sábado, 25 de agosto de 2007

*** PATRIMÔNIO MORAL ***

Você já pensou no que faria se alguém tentasse invadir ou roubar os bens
materiais que lhe pertencem?

As pessoas, de um modo geral, lutam para defender seu patrimônio, mesmo que
para isso seja necessário se expor de forma perigosa.

No entanto, muitos são os que permitem que outro patrimônio, bem mais
valioso e efetivo, seja saqueado com facilidade.

Trata-se do patrimônio moral.

Enquanto os bens materiais não nos pertencem de fato, pois a qualquer
momento podemos deixá-los aos herdeiros, por ocasião da morte, ou perder por
um motivo qualquer, o patrimônio moral é o único tesouro que realmente nos
pertence.

Mas, de que forma nosso patrimônio moral pode ser dilapidado?

Isso ocorre de uma maneira tão sutil que quase não nos damos conta.

Quando, num restaurante, por exemplo, o garçom nos pergunta se queremos uma
nota de valor maior para usar em alguma prestação de contas, está nos
convidando a ser desonesto.

E, no caso de aceitarmos, a diferença entre a despesa e o valor da nota será
o preço pelo qual vendemos um pedaço do nosso patrimônio moral. E geralmente
é muito barato. Nesse caso vemos o quanto barateamos esse tesouro.

Outro exemplo é quando tentamos substituir uma multa qualquer, seja fiscal
ou de trânsito, por uma propina. Nesse caso não somente esta mos
empobrecendo nosso patrimônio moral, como também sugerindo o mesmo ao
profissional que nos autua.

Quando arranjamos um atestado médico falso para justificar uma falta ao
trabalho, estamos dilapidando nosso tesouro moral.

Quando fazemos uma compra e o caixa se engana, dando-nos o troco a maior, e
não devolvemos essa quantia, ficamos um pouco mais pobres moralmente.

Quando o comerciante adultera a balança ou a mercadoria para vender menos e
cobrar mais, está desvalorizado seu patrimônio real.

Quando o eleitor empenha seu voto em troca de um benefício qualquer, está
comercializando seu bem mais precioso.

Isso sem falar naqueles que utilizam bens ou valores de terceiros, ou do
erário público, para saquear a moral alheia. Nesse caso, ficam ainda mais
empobrecidos moralmente, pois desconsideram a confiança que lhes foi
depositada.

Enfim, são tantas as maneiras de vender ou desperdiçar nosso patrimônio
moral, que é preciso ficar atento para não nos tornarmos mendigos morais em
pouco tempo.

Como podemos perceber, o cuidado com os bens materiais é válido, mas não
podemos deixar de preservar o patrimônio moral, o único que poderemos levar
conosco pela eternidade afora.

Era a esse tesouro que Jesus se referia, dizendo que nem a traça nem a
ferrugem consomem e ladrão nenhum pode roubar.

Você sabia?

Você sabia que muitos empresários já estão atentos para as qualidades morais
das pessoas que desejam contratar?

Depois que várias empresas foram à falência por causa da desonestidade de
funcionários que ocupavam cargos de confiança, o fator moralidade passou a
ter maior peso dentre os pré-requisitos dos candidatos ao emprego.

Por essas e outras razões, vale a pena garantir a integridade desse bem de
valor inestimável, pois ele é o nosso passaporte para a conqui sta de um
mundo melhor.

*Texto enviado por Daniele Raad

Fique na Luz Divina!!!

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