terça-feira, 29 de janeiro de 2008

*** DESAPEGO ***


Os Doze Princípios para a Liberação do Homem.

DESAPEGO.

Saudações, amigo, saúdo você, não importa quem seja, não importa seu nome, seu país de origem, sua idade, sua raça, sua cor, suas crenças filosóficas, a religião que professa, com quem é casado, se sua mulher é bonita ou feia, não importa quantos filhos você tem, o cargo que ocupa, onde vive, nada disso importa, não importa seu QI (seu grau de inteligência), sua capacidade mental, sua capacidade física, o esporte que pratica, o partido que simpatiza ou ao que seja filiado, continuo dizendo que nada disso importa, não importa se você é magro ou gordo, jovem ou velho, se tem olhos lindos ou não, nada disso é importante.
Você estará me perguntado, quem sabe, por que nada disso importa.
É muito simples: nada disso tem importância porque nada disso é seu, nada disso é seu..
Como é que é? É simples, quer ver?…
Suponhamos que você tenha nascido na Venezuela.
Você escolheu nascer na Venezuela?
Suponhamos que você é da família Rodrigues.
Você terá escolhido nascer na família Rodrigues?
Você decidiu nascer rico ou pobre?
Você escolheu pertencer a este ou àquele partido?
Você acredita que sim...
Suponhamos que você seja médico.
O que levou você a ser médico?
Você dirá: Bem, eu resolvi quando fazia a faculdade de medicina.
Aí eu lhe respondo:
O que levou você a decidir ser um médico?
Você criou as causas para essa escolha de ser médico?
Foi você que atraiu a sua vocação para a medicina?
Ou foi alguma coisa que chamou sua atenção para a medicina?

Sim, meu amigo, é difícil. É preciso meditar profundamente para compreender o significado do que estou lhe transmitindo. NÃO IMPORTA SUA SITUAÇÃO NA VIDA. Repetindo: NÃO IMPORTA SUA SITUAÇÃO NA VIDA. O que importa mesmo é que deve entender que você não escolheu situação alguma, não escolheu nada em sua vida. Causas totalmente alheias à sua vontade o levaram aonde você hoje se encontra. Não importa sua posição (social), sua atitude, seu comportamento, não importa quem você seja, nem o que possui, você não escolheu nada disso, absolutamente nada.
As causas foram incrustadas em você mesmo, desde a infância, quando não tinha sequer o uso da razão: comportamentos do meio ambiente, da sua família, informações recebidas pelo seu cérebro e por suas emoções, hábitos, lhe ensinaram maneiras de
ser, maneiras de pensar. Mas você mesmo não escolheu nada disso.
Então, o importante é que você compreenda isto, que você não escolheu nada e não importa onde os acontecimentos lhe puseram. Este é o décimo primeiro Princípio, o Princípio deLuz que vai iluminar sua vida, para tirar você da escravidão, do orgulho, da vaidade, da crítica, do preconceito, da condenação do outro, de defender o que é seu, acusando o outro. E que vai levá-lo à compreensão perfeita do porquê está aqui e agora.
Repito, o Princípio reza o seguinte: NÃO IMPORTA SUA SITUAÇÃO NA VIDA, O IMPORTANTE É COMPREENDER QUE VOCÊ NÃO A ESCOLHEU. NÃO IMPORTA SUA SITUAÇÃO NA VIDA, O IMPORTANTE É COMPREENDER QUE VOCÊ NÃO A ESCOLHEU
Sim, meu amigo, essa é a grande verdade, uma verdade bastante difícil de se assimilar, uma verdade difícil de compreender, e o pior de tudo, uma verdade difícil de aceitar, pois nosso orgulho não pode aceitar o fato de que não decidimos nada em nossa vida, por nós mesmos..
Normalmente, nosso orgulho proclama tudo como sendo nosso, absolutamente tudo, mas uma análise profunda de si mesmo o levará à verdade deste Princípio, levará você à luz e o libertará do fantasma de um monte de mentiras, um monte de conflitos.
Você não escolheu nada em sua vida. Tudo aconteceu sem sua participação, sem que tivesse nada com isso. Esta é que é a verdade!
Vamos voltar à sua infância:
Você escolheu a escolinha do jardim-de-infância onde seus pais lhe
colocaram?
Você escolheu os amiguinhos que ia ter no colégio?
Você escolheu sua professora?
Você fez com que a professora se comportasse assim ou assado?
Você escolheu seus irmãos, pediu a seus pais que fabricassem um irmão com esta ou aquela característica, e que se comportasse com você desta ou daquela forma?
Quando você era pequeno nem sequer estava no uso da razão, e o meio ambiente, a família, mandavam impressões parta você, milhões delas, todos os dias, moldando você como se fosse uma massinha de modelar. "Filho, faça isso. Filho, faça aquilo.
Você tem que fazer isto, você tem que fazer aquilo". E como seres imitativos que somos, quando crianças, você imitou seu pai, sua mãe, seus irmãos, em milhares e milhares de coisas.
Talvez tenha assistido cinema, televisão, tenha lido livros...Os heróis desses filmes, os heróis dos livros infantis nos impressionam, os amiguinhos de brincadeiras nos impressionam. Durante muitos anos de nossa vida, meu amigo, fomos influenciados. Influências tanto externas como internas nos infundiram medos, e os medos nos influenciam.
Tivemos necessidades e as necessidades também nos influenciaram.
Nossos professores na faculdade nos influenciaram sem que percebêssemos. Lemos jornais, saimos com garotas, tivemos companheiros na Universidade, tudo issos nos influenciou sem que nos dessemos conta. Nosso cérebro, nossa mente, nossas emoções,
receberam informações, e essas informações de interligaram umas às outras formando o que hoje conhecemos por nosso caráter, nosso temperamento. Foram as causadoras das decisões mais ou menos conscientes que fomos capazes de tomar para escolher a carreira, a esposa, o carro que temos, o clube que frequentamos, o time, o partido
político.
Você escolheu ser cristão? Suponhamos que seja cristão. No entanto, você foi impressionadopor esta religião.
Acredito que você é um homem de bom senso e também acredito que você está compreendendo por que não escolheu nada do que possui nem a pessoa que você é hoje em dia. Causas totalmente alheias à sua vontade lhe influenciaram na mais tenra infância e o levaram o fazer o que você faz hoje. E assim, meu amigo, acontece com todos nós, com todos os seres humanos que habitam este planeta.
Você não escolheu condição alguma na vida, entenda isso, e não importa onde foi posto pelas circunstâncias e pelos acontecimentos.
Compreendendo isso, quais as conclusões que podemos tirar, meu amigo?
As conclusões são as seguintes|:
1. A partir de hoje e à medida que escute várias vezes essa gravação,você vai compreender que não precisa mais defender nada, porque nada é seu mesmo, suas idéias, pensamentos, opiniões, maneira de ver a vida, você não precisa mais defender
nada disso. Tampouco precisa atacar a maneira de ser das outras pessoas, porque elas tampouco escolheram ser como são, as circunstâncias as fizeram ser como são agora, e chegar onde chegaram.
Então, que sentido faz atacar os outros?
Que sentido faz você se orgulhar daquilo que possui?
Por acaso, foi por você próprio que as conseguiu?
Essa é a verdade. Sei que pode ficar chocado, se é que compreendeu que foram causas alheias à sua vontade consciente que fizeram você possuir o que hoje possui e a ser o que hoje você é. Então, que sentido faz sentir orgulho, que sentido faz condenar o comportamento de outra pessoa, julgar, criticar? Não faz sentido, nenhum sentido,
amigo. Todas as pessoas que você conhece são o que são por motivos alheios às suas vontades, totalmente alheios. Somos como fitas cassete virgens onde foram gravadas milhões de informações, percepções emocionais, idéias, pensamentos.Disseram para nós:
comporte-se assim ou assado; faça isso, faça aquilo. Somos simples gravadores. Somos máquinas repetidoras daquilo que está dentro de nós mesmos, em diferentes combinações. Dessa forma, tanto condernar-se a si mesmo como condenar os outros,
criticar, ser orgulhoso, ser arrogante, sentir-se superior aos demais,ou achar que os outros são inferiores a você, é uma grande estupidez.
Se as circunstâncias o colocaram em situação de superioridade, bem, realmente você não é superior, não é mesmo? Porque se você não fez nada para ser superior, no mínimo
você nasceu em condições favoráveis, por esta ou aquela razão, e alguém nasceu em condições menos favoráveis. Por acaso, isso é motivo para condenar esse alguém, para se achar o máximo? Nada disso, meu amigo.
Agora apelo a seu bom senso, à sua sensatez, você já sabe a verdade: se cada ser humano não escolheu sua situação atual, sua maneira de ser, seu modo de vida, poque foi levado a isso por influências e motivos alheios à sua vontade, então a sociedade
humana está na mesma situação, o mundo está na mesma situação. Influências poderosas levam a sociedade a agir dessa ou daquela forma, levam um país a agir dessa ou daquela maneira. Isso quer dizer que a Venezuela não é melhor que a Colômbia, que os
Estados Unidos não são melhor que a Rússia, que o capitalismo não é melhor que o comunismo, a filosofía existencialista do que o anarquismo, o militarismo que o nacional socialismo; o mussulmano que o cristão, o branco que o preto.
Olhe, meu amigo, ninguém escolheu isso, aconteceu, as pessoas estão onde estão devido a influências muitíssimo mais poderosas que elas mesmas.
Acorde para essa realidade, reflita, medite sobre ela. A melhor maneira de compreender isso é perceber que você não escolheu estar de nenhum lado, você tem que se dar conta disso, tem que se analisar.
Se você é bom, no mínimo seus pais lhe inspiraram a ser bom, você não é bom porque quis ser, não lhe deram o direito de escolher antes de nascer o tipo de vida que gostaria de viver com 5,6 ou 7 anos de idade. Não, não e não! É verdade!
Ninguém lhe disse: Olhe, prefira a bondade ou a ignorância, a compreensão ou a estupidez. Se seus pais, simplesmente lhe influenciaram a ser bom, você é bom por esse motivo, então você não tem por que sentir orgulho disso; e se seus pais, por sua
vez, foram influenciados, os que influenciaram a eles, por sua vez, também foram influenciados.
Por isso, perceba, compreenda, você não escolheu nada na sua vida, nem sua altura, nem a cor de sua pele, nem a quantidade de dinheiro que tem no bolso, nem o trabalho que faz.
Observe sua própria esposa.
O que fez com que você a encontrasse?
Você a escolheu, é isso?
Ora, meu amigo, durante muitos anos você foi bombardeado pelas influências, percepções e imagens de mulheres de um modo geral. Em certo momento, a sua mulher mais ou menos se adequou a essas influências. Tanto faz se é bonita, feia, inteligente, burrinha, estéril, ter dez filhos. Nem você nem ela decidiram nada,
aconteceu de você encontrá-la, e de ela encontrar você, aconteceu a você alcançar sua profissão, aconteceu de você trabalhar em determinado lugar, dentro das alternativas que estavam a seu alcance.
Já sei, vejo que você está pensando no sentido correto. Sim, meu amigo, não somos nada, somos um corpo com mente e emoções que, em determinado momento, ao nascermos, se encontravam aparentemente vazios. E agora nos deparamos com milhares e milhares de pensamentos, idéias, informações, medos, necessidades, temores, problemas,
conflitos. Tudo isso está em nós. Mas não somos isso.
Fomos rolha de cortiça levada pelas ondas em pleno oceano, e continuamos a ser.
Somos escravos das influências. As influências que captamos todos os dias por meio dos nosso cinco sentidos, da nossa mente e das nossas emocões.
Não somos nada; somos totalmente escravos, programados pelas influências dos das estrelas, do meio ambiente, da política, da profissão, e tentamos encontar um caminho mais claro, mais confiável, segundo nosso modo de ser atual, mas somos escravos, somos um nada, não escolhemos nada. Não escolhemos nada, nada.
Não escolhemos nada, nada.
Você gosta de alcachofra?
Por que você gosta de alcachofra?
Por que você não gosta de aipim?
Por que uma coisa lhe agrada e outra não?
Não tem lógica, não é?
Quais as influências, as causas que lhe levaram a se agradar de umas coisas e de outras não?
Por que você faz isso ou aquilo e não aquilo outro?
Por que é a fovor do capitalismo e contra o comunismo?
Que causas profundas que o levaram a pensar assim?
A que tipo de influência você terá sido submetido para decidir ser a fovor de um e não do outro?
Sim, meu amigo, somos escravos. Somos escravos das circunstâncias,aconteceu-nos de tudo, fomos programados, fomos levados pelas circunstâncias. Temos sido levados neste oceano da vida para cima, para trás, para frente, para baixo.
Qual será a posição em que você se encontra neste momento?
Mas isso não é iMportante, o importante é começar a pensar de que maneira você pode se libertar desssa situação.
Como uma pessoa pode conseguir decidir sua própria vida?
Se você compreendeu a verdade do Décimo Primeiro Princípio, de que você não escolheu nenhuma condição, de que os acontecimentos escolheram por você, de que não importam as condições em que se encontra agora, então está apto a procurar ver como se libertar de tudo o que não é seu, e começar a fazer o que é só seu.
Você vai começar a compreender por que esta ou aquela coisa lhe aconteceu e vai chegar às causas da sua vida atual.
Porém...condição indispensável para isso é que compreenda que não escolheu qualquer situação, tem que compreender isso e tem que aceitqar, compreender e aceitar, e é um trabalho longo e penoso.
Esse trabalho começa da seguinte maneira:
Primeiro: escute esta gravação durante 49 dias, todos os días ao deitar e ao levantar...e aqui lhe fazemos uma advertência: não permita que o desânimo, a falta de coragem e a depressão se apoderem de você. Você tem que ser forte.
O fato de compreender, de repente, que não escolheu nada pode lhe fazer perder o pé, lhe deixar inseguro, piorar em vez de melhorar.
Por isso é que você precisa ser forte...
Ainda, durante esses 49 días, cada vez que for fazer alguma coisa, precisa ficar atento.
Vamos supor que você digaz: vamos ao cinema.
Aí, você pára e se pergunta:
Quem é que está querendo ir ao cinema?
Que motivos estão me levando a querer ir ao cinema?
No mesmo instante você vai descobrir que não tem livre
arbítrio, que não é você quem está decidindo ir ao
cinema, que é algo dentro de você o está levando ao cinema.
Alguém lhe está comandando?
Acorde, pare e diga: Por que me estou deixando comandar? O que aconteceu para que eu perder o controle sobre mim mesmo?
Você vai se dar conta que não foi uma decisão livre, a decisão de uma pessoa livre. Vai se dar conta que se deixou comandar.
Ee assim sucessivamente: você vai comprar uma coisa. Faça a pergunta: o que me está levando a comprar isso?
O que será que está me "empurrando" a comprar isso?
Você precisa ser muito objetivo, muito imparcial, muito honesto consigo mesmo. Deve ter a atitude de uma pessoa ansiosa poi saber a verdade, ansiosa por comprovar a verdade deste Décimo Primeiro Pincípio.
Observe as outras pessoas, veja o que estão fazendo e pergunte:
Amigo, o que o levou a fazer tal coisas, foi você próprio que decidiu fazer?
Você sabe que o orgulho vai responder que sim: "eu decidi por isso, por isso, por isso e por aquilo". Mas é absurdo, porque a maioria das pessoas faz coisas tão sem sentido, tão despropositadas, que é impossível que uma vontade consciente
decida fazer coisas que prejudicam a própria pessoa.
Não é possível!
Você tem bom senso, você sabe que as coisas não são assim.
Por isso, não basta compreender agora. Você terá de entender esta gravação todos os dias, durante 49 días. Lembre-se que em você reside a ilusão de ter escolhido sua vida, uma ilusão muito arraigada, o costume de julgar, de pre-julgar, de ser arrogante, vaidoso, convencido, de acreditar que é superior aos outros, de defender seu ponto-de-vista, de atacar o das outras pessoas, e isso não acaba da noite para o dia.
Por isso, arme-se de coragem!
E mãos à obra com essa primeira parte do Décimo Primeiro Princípio...
Você não escolheu nenhuma situação, compreenda isso, tudo aconteceu, assim como acontece de chover.

