sábado, 17 de maio de 2008

*** QUANDO O EGO JÁ NÃO SATISFAZ ***


A transição da consciência apoiada no ego para a apoiada no coração começa com a experiência de um vazio interno. Coisas que antes lhe chamavam a atenção ou situações que o perturbavam completamente, agora deixam-no vazio ou sem inspiração. De algum modo, as coisas parecem ter perdido seu significado e propósito usuais. Antes de experimentar esse vazio, a consciência está nas garras do medo e conseqüentemente precisa reafirmar-se constantemente, procurando validação externa, porque não está disposta a enfrentar o medo subjacente da rejeição e da solidão. Esse medo profundo e a necessidade de validação externa podem ficar muito tempo escondidos como o verdadeiro motivo de muitas de suas ações. Toda sua vida pode ser construída em cima disto, sem que você tenha consciência disso. Talvez você esteja consciente de uma vaga intranqüilidade ou tensão interior. Mas, freqüentemente, um acontecimento mais importante, como a ruptura de um relacionamento, o falecimento de um ser amado ou a perda de um emprego, convida-o a realmente examinar a natureza desta tensão ou intranqüilidade.

Quando o ego é o centro de seu ser, sua consciência e sua vida emocional estão em “estado de cãibra”. Você está encolhido de medo e por causa disso está constantemente na defensiva. Quando você está no estágio do ego, você sempre experimenta um estado de carência, uma necessidade de algo mais. A base de seus pensamentos, sentimentos e ações é um buraco negro, um vazio que nunca pode ser preenchido completamente. É um buraco de medo, um lugar coberto por sombras, já que você desvia a sua consciência daí. Nas sombras, há um vazio, do qual você é vagamente consciente, mas você não quer ir lá. Neste estagio, suas relações com Deus, ou Tudo O Que É, estão marcadas por sentimentos de separação. No mais profundo do seu ser, você se sente sozinho e abandonado. Você se sente como um fragmento quebrado, insignificante, sem propósito. E como você oculta o medo que você tem disto, você somente o experimenta indiretamente, como uma sombra.

As pessoas têm horror de enfrentar o vazio interno com plena consciência. Têm horror de encontrar sua escuridão interior e investigá-la. Entretanto, se você não a enfrentar, ela continuará ali e você precisará desenvolver “estratégias para lidar com ela”, para tornar sua vida suportável. A estratégia do ego sempre é tratar o problema na periferia, em lugar de fazê-lo no centro. O ego procura resolver o problema voltando a consciência para o exterior, para fora. Ele tenta aliviar a dor interna, alimentando você com energias externas. As energias das quais ele gosta mais são reconhecimento, admiração, poder, atenção, etc. Desse modo, o ego aparentemente cria uma resposta ao desejo profundo da alma por unidade, segurança e amor.

Este desejo, em si mesmo, é inteiramente válido e genuíno. É Deus chamando você. É a sua própria natureza chamando-o. Você é Deus! Deus é a energia da unidade, segurança e amor. Todos anseiam pelo amor incondicional e o abraço da Energia que vocês chamam Deus. Na essência, este anseio é o desejo de estar totalmente consciente do seu próprio Ser Divino e, portanto, ser um com Ele. Sua própria divindade é sua entrada para o amor incondicional. Você só pode encontrá-lo enfrentando o medo e a escuridão que o rodeia, e isso você faz voltando-se para o interior, em vez de para o exterior. Isso você faz empregando sua consciência como uma luz que afugenta as sombras. A consciência é luz. Portanto, ela não precisa lutar com a escuridão; sua simples presença a dissolve. Voltando sua consciência para o interior, os milagres realmente acontecerão para você.

O ego, entretanto, procede exatamente de modo contrário. Registra a necessidade de amor e segurança, mas visa responder a esta necessidade sem enfrentar a escuridão e o medo interiores. Para conseguir isto, ele usa um certo “truque”: transforma a necessidade de amor em necessidade de aprovação ou reconhecimento por parte de outras pessoas; transforma a necessidade de unidade e harmonia em necessidade de se sobressair e ser melhor do que os outros. Uma vez que você pense que ser amado é ser admirado por seus feitos, você não precisa mais ir ao seu interior em busca de amor; você simplesmente tem que trabalhar mais duro! Desse modo, o ego se esforça por manter a panela do medo tampada.

