial para se nutrir das diferenças entre o outro e o eu e, de acordo com observações, onde se cruza com o ódio há, um excesso de sofrimento físico e psíquico.

O sofrimento e o ódio são tão próximos e íntimos que cada um acaba se tornando a causa do outro (Haborym)


***Extraído do Morte Súbita



"LUZ" e Bjks!!!!!

A Roda do Ano em nossas vidas Feliz Yule‏


A Roda do Ano em nossas vidas o que é "Yule" escrito por uma amiga 'Bruxa do Bem' que recebi e compartilho com todos, espero q gostem e aproveitem .........



A Roda do Ano é uma sacralização do real, do que realmente acontece na Natureza, mas também é cheia de simbolismo. Esse simbolismo vem da observação daqueles que, durante séculos, escreveram seus textos sagrados e rituais.

Tudo o que é dito no mito da Roda do Ano é um reflexo do que acontece na Natureza, tanto em humanos quanto em animais ou plantas. É a famosa frase: Tanto em cima quanto embaixo. Ou seja: o que acontece no reino dos deuses acontece conosco.


Assim, a Deusa e o Deus se unirem em Beltane significa toda a fertilidade da Terra naquele momento. Não é à toa que o mês de maio é o mês tradicional para casamentos (Beltane é celebrado em maio no hemisfério norte). Algumas tradições pagãs realizam em Beltane o ritual de união de casais (também conhecido como handfasting) , onde o casal faz seus votos por um ano e um dia, e em Beltane próximo decidem se querem renovar esse voto ou se separar. Simples assim. Em Beltane, a Natureza transborda vida.

No solstício de verão, é o auge do Deus Sol. Trata-se do dia mais longo do ano e, a partir dali, bem lentamente, os dias começam a ficar mais curtos. Muitas pessoas não costumam reparar nisso, mas a partir do momento que você passa a observar você vê como isso é visível a todos. Não só o Sol começa a enfraquecer, mas todos nós vamos ficando mais introspectivos à medida que o inverno vai se aproximando.

Na colheita dos grãos de Lammas você começa a ver como a decadência do Sol fica mais evidente. Ele está se despedindo.. Se sacrificando pelos grãos que nasceram. O verão está nitidamente acabando; podemos sentir isso no alaranjado do céu, na sensação de "fim de férias" e a volta aos afazeres tradicionais.

O outono chega e você percebe de vez que o inverno vai chegar. Mais um ano se passou e ficamos com aquela sensação de introspecção; vontade de ficarmos contemplativos e reflexivos. O inverno está vindo e o que fizemos de novo? O que podemos realizar no ano novo que virá?

Os dias estão cada vez mais escuros e a reflexão interior nos faz lembrar do que passou.. Lembramos não só do que fizemos no último ano, mas em toda a nossa vida. Lembramos de quando éramos crianças, de nossos pais, de nossos familiares que já se foram… Samhaim. A escuridão prevalece e o véu entre os mundos está fino, propício para honramos nossos parentes que já se foram. Não é momento de ficar triste, mas de fazer festa para que nossos amigos que já morreram vejam como estamos felizes por eles. Quem disse que a pessoa quando morre fica triste? Triste ela irá ficar se vir você triste aqui, portanto, alegre-se! este é o momento de dizer o quanto a vida é boa, apesar dos problemas comuns, e como sentimos falta de nossos antepassados.

No solstício de inverno, a noite mais longa do ano, percebemos o quão conectados estamos com a Deusa e o seu filho que nasce. A Terra está pura, no início dos tempos novamente. Novas esperanças renascem; projetos emergem das cinzas. A escuridão nos remete ao renascimento de todas as coisas, inclusive de nossas próprias atitudes e sentimentos.

Da mesma forma que a Lua Negra se torna Crescente, a Deusa anciã da escuridão se torna a Deusa jovem em Imbolc; a donzela dos novos ventos e esperanças. Os dias vão ficando mais longos e a primavera está chegando… O inverno já passou.

Cada vez mais o frio vai dizendo adeus e dando lugar ao Sol que volta forte, como no início, crescendo e amadurecendo até chegar novamente em Beltane, onde a Terra será fértil novamente. E assim é a Roda; e assim é a nossa vida.