Muito bem, meu amigo. Sei que não foi fácil para você escutar a primeira parte dessa gravação. Se compreendeu o conteúdo e meditou sobre ele, deve ter chegado à seguinte conclusão: se eu não escolhi nada, absolutamente nada acerca de mim mesmo, o quê ou
quem escolheu?
Que força, que poder me levou a ser o que hoje sou? É uma
conclusão lógica.
Meu amigo, a soma de informaçãoes, de personalidade, caráter, temperamento, condição financeira, posição econômica, pensamentos, idéias, tudo aquilo que você considera como seu, atualmente, vamos chamar de sua personalidade, e é esse o papel que
você está desempenhando neste momento de sua vida. Você está interpretando o papel de uma pessoa assim ou assado, que vive assim ou assado, que faz isto ou aquilo, tudo o que você é e que não é. Tudo isso é um papel, é a sua persanalidade, e tudo isso foivocê que atraiu para você.
VOCÊ É O QUE É POR CAUSA DA SUA ESSÊNCIA.
A essência é aquela parte da gente, o ser é aquela parte da Faísca Divina que vive em nós, nosso outro EU, nosso EU íntimo.
Ele é o causador, ele é como um imã, atrai tudo o que ama e tudo o que teme. Ele atraiu para você seu corpo físico, sua mente, a mente que você tem hoje, a soma de suas emoções, sua posição, tudo que você faz na vida. É ele o verdadeiro ator. Aquilo que você considera ser hoje em dia, nada mais é que a personalidade.
É o papel que esse espírito, esse ator desempenha no espetáculo da vida humana.
Não imagino até que ponto você tem consciância do seu EU ÍNTIMO, do seu outro Eu, mas ele tem o arquétipo, ele sabe o porquê de todas as suas coisas, tintim por timtim. Seja você bom ou mau, inteligente ou burro, rico ou pobre, não importa como você é, ele sabe por que você é quem é, porque foi ele que decidiu. Ele lhe construiu. Esse é o seu Eu íntimo. A entidade que encarna, vida após vida, e interpreta papéis por meio da personalidade que constrói.
É essa à parte de você que escolheu onde nascer, em que país nascer, de qual mãe e qual pai... É à parte de você que lhe faz estudar, como se comportar com os demais.
Claro: a conclusão lógica é que, a partir de hoje, é imperativo que você consiga se comunicar com essa sua outra parte...
Essa parte, que é a causa de tudo e sabe o que é que você tem que fazer, a partir de hoje vai infernizar sua vida, a não ser que você entre em contato com ela. Se não começar a se comunicar com ela, assim como você se comunica com sua mulher, e a não ser que ambos entrem em acordo, que se comprendam, que possam se dar as mãos, ator e personalidade, ator e papel, para juntos realizarem o objetivo de vida, vai ser um fracasso.
Então, como se consegue esse contato?
Primeiro ponto:
Você já sentiu essa força, essa entidade dentro de você mesmo, algum dia?
Alguma vez, quando você estava aponto de fazer algo que não devia, não escutou, não sentiu uma pontada no coração que dizia: não faça isso?
Outras vezes, quando você estava fazendo algo e já ia desistir defazer, não sentiu essa força dentro lhe dizendo: você tem que continuar precisa continuar, vai em frente, faça?
Popularmente, chamamos essa força de consciência, mas essa é a nossa esência real, a nossa parte indestrutível que involuiu dos planos superiores caindo no plano da existência na terra.
Seu trabalho é se comunicar com ela, freiar sua involução e, com a força que ela tem, voltar a evoluir...
Como se comunicar com esse Eu, com esse Si Mesmo, com esse fantasma desconhecido, que sempre está lá, sempre está lá? A não ser que você já tenha sufocado sua consciência...
Bem, a partir de hoje, 7 vezes por dia, até que ela dê sinal de vida, até que você consiga se comunicar consigo mesmo. Sim, meu amigo, é um trabalho que pode durar a vida inteira. Você terá que se lembrar disso 7 vezes por dia, isolando-se dos
afazeres diários, nem que seja por um minuto, nem que por um minuto, meu amigo: relaxe, feche os olhos e converse com esse Eu, como se fosse com um velho amigo.
Como?
Suponhamos que você fosse fazer alguma coisa agora.
"Esvazio minha mente de todas as minhas ocupações, me afasto do papel que estou desempenhando na vida diária, fecho meus olhos e digo pra ele: " Eu sei que não Sou, Eu sei que Sou nada. Eu sei que não Sou minha mente. Eu sei que não Sou minhas idéias. Eu sei que não Sou meu corpo. Eu sei que não Sou minhas emoções. Eu sei que não Sou fulano de tal. Eu sei que não escolhi nada. Eu sei que você está aí."
Na sei quem Sou Eu.
Quem Sou Eu? Quem Sou Eu? Quem é este que está falando?
Quem é este que está escutando?
Quem Sou Eu?
Eu sei que você está aí. Dizem que Eu Sou você.
Mas como não sei quem você é, nem o que você é, nem como é, não sei quem Sou, nem como Sou. Às vezes percebo Você, sinto você, sinto seu impulso, levando-me a fazer alguma coisa que não devo, e na maioria das vezes eu perco a parada.
Outras vezes, vejo você com uma coisa boa, porque quando me proponho a fazer uma tarefa e não consigo continuar, sinto seu impulso, seu apoio, para que continue fazendo. Me dizem que você também é dual. Me dizen que tenho que entrar em acordo com você. Aqui estou, vou ficar em silêncio por alguns instantes, em completo silêncio, e quando você resolver se comunicar comigo, vou saber".
Sim, amigo; essa é uma das inúmeras maneiras, esquecer do mundo externo, de todas as obrigações e ocupações, sete vezes por dia, principalmente ao levantar pela manhã e à noite, antes de dormir.
Antes de dormir, feche os olhos e se comunique:
"Eu não sei quem Sou. Eu não sei aonde vou agora. Dentro de alguns instantes estarei inconsciente, mas sei que você, que está em mim, continuará controlando e trazendo alívio para meu corpo, alimentando meus órgãos e fazendo-os descansar. Eu não sei para onde vou dentro de alguns segundos, mas eu sei que você vai estar por
perto, para cuidar de mim. Às vezes percebo que você não cuida tanto assim de mim. Faz com que eu, digamos, tenha sonhos não muito agradáveis. Estou ansioso por me comunicar com você, estou ansioso patra ser um com você, estou ansioso para ser você mesmo".
De manhã, de novo, todos os dias, assim que acordar, não saia da cama imediatamente, acorde e feche os olhos, e torne a se comunicar.
"Acabo de ficar consiciente… Não sei quem Sou, não sei como fiquei consciente, estou chegando, mas não sei de onde. Você deve saber, já que é a causa da minha vida, já que você é o que atrai as circunstâncias e os fatos, os acontecimentos.
Você sabe quem vou encontrar hoje. Você sabe o que tenho que fazer hoje. Eu penso que sei, mas nem sempre acontece aquilo que quero. Faça com que eu sinta sua presença ao longo do dia. Você está em um nível mais alto de Luz. Se eu vou cometer algum erro,faça com que eu fique sabendo.
Desta maneira, amigo: 7 vezes por dia, a partir de agora, até o resto da vida, comunique-se. Comunique-se e lembre-se: SEU OUTRO EU, SEU EU VERDADEIRO, SEU EU REAL, DECAIU.
Você é um espírito que caiu dos níveis de Luz aos níveis de escuridão. Você é dual: oscila entre o bem e o mal. Oscila entre o bem e o mal. Nem todos os impulsos que você sente, que vêm dele, são corretos. Você precisa discernir por conta própria.
Você tem que discernir ponto por ponto. Tem que ficar atento quando ele estiver empurrando você para praticar algum ato que vai fazer com que ele involua mais ainda. E você tem que decidir, pelo livre arbítrio e vontade própria, naquele momento, por fazer coisas que você sabe que vão contribuir para que vocês evoluam.
Você precisa estudar A LEI. Tem que estudar OS PRINCÍPIOS. Tem que enxergar A VERDADE e descobrir A VERDADE. E fazer com que ele evolua.
Um dia, Ele vai se dar conta que você se deu conta e decidiu evoluir.
Noutro dia, você se dará conta que Ele é o possuidor da força, que é dEle que emanam todos os desejos que você sente, bons ou maus. Que sem a força que Ele controla, todos os pensamentos e desejos mentais que você tiver, não valem nada.
Você vai precisar equilibrar os excessos, os instintos. Ele tem instintos terrivelmente perigosos e pode chegar perto do Nosso Criador comum mil vezes mais rápidamente que você, quando você o despertar.
Vamos chamar de "personalidade" sua mão direita. Vamos chamar de "essência" o seu outro Eu, à esquerda. Os dois têm que se unir. Têm que se unir e concordar ambos em evoluir. Sua "essência" não pode evoluir sem você como "personalidade". E sua "personalidade" não tem razão de ser sem sua "essência". As duas têm que se juntar e procriar o EU REAL, o que na verdade, na verdade, vocêssão.
Esse Eu real terá livre arbítrio, vontade, poder, capacidade, onipotência, estará em un nível de Luz muito mais próximo ao do Criador. Muitíssimo mais próximo que você e que sua "essência". E a esse trabalho, meu amigo, chamamos popularmente re-ligar.
Porque estão desligados da Faísca Divina que existe em vocês, e vocês precisam tornar a se ligar.
Sua "essência" se manifiesta emocionalmente. É o que você chama de suas emocões, seus desejos, enquanto que sua "personalidade" seria sua mente.
Você precisa se comunicar com sua "essência" convencê-la a evoluir. Você tem que aprender a usar a força que possui para poder, você mesmo, evoluir.
Você está no mundo com seu corpo físico e com sua mente, você pode discernir, pode saber discernir entre o caminho correto e o caminho falso, mas não tem força para ir adiante.
Essa força, você a gasta todos os dias; gasta sua "essência", deixando-se levar por desejos, atitudes e comportamentos, desperdiçando força. Principalmente na crítica,
na raiva, na violência, no falar demais, no cobiçar, no abuso de seus cinco sentidos, na sexualidade deformada, no tédio e no ócio.
E toda aquela força que sua essência recebe acaba se esvaindo.
Então, bloqueie tudo isso, acorde, e aprenda a se comunicar logo.
Depois, entre em acordo com essa parte de você que pode lhe levar - e está lhe levando – para o chão.
Depois de entrar em acordo com ela, você vai usar a força dos desejos e aprender a controlar sua mente. Porque, se você controlar sua mente, poderá levar sua essência a evoluir. Você vai aprender os métodos e modos que podem levar a essência a obedecer
à Lei Cósmica.
Mas enquanto não tiver o controle da mente, é sua esência que vai controlar sua mente e sua personalidade.
Você é a "essência" que dispara seus desejos. Seus baixos instintos. Como se fôssem pensamentos, imagens na mente, controlando sua personalidade.
Aqui está o esquema, meu amigo: você não escolheu nenhuma condição, não escolheu a sua situação. Pela Lei da Vida, você nasceu por causa da sua "essência". Foi ela que
escolheu tudo.
Sua "essência" é uma entidade decaída.
É seu dever, seu trabalho, investigar a Verdade, as Leis da Evolução e seus Princípios. Apreda a controlar a mente, para depois saber se comunicar com sua "essência", e que possam as duas ir de maõs dadas.
Esteja alerta! Acorde! Pratique todos os exercícios até o fim, sem exceção de nem um deles, dia após dia.
E o mais importante, meu amigo: procure aqueles que despetaram para essa realidade antes de você. Procure-os e se junte a quem está fazendo todo o possível para alcançar a libertação. Eles vão poder lhe ajudar. Depois, procure o auxílio do seu Criador, que está dentro de você. E você precisa fazer a distinção entre seu
Criador e sua "essência". Como ambos são internos, você deve saber distinguir e discernir. Dirija-se ao seu Criador. Ele é neutro. Seu Criador é neutro. É
um Espírito que apenas observa.
A luta é entre a "personalidade" e a "essência".
Em algumas pessoas, a "personalidade", ou seja, o papel, domina o Ator, a "essência".
Em outras, o papel é mais fraco e a "essência", com seus instintos baixos, é a que leva o homem ao desastre.
"O HOMEM QUE DESEJA EVOLUIR PRECISA EQUILIBRAR A"ESSÊNCIA" E A "PERSONALIDADE".
Você precisa fazer com que a "essência" suba ao nível da "personalidade"e depois as duas, de maõs dadas, com a ajuda do Criador e dos Mestres Superiores, começam pouco a pouco a dar os passos evolutivos...
As 12 Grandes Portas que que podem levá-lo à Evolução e à compreensão de toda a sua razão de existir estão nos 12 Princípios e em suas respectivas mensagens de como praticá-los.
Foi o que gravamos neste programa. Adquira-os e pratique os
exercícios. Compreenda-os. Entenda-os. Medite sobre eles. Estamos
falando de sua LIBERTAÇÃO.
Como você, meu amigo, nós tembém já fizemos isso, no passado.
Nós, como você, fizemos e continuamos a fazer. Cada dia que passa, avançamos mais e mais. Nossa VONTADE fica, a cada dia, mais poderosa. Nosso LIVRE ARBÍTRIO é maior a cada dia que passa. Todos os dias sucumbimos menos aos desejos e aos instintos baixos de nossa "essência". Todos os dias inculcamos neles os caminhos da
Evolucão. Sucumbimos menos às circunstâncias. Perdemos menos força não criticando, não condenando, não julgando, não sendo arrogantes por acreditar que somos grande coisa.
É porque já compreendemos e nos demos conta que, e decidindo, simplesmente, que "não é nada disso", vimos de repente que ainda temos tempo. De repente, vimos que estamos em condição de escolher. Que temos um pouquinho de VONTADE, um pouquinho de LIVRE
ARBÍTRIO, que vivemos em maior harmonia com o próximo, que fazemos algo de concreto para nossa comunidade, para nossa sociedade, para nossa familia. Que somos pessoas mais humildes, que percebemos quão pouco sabemos acerca do nosso verdadeiro "SER", acerca da nossa verdadeira vida. Percebemos que necessitamos do auxílio daqueles que
já passaram por essa estrada antes de nós.
Nos demos conta que a vida é imposivel sem Nosso Criador. Nos demos conta que já não vale a pena escolher rumos errados, e que a única coisa que é certa é o nosso Projeto de Vida, nossa própria razão de ser.
Nos demos conta que, a menos que coloquemos em prática aquilo para o qual nascemos, qualquer outra coisa que fizermos não terá qualquer sentido, será fútil, à toa.
Não terá razão de ser, será em vão.
Sim, meu amigo, muita gente em volta de você pode estar conseguindo isso. Geralmente, as pessoas estão trabalhando consigo mesmas. Gente que começou a compreender o sentido da vida e está lutando e se esforçando sem proclamar aos quatro ventos. Mas você é capaz de reconhecer essas pessoas por sua maneira humilde, sua falta de vaidade,de arrogância, por sua simplicidade, por sua grande bondade, pelo empenho que fazem, pela ausência de crítica. Pela não-exaltação da família, da pátria, da religião, do credo, da raça, da profissão.