Seu desejo original por amor e ditosa unidade se apresenta, então, de forma distorcida, como o desejo por reconhecimento. E você está constantemente procurando validação externa, a qual lhe provê, temporariamente, um pouco de segurança. Sua consciência está totalmente focalizada no mundo externo. Você confia no julgamento de outras pessoas e vive muito preocupado com o que os outros pensam de você. Isto é muito importante para você, já que sua auto-estima depende disto. Na realidade, a sua auto-estima abaixa cada vez mais, já que você está entregando seu poder a forças externas, que o julgam por seus desempenhos externos e não por seu verdadeiro ser. Enquanto isso, o sentimento profundamente arraigado de abandono e solidão não é aliviado. Na realidade, ele piora, já que você se recusa a olhar para ele. Isso que você não quer olhar torna-se o seu “lado sombrio”. O medo, a irritação e a negatividade podem ronda-lo e influenciá-lo, intensificados pela sua recusa de ir para dentro de si.

O ego pode ser muito teimoso, quando se trata de suprimir certas dúvidas, suspeitas e sentimentos; ele não deixa o controle facilmente. O que você percebe como “mau” em seu mundo sempre é o resultado do apego ao poder pessoal. É a recusa a entregar o controle e aceitar o medo e a escuridão internos. O primeiro passo para a iluminação é render-se a “o que é”. Iluminação significa permitir que todos os aspectos de seu ser sejam levados à luz da sua consciência. Iluminação não significa que você é completamente consciente de tudo que há dentro de você, mas que você está desejando enfrentar cada aspecto conscientemente. Iluminação é igual a amor. Amor significa: aceite você mesmo tal como você é.

A escuridão interior – essa sensação de abandono no mais profundo de sua alma, que todos vocês temem tanto – é temporária. O estágio do ego é apenas um passo no longo desenvolvimento e desdobramento da consciência. Neste estágio, é dado o primeiro salto em direção a uma consciência divina individualizada. O nascimento de uma consciência individual, o seu nascimento como uma “alma separada”, caminha junto com a experiência de ser deixado sozinho, de estar separado de seu Pai/Mãe. É comparável ao trauma do nascimento em seu mundo físico. No útero, o bebê experimenta um sentimento oceânico de unidade com sua mãe. Quando nasce, ele se torna uma unidade em si mesmo.

Por causa desse trauma de nascimento – falando agora do nascimento da alma – a alma leva consigo um sentimento de ter sido despedaçada, pois ela teve que se desprender de tudo em que ela confiava. (Em um capítulo posterior, voltaremos à noção do nascimento da alma; só queremos chamar a atenção aqui para o fato de que também há um aspecto da alma que é eterno e atemporal, portanto não sujeito a nascimento e morte). A alma recém-nascida anseia por um retorno ao estado de semiconsciência de unidade, de onde ela vem e que ela considera o seu Lar. Como isto é impossível, ela experimenta grande temor e sentimentos de desolação e dúvida. Este temor interno e desorientação gradualmente formarão a terra fértil para a tomada de poder por parte do ego. A alma tem que lidar com o medo e a dor, e o ego promete providenciar uma solução. O ego exibe a perspectiva de poder e controle à consciência da alma (bruxaria). A alma, sentindo-se impotente e perdida, entrega-se e coloca o ego no comando.

O ego é essa parte da alma que está voltada para o material, para o mundo externo. Em essência, o ego é o instrumento da alma para se manifestar como um ser físico, dentro do tempo e do espaço. O ego provê a consciência com foco. Ele faz com que a consciência seja específica em vez de oceânica, “aqui e agora” em vez de “em todo lugar”. O ego traduz impulsos internos em formas materiais específicas. É essa parte de você que faz a ponte sobre o vazio entre a sua parte não física (espiritual) e a parte física.

Para a alma, como um ser espiritual não físico, é totalmente anti-natural estar fixada em tempo e espaço. A alma é essencialmente independente de qualquer forma (material). Quando você sonha que está voando por aí, você está contatando essa parte de você mesmo, que é independente e livre. O ego, por outro lado, prende e fixa. Ele o capacita a funcionar na realidade física. Como tal, o ego tem um papel muito valioso, que não tem nada que ver com “bom” ou “mau”. Quando funciona em uma situação equilibrada, ele é uma ferramenta neutra e indispensável para a alma que habita um corpo físico na Terra.

Entretanto, quando o ego começa a governar a consciência da alma, em lugar de funcionar como sua ferramenta, a alma se desequilibra. Quando o ego se impõe sobre a alma (característica típica da consciência baseada no ego), ele não traduz simplesmente os impulsos internos para a forma material, mas controla e suprime seletivamente esses impulsos. O ego então lhe apresenta uma imagem distorcida da realidade. O ego desequilibrado sempre está perseguindo o poder e o controle e, sob este prisma, interpreta todos os fatos como positivos ou negativos.

É bastante instrutivo descobrir suas próprias motivações baseadas em poder e controle, no seu dia a dia. Tente observar quão freqüentemente você quer que as coisas ou as pessoas se dobrem à sua vontade, mesmo que seja por uma causa nobre. Quão freqüentemente você se chateia porque as coisas não caminham como você quer? É importante perceber que, sob a necessidade de controlar, sempre existe o medo de perder o controle. Portanto, pergunte a si mesmo: “Qual é o risco de liberar o controle, de deixar ir a necessidade da previsibilidade? Qual é o meu medo mais profundo?”