Sempre que você se deparar com algo na Roda do Ano que não consiga entender a princípio, reflita. Pode ser necessário você ter que esperar passar por aquele momento da Roda para entender realmente o que está sendo dito. talvez você demore anos para entender. Talvez você já tenha entendido. O que importa é que a Roda é um reflexo da nossa vida, em todos os aspectos. Observe a Natureza, observe os animais, observe seus parentes. A roda do Ano está em todo lugar.

Vamos Falar de Yule pois amanha é o dia

O solstício de inverno é a noite mais longa do ano. No entanto, a partir deste dia, o Sol volta cada vez mais forte, para chegar ao seu ápice no solstício de verão.

A palavra Yule (pronuncia-se "iúle") provavelmente vem da palavra escandinava "iul", que significa "roda". Sua data não é fixa, pois depende das correspondências astrológicas e climáticas de cada ano. No hemisfério sul, ocorre sempre por volta de 21 de junho, e no hemisfério norte por volta de 21 de dezembro.


Este dia marca a morte e o renascimento do Deus-Sol; marca também a derrota do Rei Azevinho, Deus do Ano Minguante, pelo Rei Carvalho, Deus do Ano Crescente. A Deusa, que era morte-em-vida no solstício de verão, exibe agora o seu aspecto de vida-em-morte, pois ela é a Rainha da Escuridão neste sabbat, mas também é a mãe que dá à luz a criança da promessa, que irá fertilizá-la mais tarde e trazer de volta luz e calor ao seu reino.

Apesar de no Brasil termos o costume de dizer que trata-se do "primeiro dia de inverno", a data por volta de 21 de junho simboliza o meio do inverno, ou seja, quando o inverno está no ápice. Tanto é que, originalmente, o nome é "middle-winter" (em inglês, meio do inverno)



***Sugestão de ritual para fazer no solstício de inverno
Veja este exemplo de ritual para celebrar o Solstício de Inverno.


Você vai precisar de:
- 1 vela representando a Criança da Promessa (pode ser dourada, amarela ou branca)
- 1 vela verde
- 1 vela vermelha
- taça com vinho
- seu caldeirão
- incenso de pinho

Coloque a vela dourada (ou da cor que você achou melhor dentro do caldeirão. Verifique se ela está bem fixa. Em seguida, coloque a vela vermelha ao lado direito de seu altar e a vela verde do lado esquerdo. Acenda os incensos.

Trace o círculo mágico da maneira como você costuma traçar e diga a seguinte invocação:

Eu hoje celebro o nascimento da Criança da promessa!
A Deusa é Mãe e eu invoco os espíritos da luz!
O Sol renasce!

Acenda a vela vermelha que está ao seu lado direito e diga:

Com esta vela eu honro os espíritos do Fogo!

Acenda a vela verde e diga:

Com esta vela eu honro os espíritos da Natureza!

Acenda a vela que está dentro do caldeirão e diga:

Com esta vela, que está no ventre da Deusa, na escuridão, eu celebro e honro a Criança da Promessa que nasce agora e traz a volta da luz!

Pelo chifre e pela luz,
Eu celebro e dou as boas-vindas ao filho da Deusa, que é o Sol renascido. Seja bem-vinda, criança divina!

Entoe um cântico em homenagem ao Deus renascido ou leia algum texto sagrado em sua homenagem. se quiser, medite sobre as características deste momento na Natureza e em sua vida. Quando achar que está bom, diga:

Abençoados sejam a Deusa e o Deus que giram mais uma vez a Roda da Vida. Dou as boas-vindas ao inverno e celebro o movimento eterno da Natureza.
Que o Sol volte a brilhar cada dia mais, e que todos sejam beneficiados com isso!

Eleve a taça com vinho e diga:

Eu bebo este vinho em homenagem à Deusa e à Criança Que Nasce!

Beba o vinho e faça uma libação aos deuses. Agradeça aos deuses pelo ritual. Finalize da maneira como está acostumado e destrace o círculo.




Árvore de Yule (árvore de Natal)
A árvore de inverno é um costume essencialmente pagão que já dura séculos. Esteve sempre tão impregnado entre os povos antigos que, mesmo após o advento do cristianismo, o costume permaneceu: no hemisfério norte, o Natal é no inverno (dezembro), e a árvore faz parte de todas as tradições natalinas.