Pode ser que você encontre essas pessoas nos parques… isoladas, sozinhas até certo ponto, com um olhar um tanto trsite. Você não as encontrará tanto assim em reuniões sociais...
Amigos, diz-se que quando o aluno está pronto, o professor aparece.
Sei que existe uma bondade enorme no seu coração. Sei que você tem bom senso. Sei que é inteligente, ponderado, prudente. Mas sei também que você é tudo isso quando está acordado e consciente, que dentro de você também existe o pior. Sei disso.
Somos iguais. Você tem que lutar.
Você tem que lutar, meu amigo.
Coloque despertadores por todo lugar, lembretes de tudo o que você precisa fazer.
Porque quando a "essência" perceber que você resolveu, que você decidiu evoluir, sua vida vai se tornar um inferno, tanto interna como externamente. É por isso que esse caminho e essa libertação são praticamente impossíveis sem o Criador e sem o auxílio, a ajuda, o apoio daqueles que já passaram por isso.
Escute esta gravação. Reflita. Medite.
Está em suas mãos continuar a ser como uma máquina levada por sua "essência" a fazer tudo o que você tem feito, e o pior, porque agora você tem consciência, você acordou.
Está em suas maõs se conformar em ser uma "personalidade".
Na melhor das hipóteses, nasceu dentro de você um desejo da união interna. Um desejo de ser um homem. Um homem livre, um homem de vontade, um homem que vai descobrir qual seu projeto de vida e realizá-lo, a despeito de todos os obstáculos. Você está
decidido a isso... Ou não. Em ambos os casos, amigo, que Nosso Criador comum lhe ilumine a face, a mente e o coração.
Que o abençoe e cuide de você. Sempre e quando peça para Ele.
Disse o Grande Mestre: Bata, e a porta se abrirá.
Peça, pergunte, e será atendido.
Há muita sabedoria nestas palavras.
Coloque-as em prática. Sinto que você anseia por isso.


Fique na Luz Divina!!!

*MUDANÇAS PLANETÁRIAS X MUDANÇAS INTERIORES *


Temos ouvido muito sobre mudanças planetárias. Mudanças de dimensão, mudanças de clima, e muitas outras. Profecias são proferidas, previsões previstas, e etc. As nossas atitudes, pensamentos e energia criam a nossa realidade de tal forma que reproduzimos ao nosso redor aquilo que temos em nosso interior. Aí é que está a chave da questão, pois chegamos à conclusão que estas mudanças planetárias que estão ocorrendo, acontecem primeiramente em nosso interior e se refletem na nossa realidade externa. Se quiser mudar uma realidade ao meu redor que não me agrada, tenho portanto que achar em mim qual é a atitude, sentimento e/ou pensamento que está refletindo aquela realidade, e se descubro isso tenho condições de mudar para aí começar a refletir uma outra realidade mais compatível com os meus novos pensamentos e atitudes. Portanto se temos, por exemplo, um problema de relacionamento e achamos que tal pessoa precisa mudar sua atitude para conosco, a tática é mudar a nossa atitude e assim mudamos a situação. Na maioria das vezes a outra pessoa muda sua atitude por causa da nossa mudança ou ela se afasta pela falta de sintonia. Quando tivermos a coragem de assumir a responsabilidade pela própria realidade seremos então capazes de criar um mundo novo. Momentos são chegados em que as pessoas deste planeta estão em profunda reflexão de seu momento e do seu papel perante a vida. Questionamentos os mais diversos referentes à profissão, escolhas, parcerias, crenças religiosas e etc. Por um outro lado as pessoas que não estão percebendo que têm que mudar, a vida está mudando por elas e então se defrontam com situações tais que se vêm obrigadas a mudar para se adequar à nova situação. Estamos em plena revolução, somente que uma revolução silenciosa onde mudanças interiores estão ocorrendo para depois isso se refletir externamente mudando assim o mundo. Portanto aproveitemos e façamos deste um mundo melhor. O amor é a essência de tudo e é pelo amor que podemos transformar tudo para construir um Mundo Novo.
NÓS SOMOS AS MUDANÇAS.

Fique na Luz Divina !!!

*** O PERISPÍRITO E SUAS MODELAÇÕES ***


Já existem provas reais de que o pensamento constrói e destrói, mesmo em nosso meio material. Não somente o nosso pensamento desenvolvido e consciente de homens, mas igualmente os instintos agressivos e direcionados dos animais podem forçar desarmonias físicas entre os semelhantes. Pesquisadores ingleses, com a finalidade de comprovar ou não o efeito do mau-olhado, fizeram a seguinte experiência: colocaram dóceis ratinhos de cidade bem próximos de ratos selvagens, muito embora, fora do alcance físico.
Obstaculizados materialmente de agredir os ratinhos estranhos, os ratos selvagens realizaram atitudes de intimidação, enviando olhares agressivos e ameaçadores. Embora sem sofrer um simples arranhão, sem possibilidade de qualquer contato físico, os ratinhos urbanos acabaram por cair mortos. Submetidos a autópsias, os ratinhos assassinados com simples olhares mostravam glândulas supra-renais dilatadas, sinal evidente de violenta pressão nervosa emocional. O mau-olhado dos ratos selvagens contra os ratos da cidade provou que é possível a agressão através do simples olhar, quando este canaliza o ódio ou qualquer outro sentimento menos digno.
E se em animais pequenos pode causar até a morte, em organismos mais evoluídos, tais como os humanos, pode causar uma série de contratempos que os estudiosos dos fluídos souberam identificar. Muitas vezes já ouvi falar de pessoas que matam plantas com o olhar e fazem adoecer crianças e até animais com seu fluido nocivo.
O estudo dos fluidos, a maneira como eles são direcionados pela força mental, suas relações com o perispírito e a influência moral comandando todo esse cenário, não deixam dúvidas quanto à possibilidade de ocorrência de tais fatos. Não é o simples olhar, aliado à mecânica do pensar, que impulsiona o fluido em uma direção qualquer? O ser humano é em essência aquilo que reside em seu coração.
E sendo os olhos as janelas da alma, eles lançam do que lá existe, direcionando pela força do pensamento, sobre o que projetam. Sabemos que o fluido pode ser dirigido pelo pensamento ou como que aspirado por vontade firme. No caso a que nos reportamos, mau-olhado, uma criança, animal ou vegetal, não poderiam desejar absorver tais fluidos; resta-nos concluir que, consciente ou inconscientemente, o fluido foi dirigido do emissor por sua vontade ou à sua revelia. Mencionamos tais casos para que o leitor possa entender a importância do pensamento na modelagem do meio ambiente, como na própria estrutura anatômica-fisiológica do perispírito. Como o que é essencialmente bom nada tem de mau, quando pensamos no bem com intensidade, materializamos no meio externo (ambiente) e interno (perispírito) os efeitos do nosso pensamento, que se fazem visíveis para aqueles que os sintonizem.
Os bons pensamentos são portadores de luminosidade emanada do perispírito que a difundiu, sendo que esta interfere no ambiente em que foi gerada. Através dessa materialização do pensamento, dessas formas benéficas ou hostis modeladas, é que os Espíritos, observando os raios das cores formadas, a harmonia das formas e a lucidez do quadro gerado, determinam o grau de evolução ou de inferioridade daquele que modificou o ambiente com suas próprias criações.
O estado evolutivo do Espírito é também detectado mediante observação do seu perispírito, que apresentando características físicas, tais como cores, vestimenta, luminosidade ou obscuridade, materialidade maior ou menor, funciona qual cartão identificativo do seu padrão moral-intelectual.
No livro "A Vida Além do Véu", do Ver. G. Vale Owen, o autor pede a sua mãe um exemplo ilustrativo sobre o poder do pensamento, no que é atendido com a seguinte descrição: "Uma falange de amigos e eu, que estávamos sendo instruídos nesse assunto, encontramo-nos, e para conhecer o grau do nosso progresso, resolvemos fazer uma experiência para esse fim. Procuramos uma clareira no centro de um belo bosque e, como prova, resolvemos todos desejar uma certa e determinada coisa para ver se conseguiríamos.
Escolhemos a reprodução de um fenômeno em terreno descampado, cujo efeito fosse tão sólido e permanente que nos permitisse examiná-lo depois. Seria a estátua de um grande animal, mais ou menos como um elefante, porém, um pouco diferente; um animal que possuímos aqui, mas que deixou de habitar a sua terra. Todos nos sentamos em volta do terreno aberto e concentramos a nossa vontade no objeto que deveria ser reproduzido. Bem depressa ele apareceu e ficou ali diante de nós. Admiramo-nos muito da rapidez do resultado. Mas, debaixo do nosso ponto de vista, havia dois defeitos: era grande demais, pois havíamos deixado de combinar as nossas vontades na proporção adequada.
Parecia muito mais com um animal vivo do que com uma estátua, porque muitos tinham pensado em um animal vivo, assim como na sua cor, e desse modo o resultado foi uma mistura de carne e pedra. Muitos pontos, também, estavam desproporcionais: a cabeça era grande demais e o corpo muito pequeno, e assim por diante, mostrando que maior força fora concentrada em algumas partes mais do que em outras. É assim que chegamos a conhecer as nossas imperfeições e a maneira de corrigi-las em nossos estudos. Ensaiamos, examinamos o resultado, e tornamos a experimentar. Assim fizemos agora. Desprendendo a nossa atenção da estátua obtida e conversando, ela pouco a pouco se desfez.
Estávamos então preparados para nova experiência. Resolvemos não escolher o mesmo modelo, por isso, dessa vez escolhemos uma árvore com frutos, algum tanto parecida com uma laranjeira. Fomos mais felizes. O principal defeito era estarem alguns frutos maduros e outros verdes. As folhas não estavam convenientemente coloridas nem os galhos em proporção. Sucessivamente experimentamos um objeto após o outro, melhorando um pouco de cada vez. Imagine a alegria que reinava com tais estudos e as gargalhadas provocadas pelos nossos enganos."
Podemos dizer que a modelagem, a criação do ambiente espiritual com tudo quanto nele existe, é produto da criação mental dos Espíritos, que o fazem proporcionalmente a seu estado mental-moral-intelectual. O Espírito pode mentalizar uma flor e materializá-la no ambiente. Mas pode ser que esta seja apenas uma forma, sem a estrutura molecular e celular típica de uma flor.
Apresente perfume, colorido e outros detalhes, mas, examinada por um técnico, este poderá constatar a ausência e elementos celulares funcionais, a inexistência dos gametas reprodutores e, mesmo existindo tais estruturas, a disposição genética, a informação que deveria constar em cada gene, não se apresente. Pode ocorrer também que a flor, sendo hermafrodita, ou seja, possuindo ambas as células reprodutoras, masculina e feminina, estas não tenham uma via de acesso para o encontro, dificultando a reprodução da espécie.
Caso o construtor ou plasmador não tenha conhecimentos de Botânica, incorrerá em numerosas falhas, tais como: vasos condutores inadequados, fechamento de estigma, ausência do núcleo geratriz de pólen, e seriam tantos os desacertos que o técnico diria não tratar-se de uma flor o objeto em análise. O pensamento modela as formas com perfeição, beleza e utilidade, sempre obedecendo ao estado evolutivo de cada indivíduo.
É por esse motivo que, para as grandes construções, grupos de Espíritos treinados para esse oficio, com a dignidade e a sapiência que a evolução lhes outorgou, se reúnem em somatório harmônico de pensamentos, no que materializam escolas, reformatórios, hospitais, colônias, como parte da divindade que Deus lhes permitiu atingir, por constante e crescente esforço próprio.
Igualmente, as entidades inferiores e brutalizadas, criam seus ambientes, plasmando neles o produto doentio de suas mentes, mesmo ignorando, como ocorre freqüentemente, serem os arquitetos do inferno onde habitam. A mente, conturbada por agentes nocivos, imprime no ambiente toda a deformação de que é portadora, no fenômeno da exteriorização daquilo que lhe é íntimo.
O pensamento traumatizado do suicida, que tem gravado em si o ato final e trágico do suicídio, é reproduzido no ambiente com cores vivas, qual fita cinematográfica parada, tornando-se ele criador do quadro do suicida, um espectador desesperado do seu próprio infortúnio. Reunidos tais Espíritos pela lei da correspondência vibratória, criam seus infernos, onde todos participam do sofrimento de todos, pois as cenas gravadas no espaço, dos diversos tipos de suicídio, mais os assustam e atemorizam. O mesmo acontece aos criminosos, aos avarentos, aos portadores de viciações várias.
Yvonne Pereira nos relata em seu livro "Devassando o Invisível" que visitara, em desdobramento, cerca de dez entidades em pequeno e miserável compartimento, em promiscuidade chocante. Essas entidades enfermas, conscientes de suas culpas, cercavam-se de visões por elas criadas no ambiente, que consistiam em lutas corporais, contendas, assaltos, seduções de menores, roubos, assassinatos, obsessões, suicídios.. .. O solo do compartimento apresentava-se encharcado de sangue e humores fétidos.
Apesar de a porta permanecer aberta, não logravam a fuga, por ter de passar pelo terreno adiante, onde viam erguer-se da lama sanguinolenta mãos humanas súplices, cabeças desgrenhadas, olhos aterrorizados, cadáveres estirados, braços, pernas, enfim, uma visão macabra que nenhum filme de horror, por mais assustador, conseguiria exprimir com fidelidade. Uma velha negra que velava tais entidades, ao servir-lhes comida, repasto ornado de legumes e hortaliças, era tomada de imensa piedade, quando estes repudiavam os pratos, atirando-os à distância, no que choravam e se lamentavam.
Por ação de suas mentes viciadas, abrigando as visões dos quadros deprimentes dos quais foram autores, ao olharem os pratos imprimiam neles as suas criações mentais de orelhas, línguas, olhos, corações, pés, postas de carne humana, em substituição aos legumes e hortaliças, criações mentais da velha guardiã. A médium, em conversação com a negra, ouve desta a seguinte afirmativa: "Todo o ambiente que distingues aqui, minha irmã, excetuando-se a cozinha, é criação mental vibratória destes dez criminosos".
Ainda nesse livro, a médium, ouvindo do seu amigo Frederic Chopin, a execução de uma triste melodia no piano, assistiu maravilhada à modificação do ambiente, no que foi se transformando em árvores terrenas, estradas tristes, casario modesto, lembrando aldeia de padrão europeu. Ao descrever o evento, Yvonne Pereira diz: "Tão intensamente se impunha esse panorama à nossa perspectiva, que tivemos a sensação de caminhar por uma estrada que - tínhamos certeza - iria findar em local determinado".
O Espírito Charles apressa-se em explicar-lhe que são paisagens da antiga Polônia, que Chopin gosta de recordar e reter, tornando-as presentes, aprofundando-se mentalmente pelo passado.
Do exposto, podemos concluir que:
1) O pensamento age sobre os fluidos, aglutinando-os, dispersando-os, dando-lhes formas, cores, funções e qualidades;
2) Ao agir sobre o meio, torna-se agente modelador das formas ambientais e do próprio perispírito (bem como de outros, qual ocorre no magnetismo e em particular no hipnotismo), de vez que este possui intensa plasticidade, obedecendo ao comando mental que o dirige;
3) Essa ação modeladora ocorre consciente ou inconscientemente, sendo que a duração daquilo que foi plasmado vai depender da persistência e da intensidade do pensamento;
4) A harmonia, a nitidez, a estética, a perfeição, a complexidade e a destinação do que é moldado dependem da evolução do Espírito que gerou pensamento;
5) As mentes desarmonizadas, trazendo remorsos, culpas, traumas, transmitem o teor do pensamento para o ambiente, no que geram regiões infernais, que persistem enquanto alimentadas;
6) Alguns amputados conservam após o desencarne suas amputações, por desconhecerem que poderiam reconstituir mentalmente seus perispíritos, ou por não possuírem condições mentais e/ou morais, para tal operação plástica;
7) O Espírito, a depender de sua evolução, pela ação do pensamento, pode fazer alimentos, vestimentas, habitações, utensílios, medicamentos e tudo quanto desejar, conquanto haja potência para tal em seu pensar e amor em seu coração.
Concluímos ainda que o Espírito é responsável pelo peso específico do seu perispírito. Viciando sua mente em pensamentos enfermicos, este se adensa sob a aderência dos fluidos tóxicos, canalizados ao longo dos anos ou das encarnações para a sua tessitura. Isso o fará demorar-se em regiões compatíveis com o seu estado, de onde só sairá quando, através de renovada atuação voltada para o bem, gradativamente se libere do lastro fluídico que acumulou. É então que, desvencilhando-se da habitual inferioridade, vestir-se-á de luz e alçará às vastidões cósmicas, só penetráveis por aqueles cuja senha é a superioridade. Destes é que Jesus falava quando dizia "O Espírito sopra onde quer e vai aonde quer". O perispírito, portanto, não admite maquilagem outra para alindar-se senão a do amor, divino cosmético de beleza eterna.