O preço que você está pagando agora por manter as coisas “sob controle” é que suas atitudes em relação à vida são tensas e reprimidas. Quando se atrever a viver sob a inspiração interna e só fizer o que lhe trouxer alegria, será criada uma ordem natural e verdadeira em sua vida. Você se sentirá relaxado e feliz, sem a necessidade de moldar o fluxo da vida. Isto é viver sem medo, é viver com plena confiança no que a vida lhe trará. Você pode fazer isso?

Para uma alma jovem, a armadilha da consciência baseada no ego é quase inevitável. O ego oferece uma saída para o problema (de medo e abandono); ele desvia sua atenção daquilo “que está no interior” para aquilo “que você pode obter do mundo externo”. Esta não é a solução real para o problema, mas parece trazer alívio por um tempo. Exercer poder e controle sobre as coisas ao seu redor pode lhe dar uma satisfação temporária ou “estímulo”. Há um breve sentimento de ser amado, admirado e respeitado. Alivia sua dor por um tempo. Mas isso dura pouco e você tem que se esforçar outra vez para se destacar, para ser melhor ainda, mais atraente ou mais útil. Por favor, observe que, sob a bandeira do ego, você pode ser tanto meigo quanto maldoso, tanto doador quanto recebedor, tanto dominador quanto servil. Muito daquilo que se dá aparentemente com generosidade é um chamado inconsciente de atenção, amor e reconhecimento em direção a quem recebe o presente. Quando você está sempre cuidando e doando aos outros, você está simplesmente se escondendo de si mesmo. Portanto, para entender o que significa a dominação do ego, você não tem necessariamente que pensar em tiranos cruéis, tais como Hitler ou Saddam Hussein. Simplifique: observe-se em sua vida diária.


A presença da dominação do ego pode ser reconhecida pela necessidade de controlar as coisas – querer que certa pessoa se comporte de um modo determinado, por exemplo. Para conseguir que isto aconteça, você exibe certos tipos de comportamento. É condescendente e meigo, por exemplo, e trata de jamais ferir os sentimentos de outra pessoa. Há uma necessidade de controle por trás deste comportamento. “Porque quero que você me ame, eu nunca estarei contra você”. Esta linha de pensamento é baseada no medo – o medo de depender de si mesmo, o medo de ser rejeitado ou abandonado. O que parece ser doçura e simpatia, na realidade é uma forma de auto-negação. Isto é o ego trabalhando.

Enquanto o ego governar sua alma, você precisará se alimentar da energia de outras pessoas, para se sentir bem. Sentirá como se tivesse que merecer a aceitação de outras pessoas, de uma autoridade exterior a você. Entretanto, o mundo que o rodeia não é fixo nem estável. Você nunca pode confiar na fidelidade permanente daquele em quem confia, seja ele o cônjuge, o chefe ou os pais. É por isto que você tem que “trabalhar” o tempo todo, estando sempre atento às “porções de aprovação” que vêm para você. Isto explica porque a mente de quem está no estágio do ego se encontra em permanente estado de tensão e nervosismo.

O ego não pode supri-lo com verdadeiro amor e auto-estima. A solução que ele oferece para o trauma do abandono é, na verdade, um poço sem fundo. A verdadeira missão da consciência da alma jovem é tornar-se os pais que ela perdeu. Por favor, observe que a estrutura da vida na Terra – considerando o processo de começar como um bebê desamparado e crescer até se transformar num adulto independente – freqüentemente o convida a fazer exatamente isso. Muito freqüentemente, a chave para a verdadeira felicidade em sua vida consiste nisto: que você transforme-se nos seus próprios pai e mãe e dê a si mesmo o amor e a compreensão que você perdeu e que está sentindo falta nos outros. No nível mais amplo e metafísico, no qual estamos falando, isto significa: entenda que você é Deus, não uma de suas pequenas ovelhas perdidas. Esta é a compreensão que o levará de volta ao lar. Esta é a compreensão que o levará ao âmago de quem você é – que é amor e poder divino.

O final do estágio do ego surge quando a alma se dá conta de que está sempre repetindo o mesmo ciclo de ações e pensamentos. O ego perde seu domínio quando a alma se sente esgotada e aborrecida por se esforçar o tempo todo por um tesouro eternamente fugaz. A alma começa então a suspeitar que as promessas do jogo do qual participa são falsas e que, na realidade, não há nada ali para ela ganhar. Quando a alma se cansa de tentar e de estar em cima disso o tempo todo, ela deixa ir um pouco o controle. Com menos energia sendo gasta no controle dos pensamentos e do comportamento, abre-se um espaço energético que permite experiências novas e diferentes.