Montar e enfeitar uma árvore é uma forma singela de homenagear os elementos e pedir sua proteção. Trata-se de uma representação de todas as árvores sendo honradas por você, portanto capriche.

Materiais necessários para confeccionar a sua árvore:
- um pequeno pinheiro verde
- pequenas bolas coloridas pintadas por você
- símbolos pagãos como sol, lua, estrelas
- pequenas velas

Na noite do solstício de inverno, acenda todas as velas que você colocou na árvore, fazendo um pedido para cada uma acesa.

Cante e dance em volta da árvore, festejando e honrando os espíritos da Natureza e os deuses: a Deusa que é Mãe e o deus que é a Criança da Promessa renascida nesse dia.

DICAS;

Árvore da Lua
Antigo símbolo que simboliza o curso da Lua, suas fases e seu poder sobre a Terra. Variações deste símbolo foram encontradas na arte etrusca, grega, romana e assíria.

A Lua representa o caminho para a iluminação e os frutos brancos da árvore simbolizam as suas sementes. A árvore da Lua normalmente é retratada com treze tochas ou treze flores. Na arte assíria, a árvore aparece muitas vezes ornamentada com fitas, bastante semelhante ao Mastro de Maio.

Acreditava-se que a Oliveira abrigava a Lua sempre que ela não estava visível.

Azeviche (âmbar das bruxas)
Termo oculto para uma pedra preta e sólida chamada azeviche, que na verdade são restos petrificados de florestas antigas.

Suas propriedades mágicas são a atração da harmonia nas emoções e o poder de equilibrar o mecanismo do corpo.

Como o azeviche é de cor negra, ele é associado á noite. Muitas bruxas e bruxos usam azeviches como amuletos durante o sono, para evitar ataques astrais. Combinado com um coral vermelho e uma cornalina, ele se torna um dos mais poderosos amuletos que uma bruxa ou bruxo pode ter.

Mito da Roda do Ano
Em Samhain, o Festival do retorno da Morte, os portões dos mundos se abrem e a Deusa transforma-se na Velha Sábia, a Senhora do Caldeirão, e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de Inverno

Em Yule, a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, o Rei das sombras transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do sol, que deverá nascer para restaurar a Natureza.

Em Imbolc, a luz cresce, o Deus nascido em Yule se manifesta com todo seu vigor, e a Criança da Promessa cresce com a vitalidade e é festejada, pois os dias tornam-se visivelmente mais longos e renova-se a esperança.

Em Ostara, luz e sombras são equilibradas. A luz da vida se eleva e o Deus quebra as correntes do inverno. A Deusa é a Virgem e o Deus renascido é jovem e vigoroso. O amor sagrado da Deusa e do Deus é a promessa do crescimento e da fertilidade.

Em Beltane, a Deusa se transforma em um lindo Cervo Branco e o jovem Deus é o Caçador alado. Ao ser perseguida pela floresta, o Cervo Branco se transforma em uma linda mulher, e assim Eles se unem e a sua paixão sustenta o mundo.

Chega então Litha, A Deusa é a Rainha do Verão e o Deus, um homem de extrema força e virilidade. O Sol começa a minguar e o Deus começa a seguir rumo ao País de Verão. A Deusa é pura satisfação e demonstra isso através das folhas verdes e das lindas flores do verão.

Em Lammas, a Deusa dá a luz e o Deus novamente morre pela Deusa. A Deusa precisa de sua energia de vida para que a vida possa crescer e prosseguir. O Deus se sacrifica para que a humanidade seja nutrida, mas através do grão Ele renasce. No ápice de sua abundância, ele retira através Dela.

Em Mabon, as luzes e as trevas se equilibram novamente; porem o Sol começa a minguar mais rapidamente. O Deus torna-se então o Ancião, o Senhor das Sombras.

Chega novamente Samhain e então o ciclo recomeça, e assim tudo retorna a Deusa.

Assim sempre foi e será!

A Roda do Ano no hemisfério sul
As estações do ano aqui no hemisfério sul são invertidas, com relação ao hemisfério norte. Assim, quando lá é inverno, aqui é verão e vice-versa.