[Do livro "O Perispírito e Suas Modelações - ARTIGOS]



Fique na Luz Divina!!!

*** DOR X SOFRIMENTO ***


Toda vez que a gente tenta avançar na compreensão da vida, dar um passo

em direção à liberdade, ousar pensar por si mesmo, tomar suas próprias decisões,

enfim, mostrar algum grau de independência, sempre tem alguém, externo ou interno,

que, com a "melhor das intenções", nos ameaça com a "dor".

Alguma dor: separação, solidão, perda, insegurança, dificuldades em geral, etc.

Nos dizem: - Que legal que você pense assim, mas se começar a agir de acordo
(porque pensar pode, fazer é que não pode)
a sua mulher não vai aguentar e poderá te deixar; você talvez perca o emprego; quem sabe vá ser perseguido por uma dessas instituições oficiais que existem para garantir que tudo vai continuar como sempre foi; ou então as pessoas vão te achar muito esquisito e não vão querer ser seus amigos; você vai ficar sem grana, passar "dificuldades"... e por aí afora.

É interessante lembrar que essa ameaça começou quando éramos pequenos,
quando nos arriscávamos a fazer diferente das outras crianças e sempre tinha aquele "pó-de-arroz" na turma que achava que fazer "bonitinho prá fessôra" era a única coisa que importava e te dedava, ou os amiguinhos sumiam por medo, ou os mais velhos davam longas lições de moral e às vezes até o amor dos pais ficava a perigo.

E assim, desde essa época, pequenininhos ainda, nos acostumamos a evitar esses procedimentos que, sem sombra de dúvida, nos causariam dor, e tratamos de ser bem comportadinhos, de preferência tomando atitudes medianas que agradassem o maior número de pessoas possível.

Com o tempo fomos nos esquecendo dessas origens e nem mesmo reconhecemos mais as ameaças – agora implícitas. Começamos a conviver com elas como se fossem tão naturais como a chuva e, pior, começamos nós também a ameaçar os outros.
Viramos rinocerontes, como disse aquele autor famoso.

Olhares opacos e tristonhos.

O medo da dor tem sido o mecanismo de controle pessoal e social mais eficiente e o mais utilizado há milénios. Tem grande aceitação social e já se confundiu com a "natureza" da vida. "Shit happens...," dizem os americanos.

No entanto, com o avanço do Trabalho Sobre Si Mesmo, onde retomamos o
impulso do menino de descobrir o Mundo, começamos a nos lembrar de que
isso não precisa ser assim, se você não quiser.
Percebemos que o mecanismo de controle está todo baseado nua grande confusão, num suporte frágil que não resiste a uma boa avaliação sincera. Senão vejamos:

Todo esse mecanismo é controlado em última instância pelo nosso agora
conhecidíssimo adversário: o ego, que manobrou habilmente para permanecer nas sombras durante séculos mas que vem sendo exposto definitivamente, para seu desespero, porque sabe que isso significa que seus dias sobre esta Terra estão contados. No entanto, sua habilidade e malícia foram grandemente aperfeiçoadas no longo período em que deteve o poder absoluto sobre nossas vidas.

Durante todo esse tempo o ego, que se alimenta especialmente de medo e sofrimento, criou uma confusão fundamental à qual acabamos nos acostumando:

Ele nos convenceu de que dor e sofrimento são a mesma coisa!

O medo da dor era justificado porque o sofrimento seria inevitável e assim só nos restava sentir: ou medo da dor que poderia acontecer ou sofrimento pela dor que já havia acontecido em nossas vidas. Pior que vida de cachorro, não é? Não tínhamos saída.

Qualquer dor, física ou emocional, significava sofrimento certo. Uma picada de agulha, uma dor de dentes, uma batida na ponta da mesa, o rompimento de um relacionamento, a perda de alguém querido por qualquer razão,... etc.
Tínhamos que evitar tudo isso ou então sofrer com resignação
os baques "naturais"da vida.

Só que nós descobrimos – e tem cada vez mais gente descobrindo -
que dor é dor e sofrimento é sofrimento!

Dor é o fato, a coisa acontecida. Sofrimento é a nossa resposta ao fato, nossa reação.

Dor costuma ser rápida, durar pouco: uma picada, uma pancada, uma perda, uma rejeição. Sofrimento costuma se arrastar, às vezes por dias, anos ou
até por toda uma vida, permitindo assim que o seu criador – o ego – sobreviva sem esforço às custas da nossa melhor energia. A dor sempre pode acontecer nesse mundo feito de tempo e corpos.

O sofrimento não precisa acontecer, ou pelo menos podemos aprender a gerenciá-lo, impedir que ele se arraste indefinidamente e acabar controlando-o com a prática
(muita prática é verdade, porque estamos muito bem treinados na atitude oposta, de deixar o sofrimento fluir livremente como se fosse algo neutro
ou que até nos enobrecesse! Que ingenuidade! ).

Dor, às vezes é física, às vezes é mental. Sofrimento é sempre mental e, portanto, está sempre ao nosso alcance. Se aprendermos a eliminar o componente de sofrimento da dor ela perderá todo o seu poder de nos causar medo e aí nem medo nem sofrimento nos incomodarão mais.

Resultado: mais liberdade e mais alegria - e menos ego.

E como podemos fazê-lo?
Compreendendo a verdadeira dimensão de todos os fatos que acontecem
nessa vida, o que inclui necessariamente a morte.

O poder do sofrimento está apoiado firmemente no cultivo dos valores do ego
ao longo de toda uma vida, e não só da nossa vida pessoal
mas também dos que vieram antes de nós e formaram nossa cultura.

Quando valorizamos suas ideias, seus critérios, sua forma de interpretar os acontecimentos da vida, estamos inconscientemente gerando sofrimento dentro de nós e distribuindo-o para todos à nossa volta.
Quando caminho pela rua e vejo pessoas que julgo dessa ou daquela maneira, feias ou bonitas, magras ou gordas, altas ou baixas, e levo em conta esses julgamentos "inocentes" na minha relação com elas, estou deixando de ver a sua verdade, que é a de que são seres perfeitos, como eu, sem culpa e imortais.
Qualquer que seja a forma que estejam assumindo neste momento particular, se eu me fixo nesta aparência e me esqueço da verdade então estou gerando sofrimento.
E não é "pouco" ou "muito" sofrimento.
É simplesmente todo sofrimento que existe.

O ego nos faz ficar surpresos com tanta simplicidade e tanta responsabilidade, não é?

Mas estamos nos acostumando a elas. E quando às vezes alguém mais experiente
tenta me alertar para como as coisas estão realmente acontecendo eu,
devido ao meus longos anos de treinamento contínuo e ao fato de ver todo mundo fazendo o mesmo – gerando sofrimento sem perceber - ainda hesito em acreditar. Muitas vezes até fico bravo e o ataco (mais um truquezinho!).

Nossa saída está em começarmos a abandonar os julgamentos de qualquer natureza, principalmente os mais comuns e que pareçam ser os mais inocentes, pelo simples fato de que não há julgamentos inocentes.
É preciso aprender a evitar a sedução da forma e ir além até o conteúdo verdadeiro.
Se há julgamento há sofrimento, essa é a lei simples que nós mesmos criamos.
Em seu lugar nos acostumaremos a colocar o silêncio.

A dor vivenciada por uma mente habituada ao silêncio
é uma experiência completamente diferente.

Tem um caráter neutro e já não nos assusta mais. Não temos mais medo dela por isso não precisamos mais fugir. Economizamos uma enorme quantidade de energia, o que nos impulsiona mais à frente ainda. Começamos a buscar outros desafios e a perceber a incrível beleza que nos cerca neste mundo.

Nossos olhos finalmente começam a se abrir e a alegria de estar vivo volta a ser o nosso estado natural novamente.
Se estivermos acostumados a tratar o sofrimento de forma madura então a dor não precisará mais ser temida e a nossa vida começará a florescer.

Não se esqueçam: a dor acontece neste mundo de tempo e corpos mas o sofrimento pode ser evitado e a paz pode voltar a ser o nosso estado normal.
Sem esforço, como tudo que é verdadeiro.


*Enviado por: Blanca Paes



Fique na Luz Divina!!!

*** A ESPIRITUALIDADE DO SOL ***


O sol é uma fonte imensurável de vida, é um acumulo de energia típico do nosso sistema planetário, a maior expressão de Deus em favor dos espectadores que carecem dele.

Quando meditamos na grandeza do sol e no que ele significa para nos e para as coisas da Terra, a sensibilidade nos leva a uma analogia profunda e, por assim dizer, a uma humildade benéfica que se traduz em amor ao Criador. A profusão de energias
positivas, oriundas do sol, atenua o magnetismo inundado do ambiente da Terra e desintegra grande parte de ondas mentais que, por invigilância, deu-se oportunidade de formar.

A luz é ação realmente benfeitora em todas as circunstâncias. Ela é como uma câmera fotográfica de alta sensibilidade, plasmando tudo que clareia e viajando para o cosmos infinito com todo o arquivo daquilo que presenciou. Os fotons da luz do Astro-Rei viajam em todas as direções com a velocidade que lhes é peculiar. Eis então a pressa de fazer o bem, onde quer que seja. Cada filete luminoso é uma mensagem de esperança ou diminuta parte a?cumulada do amor universal de Deus para estabelecer a paz e a alegria.

Procurai, na hora das vossas orações, visualizar um sol saindo no horizonte, banhando todo o vosso corpo, e infiltrando em vos energias novas, como, também, em quem desejardes que seja beneficiado pelas vossas rogativas.

A auto-sugestão, para que isso se torne uma realidade, é muito interessante, porque isso é ação,fé, esperança, potencialidades positivas de valores incontestáveis.

Se não presenciastes ainda um nascer do sol em dias límpidos, fazei o favor de assistir ao maior espetáculo da Terra. E conversai com essa luz que vos olha, que vos entende, que vos beneficia. O sol é como um olho de Deus em favor da existência no planeta. Quando estais comendo uma fruta, sabeis quanto tem nela de sol? Quando estais bebendo um copo de água, já pensastes o quanto de energia solar ali estão para vos beneficiar? Quando estais respirando, a gama solar está penetrando em vos. Ele ainda é pai e mãe dos planetas que nos cercam.

Qualquer um de nós pode ser um sol na vida de muitas pessoas. Depende de
desentulharmos a mente, quebrarmos a casca que nos envolve, de egoísmo e presunção, de maldade e de orgulho, reconhecendo o Soberano Arquiteto do Universo como a fonte de vida universal. E passaremos a participar, positivamente, de todos os elementos da Terra, infiltrando energias superiores em todos os corações.