No começo, quando você entra neste estágio, pode sentir-se muito cansado e vazio por dentro. As coisas que antes você considerava importantes, agora podem lhe parecer totalmente sem sentido. Inclusive, podem vir à tona medos que não tenham nenhuma causa clara ou imediata. Podem ser vagos temores de morrer ou de perder seus entes queridos. Também pode aflorar uma raiva, relacionada com situações em seu trabalhos ou em seu casamento. Tudo o que parecia ser óbvio, agora está sob dúvida.

Aquilo que a consciência apoiada no ego tentava prevenir, finalmente acontece. Gradualmente, a tampa da panela se levanta e todo tipo de emoções incontroláveis e medos aparecem e entram na sua consciência, semeando dúvida e confusão em sua vida. Até aquele momento, você estava funcionando

quase sempre no piloto automático. Muitos padrões de pensamentos e de sentimentos dentro de você aconteciam automaticamente; você permitia que eles acontecessem sem questionar. Isto deu unidade e estabilidade à sua consciência. Entretanto, quando sua consciência cresce e se expande, sua personalidade se divide em duas. Uma parte de você quer manter-se nos velhos padrões, a outra parte questiona esses padrões, e você se confronta com sentimentos desagradáveis como raiva, medo e dúvida.

Por isso, a expansão da consciência que ocorre no final do estágio do ego é freqüentemente experimentada como um desmancha-prazeres, um intruso mal recebido, que estraga o jogo. Esta nova consciência desacomoda tudo o que antes parecia óbvio e desperta emoções dentro de você, com as quais você não sabe lidar. Quando você começa a duvidar dos padrões de pensamento e ação baseados no ego, uma nova parte de você penetra sua consciência. É a parte de você que ama a verdade ao invés do poder.


Viver de acordo com as imposições do ego é muito repressivo. Você está servindo a um pequeno – medroso – ditador, que aspira ao poder e ao controle, não só sobre o seu ambiente, mas especialmente sobre você. Seus fluxos espontâneos de sentimento e intuição são reprimidos por ele. O ego não gosta muito da espontaneidade. Ele o impede de expressar livremente seus sentimentos, já que os sentimentos e as emoções são incontroláveis e imprevisíveis, o que é perigoso para o ego.


O ego trabalha com máscaras. Se seu ego lhe ordenar: “seja doce e gentil, para ganhar a simpatia das pessoas”, você sistematicamente suprimirá os sentimentos de desagrado e raiva de dentro si. Se começar a duvidar da viabilidade desta ordem, as emoções suprimidas aparecerão imediatamente. Os sentimentos não se eliminam ao serem suprimidos. Eles continuam vivendo e ganham intensidade quanto mais são suprimidos.

Uma vez que a alma experimenta o vazio e a dúvida, tão característicos do final do estágio do ego, é possível encontrar e enfrentar todos os sentimentos e emoções que antes estavam escondidos na escuridão. Estes sentimentos e emoções contidos são a porta de entrada para o seu Eu Superior. Ao explorar o que você realmente sente, em vez daquilo que se supõe que deva sentir, você recupera sua espontaneidade e integridade, essa parte de você que freqüentemente é chamada de sua “criança interior”. Entrar em contato com seus verdadeiros sentimentos e emoções, faz com que você se coloque no caminho da liberação. E assim começa a transição para a consciência baseada no coração.

*Fonte/texto do livro: DO EGO AO CORAÇÃO
Postado por Lena no Blog: KIRON > A Ferida e a Cura


Fique na Luz Divina !!!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

*** ANJOS CABALÍSTICOS E QLIPHOT ***


A palavra hebraica para anjo é Malakl, que significa "Mensageiro". As primeiras descrições sobre anjos apareceram no Antigo Testamento. A menção mais antiga de um anjo aparece em Ur, cidade do Oriente Médio, há mais de 4.000 a.C.. Na arte cristã eles apareceram em 312 d.C., introduzidos pelo imperador romano Constantino, que sendo pagão, converteu-se ao cristianismo quando viu uma cruz no céu, antes de uma batalha importante. Em 325 d.C., no Concílio de Nicéia, a crença nos anjos foi considerada dogma da Igreja. Em 343 d.C. foi determinado que reverenciá-los era idolatria e que os anjos hebreus eram demoníacos. Em 787 d.C. no Sétimo Sínodo Ecumênico definiu-se dogma somente em relação aos arcanjos: Miguel, Uriel, Gabriel e Rafael. Os escritos essênios, fraternidade da qual Jesus fazia parte, estão repletos de referências angelicais.

No Novo Testamento, anjos apareceram nos momentos marcantes da vida de Jesus: nascimento, pregações, martírio e "ressurreição". Depois da ascensão, Jesus foi colocado junto ao Anjo Metatron.