A Roda do Ano, em seu conceito original, foi criada por bruxas e bruxos que viviam no hemisfério norte. Dessa forma, é comum encontrarmos em livros e sites as datas correspondentes a esses países. Existem tradições em torno dessas celebrações.

Muitos pagãos preferem não alterar o sentido original da Roda e celebrá-la de acordo com as estações no hemisfério norte, de acordo com o original. Alguns outros celebram os sabbats menores de acordo com o hemisfério sul e os maiores de acordo com o hemisfério norte. Outros celebram a Roda pelo hemisfério sul mesmo, pois é onde estamos.


Há diversos motivos positivos e negativos para todas essas opções. Não há uma opção "certa". Se você quiser celebrar pelo sul, então você terá a chance de acompanhar na pele o frio do inverno durante a celebração, ou o sol em seu auge no verão, a chegada da primavera, as folhas caindo no outono. No entanto, ao celebrar pelo norte, você aproveitará a época de Halloween no final de outubro mesmo, dará ovos de Páscoa para seus amigos em Ostara e por aí vai. A celebração mista garante ambas as situações e acaba sendo a alternativa mais natural, porém depende muito de cada um. O que vale a pena lembrar é que a Roda do Ano não se restringe somente ao acompanhamento das estações, e a simples inversão de datas não é realista.

Trata-se de uma escolha pessoal, na verdade. A pessoa escolhe a maneira de celebração de acordo com o que pede o seu coração. Não há uma "dica" ou "fórmula" para escolher como celebrar. O mais adequado mesmo seria tentar celebrar de todos os jeitos, para ver como você se sente. De fato você sentirá no primeiro ritual que fizer, se não for a maneira com a qual você se sente melhor.

O que é muito importante é não se esquecer de que há outras pessoas celebrando também. Lembre-se da rede; da grande teia que nos envolve. Por mais que celebremos Beltane em novembro, não podemos nos esquecer que naquela mesma época nossos amigos do hemisfério norte estão celebrando Samhaim. E esse é um dos grandes baratos da Roda: ela não tem começo, nem meio, nem fim. Não há demarcação. Você pode entrar em qualquer ponto e já estará dançando junto com todos. E é importante respeitar também a história da cultura que você "segue". Trazer Samhaim para maio não é a mesma coisa que celebrar este sabá em outubro, pois não estamos na Bretanha! Não é só trocar as datas - há muita coisa diferente.

Em nenhum lugar do planeta a roda é igual. Até no sertão do Nordeste, onde temos aquela ideia constante de seca, há períodos de chuvas e inundações. O ideal é você observar tais mudanças no seu ambiente e adaptá-las para a Roda do Ano. Isso vai dar o seu toque à Bruxaria que você pratica. Isso que vai fazer você ter uma experiência realmente íntima com a sua religiosidade.

Obviamente é interessante você descobrir quais são os alimentos típicos de sua região para poder usá-los nos rituais para honrar a Terra e realizar o banquete. Há muito o que se descobrir! E nós devemos ser criativos!

O sentido de colheita pode nos ser muito mais simbólico que, de fato, real. No equinócio de outono, por exemplo, procure meditar a respeito das sementes que você plantou no outro ano, e o que você está colhendo agora. Foi compensador? O que poderia ter sido diferente? Qual sua relação nisso tudo? Mas não se esqueça de quem celebrou tudo isso com colheitas de verdade. Talvez você tenha suas próprias "colheitas". Observe a Natureza. Preste atenção. Essa é a dica de ouro.

A verdade é que a Roda do Ano é sem dúvida real, mas também é riquíssima em simbolismo. Quanto mais você vai lendo sobre, observa a Natureza em todas as épocas, realiza os rituais, mais você descobre uma coisinha aqui e outra ali. E é muito importante você anotar tudo o que está sendo desenvolvido dentro da sua mente e coração.

Celebrar pelo hemisfério sul pode ser complicado, especialmente para quem ainda é dependente financeiramente. Tem coisas que são assim mesmo: enquanto você não tiver a sua própria casa ou o seu próprio espaço, tudo pode ser bastante difícil.