O sol, como centro energético de todo o nosso sistema, recebe, diretamente, fluidos imponderáveis de alta potencialidade espiritual das mais luminosas, dos engenheiros siderais junto ao Cristo. E como reator cósmico distribui, a nós outros, na cadência que lhe é própria. E a alma, quando se torna um Sol espiritual, sintoniza-se igualmente com grandes benfeitores do mundo maior, recebendo destes uma profusão de energias divinas, consubstanciando-as em fluidos eletromagnéticos, e redistribuindo-as para os sofredores, para todos os homens, animais e coisas que os cercam.

Já pensastes no valor da vossa disposição no bem? Antes de tomardes o vosso leito, para o devido descanso do corpo, limpai a vossa mente dos contrastes do mundo, colocai em vossos pensamentos a paz, nos vossos lábios um sorriso,
e formulai uma pequena prece de agradecimento pela escola da Terra durante o dia, e ide para o algum, lutar em outra dimensão, tranquilo de terdes cumprido o vosso dever.

E no amanhecer, fazei o mesmo. Cantai por dentro, que alguém canta para vós por fora, e a vossa vida se tornará um sol para a vida.


Fique na Luz Divina!!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

*** PSICOTERAPIA ***


1- INTRODUÇÃO


A psicoterapia é a única forma de terapia que existe. Já que só a mente pode estar doente, só a mente pode ser curada. Esse não parece ser o caso, pois as manifestações desse mundo, de fato, parecem ser reais. A psicoterapia é necessária de modo que o individuo possa começar a questionar a realidade disso. Algumas vezes ele é capaz de começar a abrir a sua mente sem ajuda formal, mas, mesmo nesse caso, o que lhe permite fazer isso é algo que muda na sua percepção dos relacionamentos inter-pessoais. Algumas vezes ele precisa de um relacionamento mais extenso e estruturado com um terapeuta ‘oficial’. Seja como for, a tarefa é a mesma: é preciso ajudar o paciente a mudar a sua mente sobre a ‘realidade’ das ilusões.



2- PROPÓSITO DA PSICOTERAPIA


Dito muito simplesmente, o propósito da psicoterapia é remover os bloqueios à verdade. O seu objetivo é ajudar o paciente a abandonar o seu sistema fixo de delusões e começar a reconsiderar as relações falsas de causa e efeito nas quais ele se baseia. Ninguém neste mundo escapa do medo, mas todos podem reconsiderar as suas causas e aprender a avaliá-las corretamente.
Deus deu a todos um Professor cuja sabedoria e ajuda em muito excedem quaisquer contribuições que um terapeuta terreno possa oferecer. No entanto, existem momentos e situações nos quais um relacionamento terreno entre paciente e terapeuta pode vir a ser o meio através do qual Ele oferece as Suas maiores dádivas aos dois.

Que melhor propósito qualquer relacionamento poderia ter do que convidar o Espírito Santo a participar dele dando-lhe a grande dádiva da alegria? Que meta mais elevada qualquer um poderia ter do que aprender a invocar a Deus e ouvir a Sua Resposta? E que objetivo mais transcendente pode haver do que revocar o Caminho, a Verdade e a Vida e lembrar-se de Deus?
Ajudar nisso é o propósito adequado da psicoterapia. Que outra coisa poderia ser mais santa? Pois a psicoterapia, propriamente compreendida, ensina o perdão e ajuda o paciente a reconhecê-lo e aceitá-lo. E, na sua cura, o terapeuta é perdoado junto com ele.

A psicoterapia, portanto, tem que restaurar na sua consciência a capacidade de tomar suas próprias decisões. Ele tem que estar disposto a reverter o seu modo de pensar e a compreender que o que ele pensava que projetava os seus efeitos sobre ele era constituído das suas projeções sobre o mundo. O mundo que ele vê, portanto, não existe. Até que isso seja finalmente aceito, pelo menos em parte, o paciente não pode ver a si mesmo como realmente capaz de tomar decisões. E ele lutará contra a sua liberdade porque pensa que é a escravidão.

O paciente não precisa pensar na verdade como um Deus para fazer progressos no caminho da salvação. Mas ele precisa começar a separar a verdade das ilusões, reconhecendo que não são a mesma coisa e passando a estar cada vez mais disposto a ver ilusões como falsas e aceitar a verdade como verdadeira. O seu Professor o levará adiante a partir daí, tanto quanto ele estiver pronto para seguir. A psicoterapia só pode economizar tempo. O Espírito Santo usa o tempo como Ele acha melhor, e nunca está errado.
A psicoterapia sob a sua orientação é um dos meios que Ele usa para economizar tempo e preparar mais professores para o Seu trabalho. Não há fim para a ajuda que Ele começa e dirige. Seja qual for a estrada que Ele escolha, toda psicoterapia conduz a Deus no final. Mas isso está a Seu cargo.

Nós todos somos Seus psicoterapeutas, pois Ele quer que todos nós sejamos curados n’Ele.




3 - PROCESSO DA PSICOTERAPIA


Introdução

A psicoterapia é um processo que muda o conceito do ser. No seu ponto alto, esse ‘novo’ ser é um auto-conceito mais benéfico, mas dificilmente se pode esperar que a psicoterapia estabeleça a realidade. Essa não é a sua função. Se ela pode abrir caminho para a realidade, conseguiu o seu sucesso máximo. Toda a sua função, afinal, é ajudar o paciente a lidar com um erro fundamental: a crença segundo a qual a raiva lhe traz algo que ele realmente quer e que, por justificar o ataque, ele está protegendo a sim mesmo. Seja qual for a extensão na qual ele venha a dar-se conta de que isso é um erro, nessa medida ele está verdadeiramente salvo.

Pacientes não entram num relacionamento psicoterapêutico com essa meta em mente. Ao contrário, esses conceitos significam pouco para eles, ou não precisariam de ajuda. O seu objetivo é serem capazes de manter os seus auto-conceitos exatamente como são, mas sem o sofrimento que acarretam.


Todo o seu equilíbrio se baseia na crença insana de que isso é possível. E, como para a mente sã isso é claramente impossível, o que buscam é mágica. Em ilusões o impossível é facilmente realizado, mas só ao custo de tornar as ilusões verdadeiras. O paciente já pagou esse preço. Agora ele quer uma ilusão ‘melhor’.

No inicio, portanto, a meta do paciente e a do terapeuta não estão de acordo. O terapeuta assim como o paciente podem valorizar auto-conceitos falsos, mas as suas respectivas percepções da ‘melhora’ ainda tem que divergir. O paciente espera aprender como conseguir mudanças que ele quer sem mudar o seu auto-conceito em qualquer medida significativa. Ele espera, de fato, estabilizá-lo suficientemente para incluir dentro dele os poderes mágicos que ele busca na psicoterapia. Ele quer fazer com que o vulnerável venha a ser invulnerável e o finito ilimitado. O ser que ele vê é o seu deus, e ele busca apenas para servi-lo melhor.

Independentemente da sinceridade do próprio terapeuta, ele não pode deixar de querer mudar o auto-conceito do paciente de algum modo que ele acredita ser real. A tarefa da terapia é reconciliar essas diferenças. Espera-se que ambos aprenderão desistir dessas metas originais, pois é apenas em relacionamentos que a salvação poder ser encontrada. No inicio, é inevitável que tanto pacientes quanto os terapeutas aceitem metas que não são realistas e que não estão completamente livres dos tons menores da magia. Esses são finalmente abandonados nas mentes de ambos.


4 - OS LIMITES DA PSICOTERAPIA


Apesar disso, o resultado ideal raramente é conseguido. A terapia começa quando se compreende que a cura é da mente e, em psicoterapia, aqueles que se encontram já acreditam nisso. Pode ser que não consigam chegar muito adiante, pois ninguém aprende o que está além daquilo que ele próprio está pronto para aprender. Contudo, níveis de prontidão mudam, e quando o terapeuta ou o paciente atinge o próximo nível, um relacionamento lhe será oferecido que satisfaz aquela necessidade mudada. Talvez eles se encontrem outra vez e avancem no mesmo relacionamento, tornando-o mais santo. Ou talvez cada um deles entre em um outro compromisso. Tem certeza disso: cada um progredirá. O retrocesso é temporário. A direção predominante é o progresso rumo a verdade.

A psicoterapia em si mesma não pode ser criativa. Esse é um dos erros engendrados pelo ego: que ele é capaz de mudanças verdadeiras e, portanto, de verdadeira criatividade. Quando nós falamos da “ilusão que salva” ou do “sonho final”, não é a isso que nos referimos, mas aqui está a última defesa do ego. “Resistência” é o seu modo de olhar para as coisas: a sua interpretação de progresso e crescimento. Essas interpretações estarão necessariamente erradas porque são delusórias. As mudanças que o ego busca fazer não são realmente mudanças. São apenas sombras mais profundas, ou talvez as nuvens se combinem em padrões diferentes. Contudo, o que é feito do nada não pode ser chamado de novo ou diferente. Ilusões são ilusões; verdade é verdade


A resistência, tal como é definida aqui, pode ser característica tanto de um terapeuta quanto de um paciente. Nos dois casos, ele coloca um limite na psicoterapia porque restringe os seus objetivos. E o Espírito Santo também não pode luta contra as intrusões do ego no processo terapêutico. Mas Ele esperará, e a Sua paciência é infinita. A Sua meta é sempre indivisa. Sejam quais forem as resoluções que o paciente e o terapeuta tomem com relação às metas divergentes, elas não podem ser totalmente reconciliadas em uma só até que eles se unam com a Sua. Só então todo o conflito termina, pois só então pode haver certeza.

Em sua forma ideal, a psicoterapia é uma série de encontros santos nos quais irmãos se unem para abençoar um ao outro e receber a paz de Deus. E isso um dia virá acontecer para cada ‘paciente’ na face da terra, pois quem exceto um paciente poderia jamais ter vindo aqui? O terapeuta é apenas um professor de Deus mais especializado. Ele aprende ensinando, e quanto mais avançado ele é, mais ensina e aprende. Mas seja qual for o estágio no qual ele estiver, há pacientes que precisam dele exatamente daquele modo. Eles não podem receber mais do que podem dar por enquanto. No entanto, ambos encontrarão a sanidade no fim.


5 - O LUGAR DA RELIGIÃO NA PSICOTERAPIA


Para ser um professor de Deus não é necessário ser religioso ou sequer acreditar em Deus em qualquer medida reconhecível.
È necessário, contudo, ensinar o perdão ao invés da condenação. Mesmo nisso não é preciso que haja uma dedicação consistente, pois alguém que estivesse chegado a este ponto poderia ensinar a salvação de forma completa, em um instante e sem nenhuma palavra.

Mas aquele que aprendeu todas as coisas não precisa de professor, e os curados não precisam de terapeuta.
Os relacionamentos ainda são o templo do Espírito Santo e serão feitos perfeitos no tempo e restaurados à eternidade.

A religião formal não tem lugar na psicoterapia, mas também não tem lugar na religião. Nesse mundo, há uma tendência surpreendente de juntar palavras contraditórias em um termo sem que se perceba a contradição de forma alguma. A tentativa de dar uma forma à religião é tão obviamente uma tentativa do ego para reconciliar o irreconciliável que dificilmente seria necessário elaborar sobre esse ponto.

Religião é experiência; psicoterapia é experiência.
Nos seus níveis mais altos podem unificar-se. Nenhuma das duas é a verdade em si mesma, mas ambas podem conduzir a verdade, que permanece perfeitamente óbvia, a não ser remover obstáculos aparentes à verdadeira consciência?

Ninguém que aprenda a perdoar pode deixar de lembrar-se de Deus. Portanto, o perdão é tudo o que precisa ser ensinado, porque é tudo o que precisa ser aprendido. Todos os bloqueios à lembrança de Deus são formas que não foram perdoadas, e nada mais. Isso nunca é claro para o paciente, e raramente para o terapeuta. O mundo convocou todas as suas forças contra essa única consciência, pois nela se acha o fim do mundo e de tudo o que ele representa.

Contudo, a consciência de Deus não é uma meta razoável para a psicoterapia. Isso virá quando a psicoterapia estiver completa, pois quando há perdão a verdade não pode deixar de vir. De fato, seria injusto que fosse preciso acreditar em Deus para se conseguir um sucesso terapêutico. A crença em Deus também não é realmente um conceito significativo, pois Deus só pode ser conhecido.

Acreditar implica que é possível não acreditar, mas o conhecimento de Deus não tem nenhum oposto verdadeiro. Não conhecer a Deus é não ter conhecimento, e é para isso que a negação do perdão conduz, Sem conhecimento, só se pode ter crenças.

Instrumentos de ensino diferentes fazem apelo a pessoas diferente. Algumas formas de religião não tem nada a ver com Deus; e algumas formas de psicoterapia não tem nada haver com cura. No entanto, se o aluno e o professor se unem ao compartilhar uma única meta, Deus entrará em relacionamento porque Ele foi convidado a participar. Da mesma forma, uma união de propósito entre paciente e terapeuta restaura Deus ao Seu lugar de ascendência, primeiro através da visão do Cristo e, depois, através da memória do próprio Deus.

O processo da psicoterapia é a volta à sanidade. Professor e aluno, terapeuta e paciente, todos são insanos, ou não estariam aqui. Juntos podem achar um atalho de volta, pois ninguém encontrará sanidade sozinho.

Se a cura é um convite a Deus para que Ele entre em Seu Reino, que diferença pode fazer como o convite foi escrito?
Será que o papel importa, ou a tinta, ou a caneta? Ou é aquele que escreve que faz o convite? Deus vem á aqueles que querem restaurar o Seu mundo, pois eles acharam o meio de chamá-Lo. Se duas pessoas estão unidas, Ele não pode deixar de estar presente.
Não importa qual é o seu propósito, mas eles precisam compartilhá-lo integralmente para ter sucesso. É impossível compartilhar uma meta que não é abençoada pelo Cristo, pois o que não é visto pelos olhos é fragmentado demais para ser significativo.

Como a religião verdadeira cura, a verdadeira psicoterapia também não pode deixar de ser religiosa. Mas ambas têm muitas forma, porque nenhum bom professor usa um único enfoque para todos os alunos. Ao contrário, ele ouve pacientemente cada um e deixa-o formular seu próprio currículo, não a meta do currículo, mas a melhor forma para o objetivo que ela estabelece para ele. Talvez o professor não pense em Deus como parte do ensinamento. Talvez o psicoterapeuta não compreenda que a cura vem de Deus. Eles podem ter sucesso onde muitos que acreditam que encontraram Deus falharão.