São Tomás de Aquino foi um estudioso do assunto. Ele dizia que os anjos são seres cujos corpos e essências, são formados de um tecido da chamada luz astral. Eles se comunicam com os homens através da egrégora, podendo assim assumir formas físicas.

Cabala - Kabbalah - deriva de Kabbel, que significa "recebimento", "aceitação", acervo de normas, heranças espirituais, religiosas, filosóficas e sociais, recebidas pelos iniciados. Tratado filosófico-religioso hebraico, cujo conteúdo visa decifrar um sentido secreto da Bíblia, através de uma teoria e um simbolismo dos números e das letras. A cabala é a ciência do nome de Deus, a tradição oculta ou esotérica dos hebreus.

Existem dois tipos de cabala: a teórica, que estuda o mistério da Divindade, a criação espiritual e a renovação do mundo em sete dias; e a prática, que estuda as Clavículas de Salomão, o Tarot, os Talismãs etc.

A cabala prática, por sua própria natureza, só pode ser transmitida oralmente, de coração a coração, só podendo ser assimilada através de envolvimento individual, seguro e profundo.

Para a cabala, a letra é uma potência. O agrupamento das letras forma um nome, dando origem a um centro poderoso de energia.

Deus é representado pela letra Yod que é a décima letra do alfabeto hebraico (Yod=10). Se juntarmos ao 10, as grandezas 15, 21, 26, que são pela numerologia os valores dos grupos de letras da palavra Jehovah, teremos como resultado 72 (10 + 15 + 21 + 26=72).

Como os judeus ortodoxos não pronunciam o nome de Deus, os cabalistas desdobraram a palavra Jehovah através dos três versículos misteriosos do capítulo 14 do Êxodos e acrescentaram os nomes divinos IAH, EL, AEL, IEL; com esses desdobramentos e terminações deram nome aos 72 anjos. Cada anjo tem influência em cinco datas do nosso calendário, porque por ordem divina, cinco letras hebraicas se juntaram a cada anjo, portanto 72x5=360. Faltaram cinco dias (31/maio, 12/agosto, 24/outubro, 5/janeiro e 19/março) para completar os 365 que formam o ano; os cabalistas designaram então estas datas, aos anjos da humanidade. Os anjos estão reunidos em nove categorias cada uma liderada por um príncipe que governa oito anjos.
*Monica Buonfiglio


- Buraco Negro e Qliphot

Existe uma teoria de que, através do buraco negro, tempo e espaço deixariam de existir e o viajante galáctico estaria apto a surgir em qualquer ponto através do universo. Apesar de haver críticas, a idéia é que o processo se daria o mesmo com as qliphot.

Mas... o que é qliphot? Se você conhece a Árvore da Vida cabalística, as esferas nela contidas são chamadas Sephira (plural Sephiroth). O caminho de Malkuth, a sephira mais densa, até Kether e além, seria o caminho da espada flamejante, porque se associaria, mitologicamente, com o retorno ao Éden. Na prática, as sephiroth iluminariam a via do buscador.

Como todo verso tem seu reverso, as qliphot seriam as esferas demoníacas. Enquanto as sephiroth seriam guardadas por “seres de luz”, as qliphot seriam por demônios. A questão é que, no processo de transcendência, caminhar pelas sephiroth da Árvore é muito difícil. No entanto, trilhar as qliphot se tornaria mais fácil.

Você poderia também, igual ao buraco negro, ir de um ponto a outro da Árvore instantaneamente, sem passar por etapas dificultosas e exaustivas. É óbvio que este procedimento também é muito mais perigoso, então é por sua conta e risco. Aí você me pergunta: Mas o que a Árvore tem a ver com o universo? Eu respondo que a Árvore da Vida é a própria representação mística do universo.

Segundo a mística estabelecida, as qliphot formariam o reino de Satan.

Intrínseco, direto e imediato.


Fique na Luz Divina !!!

terça-feira, 13 de maio de 2008

*** CONTAGEM DE ÔMER - Quarta Semana ***


Ômer - Quarta Semana - (Contagem)
4ª SEMANA -

NETZACH



Começa hoje (Dia 11, a partir das 18:00 hs) a quarta semana da Contagem do Ômer, regida por Netzach (Imortalidade). A Imortalidade é a vitória sobre a energia de falência que tenta nos desconectar sempre da Luz.

Através de Netzach analisamos, entre outras coisas, a perseverança, a coragem para superar os limites pessoais e o compromisso de fazer o que deve ser feito.