Imagine celebrar o solstício de inverno em junho. O Natal é celebrado no dia 25 de dezembro, e tem basicamente o mesmo conceito das práticas pagãs sobre o solstício de inverno (mesmo porque o Cristianismo disfarçou muitas práticas pagãs chamando-as de cristãs). A própria árvore de Natal, com uma estrela no topo, é uma imagem clara de como as práticas pagãs sobreviveram há tantos séculos. Enfim, celebrar em junho pode ser bastante decepcionante, se você procura reunir a sua família, porque eles não vão entender muito bem o que está acontecendo (e não são todos aqueles que querem ouvir a sua explicação, infelizmente) . O mesmo ocorre com o equinócio de primavera e a tradição de pintar ovos. Se você decorar ovos em setembro e der para seus amigos, possivelmente vão tentar lhe fazer lembrar que a Páscoa é em abril. Ossos do ofício.

Quem celebra pelo hemisfério sul deve estar preparado para esse tipo de situação. Se você tem certa liberdade em casa, ou mora sozinho(a), pode ter mil ideias para celebrar em casa, chamar os amigos, mesmo a família, e é uma ótima oportunidade de estar junto deles. Lembre-se que a ancestralidade é muito importante na prática da Bruxaria. Provavelmente seus amigos ficarão curiosos e você poderá explicar (sem chatice) porque você está fazendo aquilo. Com toda a certeza eles acharam bacana e aproveitarão a oportunidade de ir em uma festinha, hehe. Não se preocupe. Aproveite a vida e harmonize.

Por mais que existam todos esses "probleminhas" na hora de "escolher" de que modo celebrar, nada disso é maior do que a sensação de acordar cedo no dia de solstício de verão e sentir o calor do sol, honrando a Natureza como um(a) bruxo(a) sabe fazer. Ou ficar em silêncio no fim da madrugada de Yule, esperando a criança da promessa nascer. São sensações indescritíveis e estão ao alcance de todos nós, pois independe de situação financeira, amorosa ou psicológica para sentirmos. A Natureza é o que é, sempre, e está aí para todos. Não pire tentando descobrir "qual a melhor forma de celebrar". Deixe a vivência falar por si própria.

Gambiarras na roda do ano
A gente sempre ouve as mais diversas discussões sobre celebrar a Roda do Ano "pelo Norte" ou "pelo Sul", todas com o mesmo blablabla de um lado e do outro. O fato é que quase ninguém pára para pensar de verdade no assunto.

Vejamos!


Uma celebração verdadeira da Natureza requer rituais a todo momento. Em um dia inteiro, temos "uma roda do ano completa" com o nascer do sol, seu ápice, sua morte etc. Alguém aqui celebra o nascer do sol ou espera apenas para o solstício de inverno? E o pôr-do-sol?

Claro, é compreensível que seja muito difícil hoje em dia poder celebrar um pôr-do-sol no dia-a-dia. Geralmente a esse horário estamos no trânsito da Marginal Tietê ouvindo "A Voz do Brasil" e apenas desejando desesperadamente chegar em casa, na faculdade ou onde quer que seja. Mas sabe, existem janelas mesmo nos carros.

O que mais me chateia nessa história de se dizer pagão ou não é a pessoa não valorizar o paganismo no seu dia-a-dia. Sabe, é muito fácil celebrar um sabá de equinócio de primavera e, no mesmo dia, tomar um banho de uma hora. O que tem a ver? Tem a ver que você não está honrando a água que lava o seu corpo, a água que te purifica, e está desrespeitando o planeta.

Mas tudo bem, não estou aqui pra dar sermão, mesmo porque eu não sou ninguém para fazer isso (e nem faria, caso fosse). É só um simples desabafo.

Aqueles que celebram a roda "pelo hemisfério norte" o dizem que fazem pela conexão com a egrégora gerada em tantas décadas em torno de tais datas, mas aí estamos ignorando o que está acontecendo com a Natureza ao nosso redor.

Você celebra a roda do ano "pelo hemisfério sul"? Puxa, parabéns pra você. Você acha que está adaptando a roda ao seu ambiente, mas não está.

Os celtas não celebravam os solstícios e equinócios. Há rumores de que tais datas sejam observadas, mas não celebradas como os quatro grandes festivais do fogo. E tais festivais são parte da cultura de um povo. Sua celebração não envolve só uma data e descrições superficiais das estações. Não é simplesmente pegar Samhaim e celebrar em maio porque você inverteu os outros quatro sabás. Não faz sentido. Ninguém vai celebrar a Lupercália em outra época que não seja a sua mesmo. E por quê?