O que pode o professor fazer para garantir o aprendizado? O que deve fazer o terapeuta para trazer a cura?
Só uma coisa: o mesmo requisito que a salvação faz a qualquer pessoa.
Cada um tem que compartilhar uma meta com uma pessoa, e fazendo isso, perder todo o senso de interesses separados. Só fazendo isso é possível que o professor e o aluno, o terapeuta e o paciente, eu e tu aceitemos a Expiação e aprendamos a dar assim como foi recebido.

A comunhão é impossível sozinho. Ninguém que se coloque à parte pode receber a visão de Cristo. Ela lhe é oferecida, mas ele não pode estender a mão para recebê-la.
Que ele fique quieto e reconheça que a necessidade do seu irmão é a sua; e veja que ambas são satisfeitas como uma só, pois elas são a mesma.

O que é a religião senão um instrumento para ajudá-lo a ver que é isso é assim? E o que é a psicoterapia exceto uma ajuda na mesma direção?
È a meta que faz com que esses processos sejam o mesmo, pois eles são um em propósito e tem de ser um em seus meios


III - O PAPEL DO PSICOTERAPEUTA


O Psicoterapeuta é um líder no sentido de que ele caminha um pouco na frente do paciente e o ajuda a evitar umas poucas armadilhas ao longo da estrada por vê-las em primeiro lugar. Na forma Ideal, ele é também um seguidor, pois Alguém deve caminhar na sua frente para dar-lhe a luz para ver. Sem esse Alguém, ambos irão tropeçando cegamente em direção a lugar nenhum. No entanto, é impossível que esse alguém esteja totalmente se a meta é a cura. Ele pode, contudo, não ser reconhecido. E, nesse caso, a pouca luz que pode ser aceita é tudo o que existe para iluminar o caminho da verdade.

A cura é limitada pelas limitações do psicoterapeuta, assim como do paciente. O objetivo do processo, portanto, é transcender esses limites. Nenhum dos dois pode fazer isto sozinhos, mas quando se unem, a potencialidade de transcender todas as limitações lhes foi dada. Agora, a extensão do seu sucesso dependerá de quanto dessa potencialidade eles estão dispostos a usar. A disponibilidade pode vir de qualquer um dos dois no inicio e, a medida que o outro a compartilha, ela crescerá. O progresso vem a ser uma questão de decisão; pode chegar quase até o Céu, ou não ir mais longe do que a um passo ou dois do inferno.

É bem possível que a psicoterapia pareça falhar. É até possível que o resultado pareça um retrocesso. Mas no fim não pode deixar de haver algum êxito. Um pede ajuda, um outro ouve e tenta responder na forma de ajuda. Essa é a fórmula para a salvação e não pode deixar de curar. Só metas divididas podem interferir como cura perfeita. Um terapeuta totalmente sem ego poderia curar o mundo sem uma palavra, meramente por estar presente. Ninguém precisa vê-lo ou falar com ele ou sequer saber de sua existência. A Sua simples Presença é suficiente para curar


O terapeuta ideal é um com Cristo. Mas a cura é um processo, não um fato. O terapeuta não pode progredir sem o paciente e o paciente não pode estar pronto para receber o Cristo ou não poderia estar doente. De certa forma, o psicoterapeuta sem ego é uma abstração que está no fim do processo de cura, por demais avançado para acreditar na doença e perto demais de Deus para manter os seus pés na terra. Agora ele pode ajudar através daqueles que têm necessidade de ajuda, pois assim ele executa o plano estabelecido para a salvação.

O psicoterapeuta vem a ser seu paciente, trabalhando através de outros pacientes para expressar os seus pensamentos assim como ele os recebe da Mente do Cristo.


IV - O PROCESSO DE ENFERMIDADE


Como toda terapia é psicoterapia, assim também toda enfermidade é doença mental. É um julgamento feito sobre o Filho de Deus, e o julgamento é uma atividade mental. O julgamento é uma decisão, tomada uma e outra vez, contra a criação e seu Criador. É uma decisão de perceber o universo assim como tu o terias criado. É uma decisão segundo a qual a verdade pode mentir e não pode deixar de ser mentira. Nesse caso, o que poder ser a enfermidade senão uma expressão de pesar e culpa? E quem poderia chorar exceto pela própria inocência?

Uma vez o Filho de Deus é visto como um ser culpado, a enfermidade vem a ser inevitável. Foi pedida e será recebida. E todos aqueles que pedem uma enfermidade, agora condenaram a si mesmos a buscar remédios que não podem ajudar porque sua fé foi colocada na enfermidade e não na salvação.

Não há nada que uma mudança da mente não possa realizar, pois todas as coisas externas são apenas sombras de uma decisão já tomada.
Muda a decisão, e assim como seria possível que a sua sombra ficasse sem ser mudada.
A enfermidade só pode ser a sombra da culpa, grotesca e feia, já é uma mímica da deformidade, Se uma deformidade é vista como real, como poderia ser sua sombra senão deformada?

A descida ao inferno acontece passo a passo em curso inevitável uma vez que a decisão de que a culpa é real foi tomada. A doença, a morte e a miséria agora assombram a terra em ondas incessantes, algumas vezes juntas e algumas vezes em inflexível sucessão. Contudo, todas essas coisas, por mais real que pareçam, são simples ilusões. Quem poderia depositar nelas a sua fé, uma vez que isso é compreendido?
E quem poderia não depositar a sua fé em todas elas até que compreenda isso?

A cura é terapia ou correção, e nós já dissemos, e vamos repetir, que toda terapia é psicoterapia. Curar o doente é, apenas, trazer a ele a consciência disso.

A palavra “cura” passou a ter má reputação entre os terapeutas mais ‘respeitáveis’ do mundo, e com razão. Nenhum deles pode curar e nenhum deles compreende a cura. Na pior das hipóteses, eles apenas fazem com que o corpo seja real em suas próprias mentes e, tendo feito isso, buscam uma mágica, com a qual curar as enfermidades com as quais as suas mentes o dotaram. Como pode tal processo poderia curar? É ridículo do início ao fim. Contudo, tendo iniciado o processo, ele não pode deixar terminar assim. É como se Deus fosse o diabo e precisasse ser encontrado no mal. Como poderia o amor estar presente? E como poderia uma doença curar? Não são ambas uma única pergunta?

Na melhor das hipóteses, e a expressão é talvez questionável aqui, os ‘curadores’ do mundo podem reconhecer a mente como a fonte da enfermidade. Mas o erro está em acreditarem que ela pode curara si mesma. Isso em algum mérito num mundo em que “gradações de erros” é um conceito significativo. Contudo, as suas curas têm que continuar sendo temporárias, ou uma outra enfermidade tem que surgir em seu lugar, pois a morte não foi vencida até que o significado do amor seja compreendido. E quem pode compreender isso sem o Verbo de Deus, dado por Ele ao Espírito Santo como Sua dádiva a ti?

Qualquer tipo de enfermidade poder ser definido como resultado de uma perspectiva que vê o ser como fraco, vulnerável, mau, e em perigo, e assim em necessidade de defesa constante. No entanto, se o ser fosse assim realmente, defendê-lo seria impossível. Portanto, as defesas buscadas para isso não podem deixar de ser mágicas. Elas têm que vencer todos os limites percebidos no ser e ao mesmo tempo fazer um autoconceito novo, no qual o velho não pode reaparecer. Em uma palavra, o erro é aceito como real e se lida com isso através de ilusões. Como a verdade foi trazida às ilusões, a realidade agora passa a ser uma ameaça e é percebida como mal. O amor passa a ser temido porque a realidade é amor. Assim o currículo se fecha contra as “trilhas internas” da salvação.

A enfermidade, portanto, é um equívoco e precisa ser corrigido.Como nós já enfatizamos, a correção não poder ser realizada quando se estabelece em primeiro lugar o ‘direito’ do equivoco para depois ignorá-lo. Se a enfermidade é rela, ela não pode ser ignorada na verdade, pois não ver a realidade é insano. No entanto, esse é o propósito da mágica: fazer com que as ilusões sejam reais através de uma percepção falsa. Isso não pode curar, pois se opõe à verdade. Talvez uma ilusão de saúde a substitua por pouco tempo, mas nunca dura. O medo não pode ser escondido por ilusões, pois é parte delas. Ele escapará e tomará outra forma, sendo a fonte de todas as ilusões.

A doença é insanidade porque toda a doença é doença mental, e nisso não há gradação. Uma das ilusões que nos faz perceber a doença comum algo real é a crença segundo a qual as enfermidades variam de intensidades e grau de ameaçam difere segundo a forma que ela toma. Nisso está a base de todos os erros, pois todos eles não são nada mais que tentativas de barganha por ver apenas um pouquinho do inferno. Isso é uma zombaria tão alheia a Deus que tem que ser para sempre inconcebível. Mas os insanos acreditam nisso porque são insanos.

Um homem louco defenderá as suas ilusões porque nisso vê a sua própria salvação. Assim, ele atacará aquele que tenta salvá-lo, acreditando que o está atacando. Esse currículo curioso de ataque-defesa é um dos problemas mais difíceis com os quais o terapeuta tem que lidar. De fato, essa é a sua tarefa central, o núcleo da psicoterapia. O terapeuta é visto como alguém que está atacando aquilo que o paciente tem de mais caro: o seu retrato de si mesmo. E como esse retrato veio a ser a segurança do paciente assim como ele a percebe, o psicoterapeuta não pode deixar de ser visto como uma fonte de perigo real a ser atacada e até mesmo morta.

O psicoterapeuta, então, tem uma tremenda responsabilidade. Ele tem que parar o ataque sem atacar e, portanto, sem defender-se. É sua tarefa demonstrar que as defesas não são necessárias, e que a indefensividade é força. Esse tem que ser seu ensinamento, se é que sua lição vai ensinar que é seguro ter sanidade. O que não pode parecer por demais enfatizado é que os insanos acreditam que a sanidade é uma ameaça. Esse é o corolário do ‘pecado original’: acredita-se que a culpa é real e inteiramente justificada. Portanto, é função do psicoterapeuta ensinar que a culpa, sendo irreal, não pode ser justificada. E assim ela não pode deixar de continuar a ser tanto indesejável quanto irreal.

A doutrina única da salvação é a meta de toda terapia. Alivia a mente da carga insana da culpa que ela carrega com tanto cansaço e a cura se realiza. O corpo não é curado. Meramente se reconhece o que ele é. Visto corretamente, o seu propósito pode ser compreendido. Nesse caso, há necessidade de doença? Dada essa única mudança, tudo o mais se seguirá. Não há nenhuma necessidade de longas análises, discussões cansativas, e buscas. A verdade é simples, sendo uma só para todos.


V - O PROCESSO DE CURA

Ainda que a verdade seja simples, ela tem que ser ensinada àqueles que já perderam os seus caminhos em labirintos de complexidade sem fim. Essa é a grande ilusão.
Em seu rastro vem a crença inevitável segundo a qual, para se estar seguro, é preciso controlar o desconhecido. Essa estranha crença se baseia em certos passos que nunca atingem a consciência. Em primeiro lugar, é introduzida pela crença de que existem forças a serem vencidas para que se possa viver.

Em seguida, parece que essas forças podem ser mantidas à distância apenas por um auto-conhecimento inflado que mantém na escuridão o que é verdadeiramente sentido e busca trazer as ilusões à luz.

Vamos lembrar que aqueles que vêm a nós em busca de ajuda estão amargamente amedrontados. O que eles acreditam que pode ajudar, só lhes pode causar dano, pode ajudar. O progresso passa a ser impossível até que o paciente seja persuadido a reverter no seu modo distorcido de olhar para o mundo, o seu modo distorcido de olhar para si mesmo. A verdade é simples. Contudo, precisa ser ensinada àqueles que pensa que ela vai colocá-los em perigo.

Precisa ser ensinada àqueles que vão atacar porque se sentem em perigo e àqueles que precisam da lição da indefensividade acima de todas as coisas, para mostra-lhes o que é força.

Se esse mundo fosse ideal, poderia talvez haver uma terapia ideal. E, no entanto, seria inútil em um estado ideal. Falamos de um ensinamento ideal em um mundo no qual o professor perfeito não poderia permanecer por muito tempo; o psicoterapeuta perfeito é apenas um vislumbre de um pensamento ainda não concebido. Todavia continuamos falando do que ainda pode ser feito para ajudar os insanos dentro das limitações do alcançável. Enquanto estão doentes, podem e devem ser ajudados. Nada mais do que isso é pedido à psicoterapia; nada menos do que tudo o que ele tem para dar é digno do terapeuta. Pois o próprio Deus lhe oferece a seu irmão como Aquele que o salva do mundo.
A cura é santa.

Nada no mundo é mais santo do que ajudar àquele que pede ajuda. E duas pessoas chegam muito perto de Deus nessa tentativa, por mais que ela seja limitada, por mais que lhe falte sinceridade. Onde dois se uniram com a intenção da cura, Deus está presente. E Ele garantiu que em verdade os ouvirá e lhes responderá. Eles podem estar certos de que a cura é um processo que Ele dirige porque está de acordo a Sua Vontade.
Nós temos o Seu Verbo para nos guiar, enquanto tentamos ajudar nossos irmãos.

Que não nos esqueçamos de que somos impotentes por nós mesmos, e nos vamos apoiar em uma Força além do nosso pequeno escopo quanto ao que devemos ensinar, e também ao que devemos aprender.

Um irmão em busca de auxílio pode trazer-nos dádivas além das dimensões percebidas em qualquer sonho. Ele nos oferece a salvação, pois vem a nós como Cristo e Salvador. O que Ele pede é pedido por Deus através d’Ele. E o que fazemos por ele vem a ser a dádiva qye damos a Deus. O sagrado pedido de ajuda do Filho santo de Deus na angústia que ele percebe só pode ser respondido pro seu Pai. No entanto, Ele precisa de uma voz com a qual expressar o Seu Verbo santo, de uma mão para alcaçar o Seu Filho e tocar o seu coração. Em tal processo, quem poderia deixar de ser curado? Essa interação santa é o plano do próprio Deus, através do qual o Seu Filho é salvo.

Pois dois se uniram. E agora as promessas de Deus são mantidas por Ele. Os limites colocados em ambos, paciente e terapeuta, não contarão absolutamente, pois a cura começou.
O que eles têm que começar, seu Pai completará. Pois Ele nunca pediu mais do que a menor disponibilidade, o avanço mais mínimo, o mais fraco dos murmúrios em favor do Seu Nome. Pedir ajuda, seja qual for a forma que isso tome, não é senão um chamado a Ele. E Ele mandará a Sua Resposta através do terapeuta que melhor pode servir ao Seu Filho em todas as suas necessidades presentes. Talvez a resposta não pareça ser uma dádiva do Céu. Pode até parecer uma piora e não uma ajuda. Ainda assim, que o resultado não seja julgado por nós.