Rav Nachman de Breslav dizia que o segredo para atravessar uma ponte estreita era manter os olhos fixos no outro lado enquanto anda. Também conhecida pelo atributo de Vitória, Netzach representa a aceitação do desafio, a nossa força de vontade e de nossa resistência à momentos difíceis. É nesses momentos que costumamos nos afastar da Luz do Mundo Infinito e do caminho espiritual. Todos os motivos são dados para que nos afastemos de Hashem. Porém, quando somos perseverantes e não caímos diante dos obstáculos, alcançamos a verdadeira Vitória e chegamos a Netzach.

Moshé é o patriarca de Netzach, o líder que retirou os hebreus do Egito e os conduziu até a Terra Prometida sem se deter diante das adversidades.

22 da contagem
a partir das 18h de 11/05/2008 às 18h de 12/05/2008


Chessed de Netzach
HA-YOM SH'NEIM V'ESRIM YOM, SHEHEM SHELOSHA SHAVUOT V'YOM ECHAD LA-OMER

Hoje é dia 22, ou seja, três semanas e um dia da Contagem do Ômer

Meditação:
Compartilhando a Perseverança. A reflexão deste dia combina as energias de Chessed e de Netzach. Sabemos que Chessed está associada à busca do que é elevado e isso irá nos ajudar a diferenciar a persistência da teimosia. A persistência sempre tem por objetivo algo sublime, algo que nos aproxima de Hashem, que desenvolve uma virtude, que contribui para o nosso crescimento e para o crescimento das pessoas ao nosso redor. Sempre que estamos próximos de uma revelação luminosa as forças assediadoras investem em mil obstáculos para que nos desviemos do caminho ou desistamos dele. Manter os olhos fixos no outro lado da ponte é um conselho muito útil nestes momentos. A teimosia, por outro lado, reflete um desejo do ego, a necessidade de auto-afirmação, a conquista de um bem ou um status que estimula a nossa vaidade e nos distancia da Luz, logo, é sempre prejudicial. Ao ter esta consciência, devemos compartilhá-la, ajudando as outras pessoas a serem também perseverantes, principalmente no caminho espiritual. Sempre que vemos alguém desanimado ou perto de desistir de algo positivo, é muito importante que tentemos incentivá-la a continuar. E uma das melhores formas é procurarmos ser sempre motivados e alegres, sendo um exemplo de perseverança. Dessa forma passamos esta energia para todos ao nosso redor e os incentivamos. Uma das maiores qualidades de um líder é conseguir motivar as pessoas.

Exercício: Faça uma avaliação sincera de suas metas, procure entre elas as que você insiste em alcançar por teimosia e as descarte sem olhar para trás. Reflita se você consegue despertar a perseverança nos outros. Seja um bom exemplo, procure motivar as pessoas ao seu redor.


23 da contagem
a partir das 18h de 12/05/2008 às 18h de 13/05/2008

Guevurá de Netzach
HA-YOM SH'LOSHA V'ESRIM YOM, SHEHEM SHELOSHA SHAVUOT USHNE YAMIM LA-OMER

Hoje é dia 23, ou seja, três semanas e dois dias da Contagem do Ômer

Meditação:
Força na Permanência. Netzach se refere à Coragem e ao combate ao Anjo da Morte (energia de falência em qualquer área da vida); Guevurá se refere à Vitalidade e ao combate à má inclinação, à busca de resultados imediatos, entre outras coisas. Dúvida, medo e falta de tempo são alguns dos argumentos usados por nós mesmos, para não seguirmos adiante. Vários elementos tentarão minar a nossa autoconfiança e muitas vezes vamos acreditar que chegamos ao nosso limite, que não podemos suportar mais determinada pressão. É nessas horas que precisamos de muita Força para continuar no caminho certo. É neste momento que a energia de Guevurá desperta ou se renova, para mostrar que a nossa percepção de limite nunca corresponde à realidade, de modo que, ao persistir, temos a oportunidade de uma grande revelação espiritual. Guevurá de Netzach evoca a energia do guerreiro que existe em cada um de nós – o Guerreiro da Era do Mashiach. As adversidades existem e cumprem um papel em nossas vidas: nos tornamos melhores na medida que as superamos. É uma batalha dura e difícil, mas devemos ter sempre a Certeza de que Hashem não nos coloca em caminhos falidos, somos nós que não enxergamos as Suas Bênçãos.

Exercício: Faça uma reflexão sobre os seus desafios e recorde-se dos inúmeros exemplos que encontramos em nossa Tradição, histórias como as de Yossef e de Ester, que diante da adversidade não perderam a emuná (‘certeza’), e saíram vitoriosos.