Porque quando falamos de egrégoras e ancestralidade, estamos falando de pessoas, povos, culturas. Há alguns anos briguei com uma professora na faculdade porque Baco não é "a mesma coisa" que Dioniso, e ela dizia que era. Sabe, povos diferentes geram cultos diferentes e, consequentemente, divindades diferentes, assim como diferentes formas de cultuá-la.

O que quero dizer é que, da mesma forma como acontece com as divindades, celebrar um sabá simplesmente invertendo a roda do ano não o fará mais próximo da sua realidade do que se você celebrasse "pelo hemisfério norte".

Não estou falando dos solstícios e equinócios. Esses, obviamente, devem ser celebrados em sua época, onde você está. Estou falando dos principais festivais da cultura que você estuda e se dedica. No caso da celta, quantas pessoas sabem as origens do festival de Imbolc? Ou de Samhaim? E qual o sentido de celebrar Beltane em outubro? Sim, existe uma simbologia associada à época, mas o clima europeu é absolutamente diferente do clima brasileiro e existem outras simbologias também. Ignorar isso é fazer tudo nas coxas simplesmente porque é mais fácil. Muito bonitinho só inverter as datas. Mas não tem nada a ver.

Quantas pessoas observam o seu dia-a-dia e as mudanças que ocorrem na Natureza no decorrer do ano? Muito poucas. A maioria simplesmente lê em algum livro que no equinócio de outono o deus morre e é tempo de agradecer. Mas o sol não morre nessa época no Brasil. Nessa época, temos verde em todo lugar, pois muitas plantações são mais sensíveis ao sol e crescem apenas nessa época.

Tudo é diferente! Então fico imaginando um culto à Natureza decente neste país e uma pessoinha nada a ver querendo celebrá-lo "pelo hemisfério norte", estando na Holanda ou sei lá onde, simplesmente invertendo as datas. Isso é celebrar a roda do ano? Só se for a dos outros.

Adaptar a roda do ano não é simplesmente inverter as datas dos festivais. Não estamos falando de datas, mas de mudanças significativas na Natureza. A simbologia aqui é totalmente diferente, tudo é diferente, pois estamos falando de lugares diferentes. E não adianta ficar caçando analogias porque continua não sendo certo.

Tantas pessoas escrevem pra cá perguntando como fazem para celebrar uma colheita se não as têm, e é verdade. Por mais que você associe a uma "colheita de seus atos, psicológica", isso é gambiarra. A celebração das colheitas pelos povos celtas era a celebração das colheitas de verdade, não uma celebração de colheitas simbólicas.

O que celebrar então? Socorro, eu estou perdido(a)!

Pois é, bem-vindo(a) ao mundo. Ser pagão é ver a Natureza como sagrada; ser bruxo a) é usar a magia natural a seu favor e para a geração de resultados. Que tipo de ritual você pode fazer para algo que não existe em sua realidade?

O que está acontecendo á sua volta hoje? Quais as frutas e vegetais da época? Você sabe? Costuma visitar a feira? O que está mais barato é o que está em época, pela abundância.

Tanta gente procurando por mandrágoras para feitiços, ou querendo seus bastões feitos de bétula ou carvalho, mas não estão nem aí para o ipê amarelo. Todo mundo preocupado com rituais para descobrir o seu animal totem, assim como acontece no xamanismo norte-americano, enquanto milhares de índios vão sendo assassinados aqui mesmo, no Brasil. Tem índio pedindo esmola na Av. Paulista e muito pagão ainda ignora! As tradições da Terra vão se perdendo! Que tipo de pagãos somos? Não que devamos abraçar todas as causas, pois é impossível, mas precisamos ao menos ter consciência do que está acontecendo.

Enquanto isso, fica-se discutindo a validade ou não da autoiniciação, ou se é melhor celebrar pelo sul ou pelo norte. Parem! Parem e observem a Natureza, pois é isso que vai fazer você aprender na prática como a magia opera, e o que é ser bruxa ou bruxo.

Ser pagão não é só usar uma fitinha roxa em setembro, ou um pentagrama brilhante o ano todo, ou celebrar oito sabás sem significado algum. Vamos sair da superficialidade; vamos buscar aquilo que somos em nossa real essência.