Em algum lugar todas as dádivas têm que ser recebidas. No tempo nenhum esforço pode ser feito em vão. Não é a nossa perfeição que nos é pedida em nossas tentativas de curar. Já estamos enganados se pensamos que haja alguma necessidade de cura. E a verdade virá anos através de alguém que parece compartilhar o nosso sonho de doença. Vamos ajudá-lo a perdoar a si mesmo por todas as dádivas pelas quais ele quer condenar a si mesmo sem causa. A sua cura é a nossa. E ao vermos a impecabilidade brilhar nele através do véu da culpa que cobre o Filho de Deus com uma mortalha, nós contemplaremos nele a face do Cristo e compreenderemos que não é senão a nossa.

Vamos ficar em silêncio diante da Vontade de Deus, e fazer o que ela determinou que façamos. Há apenas um caminho pelo qual podemos chegar onde todos os sonhos começaram. E é lá que vamos deixá-lo de lado, para vir embora em paz para sempre.

Ouve o pedido de ajuda de um irmão e responde-o. Será a Deus que responderás, pois O chamaste. Não há nenhum outro caminho para ouvir a Sua Voz. Não há nenhum outro caminho para achar o teu Ser. A cura é santa, pois o Filho de Deus retorna ao Céu através do seu abraço benigno. Pois a cura lhe diz, através da Voz por Deus, que todos os seus pecados foram perdoados.
25/1/2008 15:52 | Enviar uma mensagem | Link Permanente | Exibir trackbacks (0) | Incluir no blogPSICOTERAPIA
VI - A DEFINIÇÃO DA CURA

O processo da psicoterapia pode, então, ser definido simplesmente como perdão, pois a cura não pode ser nenhuma outra coisa, Os que não perdoam estão doentes, acreditando que não foram perdoados. Apegando-se à culpa, abraçando-a fortemente, e oferecendo-lhe abrigo, protegendo-a com amor e defendendo-a em constante estado de alerta – estão apenas recusando-se inflexivelmente a perdoar.
“Deus não pode entrar aqui” os doentes repetem uma e outra vez, enquanto choram a sua perda e ainda assim se regozijam nela. A cura acontece quando um paciente começa a ouvir a lamentação fúnebre que canta e questiona a sua validade. Até que ele a ouça, não pode entender que é ele mesmo que canta para si próprio. Ouvi-la é o primeiro passo na recuperação. Questioná-la tem que vir a ser sua escolha.

Há uma tendência e muito forte de ouvir essa canção da morte apenas por um instante, e depois despedi-la sem correção. Esses momentos fugazes de consciência representam as muitas oportunidades que nos são dadas para ‘mudar o tom’ literalmente . O som da cura pode ser ouvido em vez disso. Mas, em primeiro lugar, a disponibilidade de questionar a ‘veracidade’ da canção da condenação tem que surgir.

As estranhas distorções tecidas inexplicavelmente no auto-conceito de cada um, que é em si mesmo uma pseudo-criação, faz com que esse som tão feio pareça verdadeiramente belo.
“O ritmo do universo”, “o arauto da canção dos anjos”, tudo isso e muito mais ainda é ouvido em vez dos altos guinchos dissonantes.

O ouvido traduz, ele não ouve. O olho reproduz, ele não vê. A sua tarefa é tornar agradável seja o que for que seja chamado, por mais desagradável que possa ser. Eles respondem às decisões da mente, reproduzindo os seus desejos e traduzido-os em formas aceitáveis e aprazíveis


Algumas vezes o pensamento por trás da forma vem a tona, mas apenas por um breve instante e a mente se amedronta e começa a questionar a própria sanidade. Contudo, ela não permitirá que seus escravos mudem as formas que contemplam, os sons que ouvem. Esses são os seus ‘remédios’, seus ‘salvos condutos’ através da insanidade.

Esses testemunhos que os sentidos trazem não têm senão um propósito: justificar o ataque e assim manter o que não foi perdoado sem ser reconhecido pelo que é. Visto sem disfarces, isso é intolerável. Sem proteção não poderia subsistir. Aqui toda a doença é valorizada, sem o reconhecimento de que é assim. Pois quando o que não foi perdoado não é reconhecido, a forma que toma parece ser outra coisa.

E agora é essa ‘outra coisa’ que parece aterrorizar. Mas não é a ‘outra coisa’ que pode ser curada. Não está doente, e não precisa de nenhum remédio. Concentrar os teus esforços para cura aqui é apenas futilidade. Quem pode curar o que não pode estar doente e fazer com que bom?

A doença toma muitas formas e assim também a indisponibilidade para perdoar. As formas de cada um apenas reproduzem as formas da outra, pois são a mesma ilusão. Cada uma é traduzida tão fielmente na outra, que um estudo cuidadoso da forma de uma doença toma apontará claramente para a forma da indisponibilidade de perdão que representa.
Contudo, ver isso não efetuará uma cura. Isso é conseguido por apenas um reconhecimento: que só o perdão cura algo que não foi perdoado, e só uma indisponibilidade de perdoar pode fazer surgir qualquer tipo de doença.

A compreensão dessa idéia é a meta final da psicoterapia. Como é realizada? O terapeuta vê no paciente tudo o que ele não perdoou em si mesmo e assim lhe é dada uma outra chance de olhar para isso, abri-lo para reavaliação e perdoá-lo. Quando isso acontece, ele vê que seus pecados desaparecem num passado que não está mais presente. Até que faça isso, não pode deixar de pensar que o mal o está atacando aqui e agora. O paciente é a tela para a projeção de seus pecados, capacitando-o a soltá-los. Se ele retiver uma mancha de pecado naquilo que contempla, a sua liberação será parcial e não será uma certeza.

Ninguém é curado sozinho. Essa é a canção alegre que a salvação canta para todos aqueles que ouvem sua Voz. Essa declaração não pode ser por demais lembrada por todos aqueles que vêem a si mesmo como terapeutas. Os seus pacientes só podem ser vistos como portadores do perdão, pois são eles que vêm demonstrar a própria impecabilidade a olhos que ainda acreditam que o pecado lá está para ser contemplado. No entanto, a prova da impecabilidade, vista no paciente e aceita no terapeuta, oferece à mente de ambos um acordo no qual eles se encontram e se unem e são como um só.


VII - O RELACIONAMENTO IDEAL / PACIENTE E TERAPEUTA


Quem, então, é o terapeuta e quem é o paciente? No fim, todos são ambos. Aquele que precisa de cura tem que curar.
Médico, cura a ti mesmo. Quem mais existe para ser curado? E quem mais tem necessidade de cura? Cada paciente que vem para um terapeuta lhe oferece uma chance para curar a si mesmo. Ele é, portanto, seu terapeuta. E cada terapeuta tem que aprender a curar com cada paciente que vem a ele. Ele assim passa a ser seu paciente. Deus não conhece a separação. Ele tem o conhecimento de que tem apenas um Filho. O Seu conhecimento se reflete no relacionamento ideal entre paciente e terapeuta. Deus vem àquele que chama, e n’Ele ele reconhece a Si mesmo.

Pensa com cuidado, professor e terapeuta, em quem é aquele por quem oras e quem é aquele que tem necessidade de cura. Pois terapia é oração, e a cura é o seu objetivo e o seu resultado. O que é a oração senão a união de mentes em um relacionamento no qual Cristo pode entrar? Essa é a Sua casa, para a qual a psicoterapia O convida.


O que é a cura de sintomas, quando há sempre um outro a ser escolhido? Mas, uma vez que Cristo tenha entrado, que outra escolha existe senão deixa-Lo ficar?
Não há necessidade de nada mais do isso, pois isso é tudo. A cura está aqui, e a felicidade e a paz. Esses são os ‘sintomas’ do relacionamento ideal entre paciente e terapeuta, substituindo aqueles com os quais o paciente veio pedindo ajuda.

O Processo que acontece nesse relacionamento é, de fato, aquele no qual o terapeuta diz, no seu coração, ao paciente que todos os seus pecados foram perdoados, junto com seus próprios. Qual poderia ser a diferença entre a cura e o perdão?
Só Cristo perdoa, conhecendo a Sua impecabilidade. A Sua visão cura a percepção e a doença desaparece. E também não retornará uma outra vez, pois a sua causa foi removida. Isso, no entanto, precisa da ajuda de um terapeuta muito avançado, capaz de se unir com o paciente em um relacionamento santo no qual todo o senso de separação é finalmente é vencido.

Para isso, uma coisa e só uma coisa é necessária: que o terapeuta não se confunda de forma alguma com Deus.
Todos os “curadores não-curados” fazem esta confusão fundamental de uma forma ou de outra, porque não podem deixar de considerar a si mesmos como seres auto-criados ao invés de criados por Deus. Essa confusão está raramente ou nunca na consciência, ou o curador não-curado passaria instantaneamente a ser um professor de Deus, devotando a sua vida à função da verdadeira cura.
Antes de atingir esse ponto, ele pensava estar a cargo do processo terapêutico e era, portanto, responsável pelo seu resultado. Os erros de seu paciente assim passaram a ser os seus fracassos e a culpa veio a ser a capa, escura e pesada, para o que deveria ser a santidade de Cristo.

A culpa é inevitável naqueles que usam o próprio julgamento ao tomar as próprias decisões. A culpa é impossível naqueles através dos quais o Espírito Santo fala.
Fazer passar a culpa é o objetivo verdadeiro da terapia e o objetivo óbvio do perdão. Nisso a sua unicidade pode ser vista claramente. Ainda assim, quem poderia vivenciar o fim da culpa sentindo-se responsável pelo seu irmão no papel de seu guia?

Tal função pressupõe um conhecimento que ninguém aqui pode ter; uma certeza em relação ao passado, ao presente e ao futuro e a todos os efeitos que possam neles ocorrer. Só a partir desse ponto de vista onisciente tal função seria possível. Contudo, nenhuma percepção é onisciente e o diminuto ser de cada um, só, contra o universo, não é capaz de assumir a posse de tal sabedoria, exceto na loucura. Que muitos terapeutas são loucos é óbvio. Nenhum curador não-curado pode ser totalmente são.

Contudo, é tão insano não aceitar a função que Deus te deu quanto inventar uma outra que Ele não te deu. O terapeuta avançado não pode nunca, de forma alguma, duvidar do poder que está nele. E também não duvida da sua Fonte. Ele compreende que todo o poder na terra e no Céu pertence a ele devido a quem ele é. E isso que ele deve ao seu Criador, Cujo Amor está nele e não pode falhar. Pensa no que significa: ele tem as dádivas do próprio Deus para distribuir.

Os seus pacientes são os santos de Deus, que invocam a sua santidade para fazer com que pertença a eles. E a medida que ele dá, eles contemplam a face resplandecente do Cristo que retorna o olhar que eles lhe dão.

Os insanos, pensando que são Deus, não tem medo de oferecer a fraqueza ao Filho de Deus. Mas o que vêem nele por causa disso, de fato, os atemoriza. O curador não curado não pode senão ter medo de seus pacientes e suspeitar neles a traição que vê em si mesmo. Ele tenta curar, e algumas vezes pode conseguir. Mas não terá sucesso, exceto em certa medida e por pouco tempo. Ele não vê o Cristo naquele que chama. Que resposta pode dar àquele que parece ser um estranho, alheio à verdade e pobre em sabedoria, sem deus que tem de lhe ser dado? Contempla o teu Deus nele, pois o que vês será a tua Resposta.

Pensa no que a união de dois irmãos realmente significa. E depois esquece o mundo e todos os seus pequenos triunfos e seus sonhos de morte. Aqueles que são o mesmo são um só, e nada agora pode ser lembrado do mundo da culpa. A sala passa a ser um templo, e a rua um riacho de estrelas que passa de leve por cima de todos os sonhos doentios. A cura está realizada, pois o que é prefeito não precisa de cura, e o que resta a ser perdoado onde não há nenhum pecado?

Sê grato, terapeuta, por poderes ver coisas tais como essas, se apenas compreenderes o teu papel corretamente. Mas, se falhares nisso, terás negado que Deus te criou e assim não saberás que tu és Seu Filho. Quem é teu irmão agora? Que santo pode vir para levar-te para cãs com ele? Tu perdeste o caminho. Epodes agora esperar ver nele uma resposta que tu recusaste a dar? Cura, e fica também curado. Não há nenhuma outra escolha com relação à estrada que possa conduzir à paz.
Ah, deixa o teu paciente entrar, pois ele veio a ti da parte de Deus. Não é a sua santidade suficiente para acordar em ti a memória d’Ele.

VIII - A SELEÇÃO DOS PACIENTES


Todos os que são enviados a ti são teus pacientes. Isso não significa que tu o seleciones, nem que escolhas que tipo de tratamento é adequado. Mas significa que ninguém vem a ti por engano. Não há erros no plano de Deus. Seria um erro, contudo, assumir que sabes o que oferecer a cada um que vem. Isso não cabe a ti decidir.
Há uma tendência a assumir que estás sendo chamado a fazer sacrifícios constantes de ti mesmo por aqueles que vêm. Isso dificilmente poderia ser verdadeiro. Exigir qualquer sacrifício de ti mesmo é exigir sacrifício de Deus e Ele nada conhece acerca de sacrifício.

Quem poderia pedir a Perfeição que seja imperfeita? Quem, então, decide o que cada irmão necessita? Certamente não tu, que ainda não reconhece quem é aquele que pede. Há Algo nele que te dirá, se ouvires. E essa é a resposta: ouve. Não exijas, não decidas, não sacrifiques. Ouve. O que ouves é verdadeiro. Deus mandaria Seu Filho a ti sem estar certo de que reconheces as suas necessidades? Pensa no que Deus está te dizendo: Ele precisa da tua voz para falar por Ele. Que outra coisa poderia ser mais santa? Ou uma dádiva maior a ti? Preferirias escolher quem vai ser deus, ou ouvir a Voz d’Aquele que é Deus em Ti?

Os teus pacientes não precisam estar fisicamente presente para que os sirvas em Nome de Deus. Isso pode ser difícil de lembrar, mas Deus não deixará que Suas dádivas a ti sejam limitadas às poucas pessoas que, de fato, vês. Podes ver outros também, pois ver não se limita aos olhos do corpo. Alguns não precisam de tua presença física. Precisam de ti tanto, ou talvez até mais, no instante em que são mandados. Tu os reconhecerás sob qualquer forma que possa ser mais útil para ambos.

Não importa como vêm. Serão mandados na forma que for mais útil: um nome, um pensamento, um retrato, uma idéia, ou talvez apenas um sentimento de tocar alguém em algum lugar. A união está nas mãos do Espírito Santo. Não pode falhar na sua realização.