24 da contagem
a partir das 18h de 13/05/2008 às 18h de 14/05/2008

Tiféret de Netzach
HA-YOM ARBA-A V'ESRIM YOM, SHEHEM SHELOSHA SHAVUOT U'SHELOSHA YAMIM LA-OMER

Hoje é dia 24, ou seja, três semanas e três dias da Contagem do Ômer

Meditação:
Beleza na Permanência. Quando uma pessoa consegue perceber as coisas com clareza, não se deixa abalar pelas adversidades. Tiféret de Netzach se refere, entre outras coisas, à necessidade de avanço (Chessed – Expansão), e de recuo (Guevurá – Contração), no empreendimento de uma jornada, e à consciência do momento certo para uma coisa e outra. A contração não deve ser confundida com fuga. Curvar-se não significa ceder aos caprichos das forças assediadoras, mas perceber quando devemos nos recolher e criar um espaço. Assim, podemos injetar Luz Espiritual nas circunstâncias, permitindo que elas amadureçam. Persistir nessa consciência, com Beleza, é um importante aprendizado, um dos melhores mecanismos para não apagar a chama dos nossos corações. A Beleza faz com que cada momento se torne Sagrado e evita que a nossa Permanência se torne algo estagnado, o que sempre resulta na desistência. Permanecer com Beleza é um processo de renovação constante, onde o encanto da primeira vez não é esquecido.

Exercício: Reflita sobre os desafios que você tem à sua frente e não se deixe dominar em momento algum pela preocupação. Busque dentro de si o estado de menuchá (‘tranqüilidade’), necessário para analisar o cenário como um todo (as armadilhas e as oportunidades), e adote uma postura mais sábia, de acordo com os ensinamentos da Torá. O cabalista é sempre um estrategista.


25 da contagem
a partir das 18h de 14/05/2008 às 18h de 15/05/2008

Netzach de Netzach
HA-YOM CHAMI-SHA V'ESRIM YOM, SHEHEM SHELOSHA SHAVUOT V'ARBA-A YAMIM LA-OMER

Hoje é dia 25, ou seja, três semanas e quatro dias da Contagem do Ômer


Meditação:
A Plenitude da Perseverança. Quando damos inicio a um novo projeto, seja qual for a sua natureza, somos tomados por um entusiasmo capaz de remover montanhas. Os resultados, contudo, nem sempre são alcançados no tempo que determinamos e, com isso, corremos o risco de cair no abismo da frustração. É extremamente difícil fazer com que a Perseverança seja Permanente em todos os momentos. Você trabalha, investe em tudo ‘ao seu alcance’ para nutrir seu crescimento e, às vezes, não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas, quem pode garantir que ‘nada está acontecendo’? "O essencial é invisível aos olhos" - aprendemos com o Pequeno Príncipe. O bambu chinês cresce sob a terra por cinco anos até que pequenos brotos venham a surgir, e aí crescem até 25 metros. Quanto maior o obstáculo maior a revelação da Luz Espiritual. É preciso administrar o tempo com sabedoria, sem se deixar dominar pela dúvida, ansiedade ou desânimo. O tempo é um dos terrenos em que travamos a nossa guerra diária com a contra inteligência (os outros dois são o espaço e o movimento). A Perseverança é o motor que nos mantém sempre confiantes na missão. O combustível deste motor é a Alegria, Simchá. Sem alegria, não há como persistir. É preciso Ter Certeza (emuná), no caminho a ser trilhado. As pessoas costumam confundi-la com ‘fé’, mas, ensina a Cabalá, que fé é esperar que as coisas aconteçam. Você está numa ilha deserta, coloca um bilhete na garrafa e joga no mar com fé de que alguém a encontre e venha em seu auxílio. Isto não é Emuná. Trabalhar com Emuná é lapidar diariamente o receptor para que ele receba a Luz que você necessita para a sua vida (a consolidação de seus objetivos), o que envolve todas as dimensões da Árvore da Vida.

Exercício: Fortaleça a sua Emuná com relação aos seus projetos (trabalho, amor, espiritualidade, aquisições, etc.). Mantenha sempre a Alegria em todas as suas ações.


26 da contagem
a partir das 18h de 15/05/2008 às 18h de 16/05/2008

Hod de Netzach
HA-YOM SHI-SHA V'ESRIM YOM, SHEHEM SHELOSHA SHAVUOT VA-CHAMISHA YAMIM LA-OMER

Hoje é dia 26, ou seja, três semanas e cinco dias da Contagem do Ômer

Meditação:
Refinamento na Permanência. Na Árvore da Vida, Hod e Netzach trabalham de forma cooperada do mesmo modo que Chessed e Guevurá. Uma complementa a outra. Se Netzach é a Vitória, Hod representa a motivação por trás do empreendimento e o refinamento que estabelecemos para que a meta seja alcançada. Isso nos leva de volta à questão da fé x certeza na tradução de Emuná. Se você não contribui para que as coisas aconteçam será muito mais do que um milagre se o que você deseja cair gratuitamente no seu colo. É importante também que, ao sermos perseverantes, não acabemos por nos tornar teimosos. Precisamos sempre melhorar, refinar a nossa perseverança e tomar cuidado para que ela não seja movida por impulsos reativos ou pela vaidade. Assim, ela se torna mais objetiva e um exemplo para outras pessoas.