O que você celebra? Seja qual for norte ou sul ,venha fazer parte junto conosco boas festas a todos

***Bruxa Zaira



Feliz Yule com muita "LUZ DIVINA" sempre e Bjks!!!

Consciência do Sol Interior


Muktananda

Muktananda nos ensina que os Upanishads ensinam que Deus tem a forma de sat e de ananda: de existência, de consciência e de felicidade absolutas. Sat significa Verdade; o que existe em todos os lugares, em todas as coisas e em todos os tempos.

Se isso não fosse onipresente, não seria a verdade, não teria existência absoluta. Por exemplo, se estás em Nova Iorque, és real em Nova Iorque; mas como não estás em Los Angeles, ali não és real. Mas, Deus, sendo sat, não está preso ao espaço, nem ao tempo, nem está restrito a nenhum objeto determinado.


Que objeto existe que não seja Shiva?

neste contexto, Muktananda está se referindo à consciência onipresente, ou Deus, da qual Shiva é um dos nomes. Que país existe onde não esteja Shiva? Assim, essa consciência, esse Deus, existe em Sua plenitude em todas as coisas. Estando presente em tudo, Ele está presente em nossos corações e podemos encontrá-lo ali.

O elemento seguinte é chit. Çhit significa consciência, ou aquilo que ilumina tudo. Chit é a luz do Ser que destrói a ignorância. Chit nos faz conscientes de todos os objetos externos e também nos faz conscientes de que Deus existe em nosso interior.

E mais, se pensamos que Deus não existe porque não o vemos, chit é que ilumina esse entendimento. Chit é o que revela o conhecimento de que algo existe ou não. Chit é aquilo que ilumina todos os lugares todas as coisas em todos os momentos; portanto, ilumina também nosso ser interior.

O elemento final é ãnanda. Ãnanda é felicidade absoluta, a felicidade da consciência. Essa felicidade é muito superior ao prazer que surge quando vemos uma forma bela, ouvimos um som melodioso, provamos uma comida deliciosa ou experimentamos a suavidade do tato.

O prazer nascido da contemplação de uma forma bonita depende dessa forma e, se a forma desaparece, o prazer desaparece. O prazer que vem de escutarmos um som melodioso depende desse som e, se o som desaparece, o prazer também desaparece. De igual modo, o prazer que vem de um toque suave depende desse toque e, quando ele não mais existe, o prazer também morre.

Mas ãnanda não depende de nenhum fator externo. Brota incondicionalmente de dentro. Quando a mente e o intelecto se aproximam do Ser, estão aptos a vivenciar a felicidade.

E para alcançá-la, para nos estabelecermos nessa felicidade, que meditamos, pois quando alcançamos a luz do Ser dentro de nós, essa luz emerge como amor supremo.

Para alcançar o Ser, a compreensão e o conhecimento são mais importantes que as técnicas de meditação.

O Ser é essa pura consciência, e não nossos pensamentos bons ou maus. Dentro e fora, qualquer ação que ocorra, façamos o que façamos, é o Ser que nos torna conscientes do que está acontecendo. Esta consciência está aí, continuamente, dentro de nós. Assim como conhece tudo o que é interior e exterior, ele conhece a si mesmo. Conhecer esse conhecedor é a verdadeira meditação.

A mente que continuamente se refugia no supremo termina por converter-se nEle.

Quando o rio flui para o oceano e se incorpora a ele, já não é mais um rio – é o oceano"

Para compreender o significado e o sentido da palavra consciência pesquisei em vários ensinamentos, este é um caminho que transcende a palavra “consciência” em todos os sentidos.

Alcançar a iluminação é alcançar a união mística - a consciência de Deus (Unidade) dentro do coração.

“Eu e Pai Somos UM”

O Sol é um símbolo de luz, do Divino, do Sagrado, de iluminação. Meditar sobre o Sol, de frente para o Sol, ou imaginar um Sol dentro da cabeça é uma técnica de meditação que mobiliza a consciência da Luz do Sol interior.

“Há um maravilhoso e incompreensível plano por meio do qual o Ser se reúne outra vez , volta a ser Uno, mas sem que as unidades componentes do sistema percam um mínimo de sua individualidade e poder com tais unidades, senão ao contrário, hajam acrescentado mil vezes até formar parte do Senhor, do corpo que ele usa.