Um terapeuta santo, um professor avançado de Deus, nunca esquece uma coisa: ele não fez o currículo da salvação, nem estabeleceu a sua parte nele. Compreende que a sua parte é necessária ao todo, e que através dela ele reconhecerá o todo quando a sua parte estiver completa. Por enquanto, ele tem que aprender, e seus pacientes são os meios que lhe são enviados para esse aprendizado.

O que poderia ele ser, senão grato por eles e para com eles? Eles vêm trazendo Deus. Recusaria ele essa Dádiva por uma pedrinha, ou fecharia a porta ao Salvador do mundo para deixar entrar um fantasma? Que ele não traia o Filho de Deus. Aquele que o chama está muito além da sua compreensão. Contudo, não se regozijaria ele por poder responder, se só assim será capaz de ouvir o chamado e compreender que é o seu próprio?




IX – A PSICOTERAPIA É UMA PROFISSÃO?


Estritamente falando, a resposta é não. Como poderia uma profissão separada ser aquela na qual todos estão engajados? E como poder-se-ia colocar limite numa intensão na qual cada um é tanto paciente quanto terapeuta em todos os relacionamentos nos quais entra? Contudo, falando em termos práticos, ainda pode ser dito que existem aqueles que se devotam primariamente à procura de uma forma ou de outra como sua função principal. E é para ele que um grande número de pessoas se volta em buscas de ajuda. Isso, com efeito, é a prática da terapia. Esses são, portanto, curadores ‘oficialmente’. São devotos à certos tipos de necessidades em suas atividades profissionais, apesar de poderem ser professores muito mais capazes fora delas. Essas pessoas não precisam de regras especiais, é claro, mas podem ser chamadas a usar aplicações dos princípios gerais da cura.

Em primeiro lugar, o terapeuta profissional está numa posição excelente para demonstrar que não há nenhuma hierarquia de dificuldades na cura. Para isso, contudo, ele precisa de um treinamento especial, porque o currículo pelo qual veio a ser um terapeuta provavelmente ensinou-lhe pouco ou nada sobre os princípios reais da cura. De fato, provavelmente ensinou-lhe como fazer com que a cura seja impossível. A maior parte dos ensinamentos do mundo segue um currículo sobre o julgamento, com o objetivo de fazer do terapeuta um juiz.

Até isso o Espírito Santo pode usar, e usará, se Lhe for feito o menor convite. O curador não-curado pode ser arrogante, egoísta, descuidado e mesmo desonesto. Ele pode não estar interessado na cura como sua meta principal. Contudo, alguma coisa aconteceu a ele, por mais leve que tenha sido, quando escolheu ser um curador, por mais equivocada que seja a direção que possa ter escolhido.

Essa ‘alguma coisa’ é suficiente. Mais cedo ou mais tarde essa ‘alguma coisa’ vai surgir e crescer; um paciente tocará o seu coração e o terapeuta lhe pedirá ajuda silenciosamente. Ele próprio achou um terapeuta. Pediu ao Espírito Santo que entre no relacionamento e o cure. Aceitou a Expiação para si mesmo.

Diz-se que Deus olhou para tudo o que havia criado e proclamou que era bom. Não, Ele declarou tudo perfeito, e assim era. E como as Suas criações não mudam e duram para sempre, assim é agora.
No entanto, nem um terapeuta perfeito nem um paciente perfeito podem existir. Ambos não podem deixar de ter negado a sua perfeição, pois a sua própria necessidade um do outro implica num senso de falta. Um relacionamento de pessoa para pessoa não é Um Relacionamento. Contudo é o meio de retornar; o caminho que Deus escolheu para o retorno de Seu Filho. Nesse estranho sonho uma estranha correção tem que entrar, pois só isso é o chamado para o despertar.

E o que mais deveria ser a terapia? Acorda e fica contente, pois todos os teus pecados foram perdoados. Essa é a única mensagem que quaisquer duas pessoas jamais deveriam dar uma à outra.

Alguma coisa boa tem que vir de todos os encontros de pacientes e terapeuta. E essa coisa boa é guardada para ambos, para o dia em que possam reconhecer que só isso era real em seu relacionamento. Naquele momento o que é bom é devolvido a eles, abençoado pelo Espírito Santo como uma dádiva de seu Criador, como sinal de Seu Amor. Pois o relacionamento terapêutico tem que vir a ser como o relacionamento do Pai e do Filho. Não há nenhum outro, pois não há nada mais. Os terapeutas desse mundo não esperam esse resultado, e muitos de seus pacientes não seriam capazes de aceitar a sua ajuda se o esperassem. Contudo, nenhum terapeuta realmente determina a meta dos relacionamentos dos quais faz parte. A sua compreensão começa reconhecendo isso, e depois segue adiante a partir daí.

É no instante que o terapeuta esquece de julgar o paciente que a cura ocorre. Em alguns relacionamentos esse ponto nunca é atingido, apesar de que tanto o paciente quanto o terapeuta possam ter mudado seus sonhos no processo. No entanto, não será o mesmo sonho para ambos, e assim não é o sonho do perdão no qual ambos algum dia irão despertar. O que é bom é guardado; de fato, é valorizado. Mas apenas se ganhou um pouco de tempo. Os novos sonhos irão perder o seu apelo temporário e virão a ser sonhos de medo, que é o conteúdo de todos os sonhos.

Todavia, nenhum paciente pode aceitar mais do que está pronto para receber, e nenhum terapeuta pode oferecer mais do que acredita que tem. E assim há lugar para todos os relacionamentos nesse mundo, e eles trarão tanto bem quanto cada um puder aceitar e usar.

Contudo, quando o julgamento cessa acontece a cura porque só então pode ser compreendido que não há nenhuma hierarquia de dificuldades na cura. Essa é uma compreensão necessária para o curador curado. Ele aprendeu que não é mais difícil despertar um irmão de um sonho do que outro. Nenhum terapeuta profissional pode manter essa compreensão em sua mente de modo consistente, oferecendo-a a todos os que vêm a ele.

Há alguns nesse mundo que chegaram muito perto, mas não aceitaram a dádiva inteiramente para ficar e deixar que sua compreensão permanecesse sobre a terra até o fim dos tempos. Dificilmente poderiam ser chamados de terapeutas profissionais.
Eles são os Santos de Deus. Eles são os Salvadores do mundo. A sua imagem permanece porque escolheram que seja assim. Eles tomam o lugar de outras imagens e ajudam com sonhos benignos.

Uma vez que o terapeuta profissional tenha compreendido que as mentes são unidas, ele também pode reconhecer que a existência de uma hierarquia de dificuldades na cura é sem significado. Contudo, muitos instantes santos podem ser seus ao longo do caminho. Uma meta marca o fim de uma jornada, não o começo, e a medida que cada meta é atingida outra pode ser vagamente vista na sua frente. Muitos terapeutas profissionais ainda estão bem no começo do estágio inicial da primeira jornada. Mesmo aqueles que começaram a compreender o que têm que fazer ainda podem se opor a dar a partida.

Todavia, todas as leis da cura podem pertencer a eles em apenas um instante. A jornada não é longa exceto em sonhos.

O terapeuta profissional tem uma vantagem que pode economizar muito tempo se for usada de forma apropriada. Ele escolheu uma estrada na qual há grande tentação de usar o seu papel equivocadamente. Isso o capacita a passar por muitos obstáculos à paz bem rapidamente, se ele escapar à tentação de assumir uma função que não foi lhe dada. Pra compreender que não há nenhuma hierarquia das dificuldades na cura, ele também tem que reconhecer a igualdade entre ele mesmo e o paciente.

Não há nenhum meio termo nisso. Ou eles são iguais ou não. As tentativas dos terapeutas de barganhar a esse respeito são, de fato, estranhas. Alguns utilizam o relacionamento meramente para colecionar corpos que os adorem no seu santuário, e isso eles consideram que seja cura. Muitos pacientes também consideram esse estranho procedimento como salvação. Contudo, a cada encontro há Alguém que diz:
“Meu irmão, escolhe outra vez”.

Não te esqueças que qualquer forma de especialismo tem que ser defendida e o será. O terapeuta sem defesas tem a força de Deus consigo, mas o terapeuta defensivo perdeu de vista a Fonte de sua salvação. Ele não vê e ele não ouve. Como, então pode ele ensinar? Porque é Vontade de Deus que seu paciente seja ajudado a se unir a ele ali. Porque a sua incapacidade de ver e ouvir não limita o Espírito Santo de forma alguma. Exceto no tempo. No tempo pode haver um grande intervalo entre o oferecimento e a aceitação da cura.

Esse é o véu que cobre a face do Cristo. Contudo, ele não pode deixar de ser uma ilusão porque o tempo não existe e a Vontade de Deus sempre foi exatamente como é.



X – A QUESTÃO DO PAGAMENTO


Ninguém pode pagar pela terapia, pois é a cura de Deus e Ele não pede nada. Contudo, é parte de Seu Plano que tudo no mundo seja usado pelo Espírito Santo para realizar o plano. Mesmo um terapeuta avançado tem algumas necessidades terrenas enquanto está aqui. Se ele tiver necessidade de dinheiro, ele lhe será dado, não em pagamento, mas para ajudá-lo a servir melhor ao plano.
O dinheiro não é um mal. Não é nada. Mas ninguém aqui pode viver sem qualquer ilusão, pois ele ainda tem que lutar para fazer com que a última ilusão seja aceita por todos em todos os lugares.

Ele tem uma parte importante nesse propósito único, pelo qual ele veio. Ele fica aqui só para isso. Enquanto ele fica lhe será dado o que necessita para ficar.
Só um curador não curado tentaria curar por dinheiro, e não terá sucesso na medida que o valorizar. E também não achará a própria cura no processo.

Haverá alguns dos quais o Espírito Santo pede algum pagamento pelo Seu propósito.

Haverá alguns dos quais Ele não pede. Não deve ser o terapeuta aquele que toma essas decisões. Há uma diferença entre o pagamento e custo. Dar dinheiro onde o palno de Deus o destina, não tem custo. Negá-lo onde ele pertence por direito tem um custo enorme. O terapeuta que quer fazer isso perde o nome de curador, pois jamais poderia compreender o que é a cura. Ele não pode dá-la, e assim não a tem.

Os terapeutas desse mundo são, de fato, inúteis para a salvação do mundo. Eles fazem exigências, e assim não podem dar. Os pacientes só podem pagar pela troca de ilusões. Isso, de fato, tem que exigir pagamento e o custo é grande.

Um relacionamento ‘comprado’ não pode oferecer a única dádiva através da qual toda a cura é realizada. O perdão, o único sonho do Espírito Santo, não pode ter nenhum custo. Pois se tiver, apenas crucifica o Filho de Deus mais uma vez. Pode ser dessa forma que ele é perdoado? Pode ser dessa forma que o sonho do pecado vai terminar?

O direito de viver é algo pelo qual ninguém precisa lutar. Isso lhe é prometido e garantido por Deus. Portanto, é um direito que tanto o terapeuta quanto o paciente compartilham igualmente. Se seu relacionamento vai ser santo, tudo o que um necessite é dado pelo outro; seja o que for que falte a um, o outro supre. Nisso o relacionamento se faz santo, pois nisso ambos são curados. O terapeuta paga ao paciente em gratidão, assim como o paciente lhe paga. Não há nenhum custo para ambos. Mas agradecimentos são devidos a ambos pela liberação de um longo aprisionamento e de uma longa dúvida. Quem não seria grato por uma dádiva como essa? Todavia, quem poderia jamais imaginar que ela poderia ser comprada?

Foi bem dito que aquele que tem lhe será acrescentado. Porque ele tem, ele pode dar. E porque ele dá, lhe será dado. Essa é a lei de deus, e não do mundo. E assim é com os curadores de Deus. Eles dão porque ouvirão o Seu Verbo e o compreenderam. Tudo o que necessitam será, portanto, dado a eles. Mas perderão essa compreensão ao menos que se lembrem que tudo o que têm vem só de Deus. Se acreditam que precisam de qualquer coisa de um irmão, não reconhecerão mais nele um irmão. E se fazem isso, uma luz se apaga mesmo no Céu. Onde um Filho de Deus se volta contra si mesmo, ele pode olhar para escuridão. Ele próprio negou a luz e não pode ver.

Uma regra deve ser observada: ninguém deve ser mandado embora por não poder pagar. Ninguém é mandado por acidente a qualquer pessoa. Os relacionamentos têm sempre um propósito.

Seja qual for o propósito que possam ter tido antes que o Espírito Santo entrasse, eles são sempre o Seu templo em potencial, o lugar de descanso do Cristo e a casa do próprio Deus. Seja quem for que venha, foi enviado.
Talvez tenha sido enviado para dar ao seu irmão o dinheiro que ele precisava, Ambos serão abençoados através disso. Talvez ele tenha sido enviado para ensinar ao terapeuta o quanto ele precisa do perdão e quão sem valor é o dinheiro em comparação a isso. Mais uma vez, ambos serão abençoados.

Só em termos de custo qualquer um do dois poderia ter que pagar mais. No compartilhar, todos têm que ganhar uma benção gratuita.
Essa perspectiva do pagamento pode parecer pouco prática, e aos olhos do mundo é assim. Contudo, nenhum dos pensamentos do mundo é realmente prático. Quanto de ganha por lutar por ilusões? Quanto se perde por jogar Deus fora? E é possível fazer isso? Com certeza não é prático lutar por nada e tentar fazer o que é impossível. Então, pára um pouco, o suficiente para pensar nisso: talvez tenha estado buscando a salvação sem reconhecer para onde olhar. Quem quer que peça a tua ajuda pode te mostrar isso. Que dádiva maior do que essa te poderia ser dada? Que outra dádiva existe que tu queiras dar?

Médico, curador, terapeuta, professor, cura a ti mesmo.
Muitos virão a ti carregando a dádiva da cura, se tu assim escolheres. O Espírito Santo nunca recusa um convite para entrar e habitar contigo. Ele te dará infindáveis oportunidades para abrir a porta para a tua própria salvação, pois essa é a Sua função.
Ele também te dirá exatamente qual é a tua função em cada circunstância e em todos os momentos. Quem quer que Ele te envie te alcançará, estendendo a mão para o seu Amigo. Deixa que o Cristo em ti te dê as boas vindas, pois o mesmo Cristo está nele também.

Nega a ele a entrada e terás negado o Cristo em ti. Lembra-te da triste história do mundo e das boas novas da salvação. Lembra-te do plano de Deus para a restauração da alegria e da paz. E não te esqueças de como são simples os caminho de Deus:


“ Tu estavas perdido na escuridão do mundo até que pediste a luz. E Então Deus enviou o Seu Filho para dá-la a ti.”

*Enviado por Lena.


Fiuque na Luz Divina!!!