Quando a Alma é iniciada passa a fazer parte a fazer parte dos servidores dos Planos de Deus, e a ser uma unidade da vasta área da consciência da Grande Fraternidade Branca”.

Leadbeater afirma que "A mente é a criadora de Tudo. Portanto, você deve guiá-la para criar apenas o bem. Se você se apega a um certo pensamento com força de vontade dinâmica, este finalmente adquire uma forma exterior tangível. Quando você é capaz de empregar sua vontade sempre para propósitos construtivos, torna-se o controlador de seu destino." Paramahansa Yogananda

A consciência da Grande Fraternidade Branca é algo indescritivelmente maravilhoso. Pode comparar-se a um vasto tranqüilo oceano, tão prodigiosamente compacto que a mais leve vibração de consciência se transmite de um extremo a outro instantaneamente. E, contudo, a cada membro da Fraternidade lhe parece aquela vibração a de sua consciência individual, ainda que com uma força, uma importância e uma sabedoria que nenhuma consciência humana pode igualar. Este magnificente oceano de “consciência cósmica’ da Fraternidade é algo tão grande tão maravilhoso, que nada no mundo se lhe assemelhe

Deus é Luz. Deus é a luz do Grande Sol Central. Quando pensamos nestes símbolos, meditamos sobre a Verdade da Luz, da consciência, do Macrocosmo, e assim estamos expandindo a consciência individual em direção à consciência Universal de Deus.

“O que é misticismo?”

“Misticismo é uma filosofia que existe em muitas culturas diferentes e que se reveste de várias formas. Místico é todo aquele que concebe a não-separatividade entre o Universo e os seres. A Essência primordial da vida, ou Consciência Cósmica, ou Deus como costumamos chamar - ao contrário do que se pensa - não está nem nunca esteve separado de qualquer coisa. O místico é aquele que busca ou que já mantém um contato direto com a realidade, sem intermediários. O místico procura a presença do Ser Supremo e Real, ou do inefável e incognoscível em si mesmo, nas profundezas de seu ser, e dessa forma, pode perceber todas as coisas como sendo parte de uma infinita e essencial Unidade de tudo o que existe.
Ao contrário de um outro sentido que o termo misticismo tomou, que o compara a tudo o que é irracional, anti-cientifico e supersticioso, isso nada tem a ver com o Misticismo.

Nada do que existe no mundo manifesto está separado de Deus, o que não significa que as coisas que encontramos no mundo manifesto sejam Deus. Elas estão ligadas a Deus, de modo que são espelhos que podem refletir a eternidade e a infinitude da perfeição Divina.

Tudo é um espelho o qual pode refletir a perfeição.

Os místicos percebem que não estão separados de Deus, assim como meu dedo não está separado de minha mão




Paramahansa Yogananda



“ Pai Celestial, transfere a minha consciência do corpo físico até a espinha e, da espinha, através dos sete centros, até a Consciência Cósmica, onde Tua glória e Tua lua reinam em toda a plenitude de ua manifestação e onde a força vital se une com todo o Teu poder.

Que Tua glória resida em mim para sempre.

Oh Eterna Esfera da Alegria, gira em minha consciência e faça-me como Tu és.

Pai, Tu e eu somos um. Eu sou a esfera da vibração.

Sou a esfera cósmica do som.

Sou a esfera cósmica de luz onde os sistemas planetários e os universos flutuam.

Meu corpo, a terra e o sol emitem clarões semelhantes aos que estão em mim.

Eu sou a Luz Eterna. Sou o OM que está vibrando no pequeno corpo e em todo o universo.

Pai Celestial, não me mantenha prisioneiro das encarnações; ensina-me a encontrar a liberdade em Ti, para que eu saiba que nada na terra me pertence, mas que tudo Te pertence.

Ensina-me a saber que meu lugar é a Onipresença. Oh Pai da Imensidade, que está no trono azul adornando o trono da Onipresença, eu Te reverencio em todas as partes. "


Dharma Dhannyá astróloga e psicoterapeuta transpessoal
Senhor! Seja feita a sua vontade e não a minha!





Deseso que o teu Sol Interno Brilhe Intensamente...

Muita "LUZ" e Bjks!!!!!