Exercício: Reflita sobre os seus objetivos. Existe um plano de ação traçado? Você consegue identificar as etapas que consolidarão a sua vitória e os pré-requisitos (formação, qualificação, recursos, pessoas, etc.), de cada uma delas? Perceba se está sendo teimoso, em algum setor da sua vida. Tire o dia para checar se você está realmente fazendo a sua parte.


27 da contagem
a partir das 18h de 16/05/2008 às 18h de 17/05/2008

Yessod de Netzach
HA-YOM SHIVA V'ESRIM YOM, SHEHEM SHELOSHA SHAVUOT V'SHI-SHA YAMIM LA-OMER

Hoje é dia 27, ou seja, três semanas e seis dias da Contagem do Ômer

Meditação:
Fundamento na Permanência. Algumas pessoas ainda acreditam que os fins justificam os meios. Tudo tem um preço, e se você não é fiel a um caminho de retidão, ou não possui a consciência sobre seus atos, certamente estará selando pactos inadequados, o que, invariavelmente, irá “contaminar” o resultado final. Yessod representa o Brit (‘aliança’), o Pacto, a Verdade. Em Netzach, evoca-se o compromisso com a Verdade, a integridade no começo, meio e fim de qualquer processo, sem atalhos ou subterfúgios. Quando você persevera em algo, as forças assediadoras irão tentá-lo a desistir, utilizando, muitas vezes, elementos sedutores, desviando a sua atenção para o que deve ser feito. Desconfie sempre das promessas de muito por pouco, e tenha certeza do preço a ser pago por cada atitude. O problema não está no que você vê, mas no que você deixa de perceber. É extremamente importante fundamentar a nossa Permanência no caminho espiritual do qual fazemos parte e acreditamos. Devemos permanecer baseados nos fundamentos provenientes da nossa Tradição e da Sabedoria dos livros Sagrados, como a Torá. Quando somos movidos pela nossa Vontade acabamos caindo no jogo do nosso ego. Então, permanecemos nos maus hábitos e nas situações reativas que se repetem em nossa vida. Devemos permanecer naquilo que é melhor para nós, no caminho de Hashem.

Exercício: Examine os maus hábitos que persistem na sua vida e a causa dos ciclos ruins que se repetem. Analise a Verdade por trás de seus pactos e valores. Comprometa-se com princípios coletivos e com alianças mais sublimes. Procure romper com aquilo que reflita, tão somente, sua própria vontade e teimosia. Busque fundamentar a persistência em caminhos que lhe tragam consciência.


28 da contagem
a partir das 18h de 17/05/2008 às 18h de 18/05/2008

Malchut de Netzach
HA-YOM SHEMONAH V'ESRIM YOM, SHEHEM ARBA-A SHAVUOT LA-OMER

Hoje é dia 28, ou seja, quatro semanas da Contagem do Ômer

Meditação:
A Humildade na Permanência. Concluímos, nesta noite, mais uma semana da Contagem do Ômer. Ao longo dos últimos seis dias, analisamos alguns dos aspectos internos da Permanência e da Perseverança. Em Malchut devemos refletir como expressamos estes atributos de Netzach no dia-a-dia. De nada valem as reflexões profundas ou uma vasta bagagem filosófica se quando saímos da teoria para a prática nos esquecemos de tudo o que aprendemos. Quando nos tornamos perseverantes, não podemos julgar as outras pessoas como fracas ou preguiçosas. Nós somente somos perseverantes devido à confiança que Hashem tem em nós e só podemos ajudar aos outros levando consciência para eles.

Exercício: Como anda o seu humor? Pequenas coisas tiram você do sério, estragam o seu dia? Você consegue se manter firme em seus propósitos? Diante das oscilações de ganhos e perdas que fazem parte da vida você consegue se manter no eixo? Medite com sinceridade sobre as suas respostas e busque dentro de si a raiz do problema.


*Fonte: www.academiadecabala.com.br


Fique na Luz Divina !!!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

*** AS NOVE FACES DA LUA - O SAGRADO FEMININO ***


As Nove Faces da Lua

Os Nove Rostos da Deusa

A Lua é a representação do Sagrado Feminino. Ela está diariamente presente no céu e em nossas vidas desde o início dos tempos de gerações por gerações. Os nossos Antepassados viviam guiando-se pelas luas e mais não seria de esperar, Ela influencia a agricultura da Terra, as colheitas, as marés e os nossos próprios sentimentos e emoções e, ainda hoje, os nossos agricultores guiam-se por ela, para adquirir boas colheitas, semear em épocas propícias ou podar na altura certa.

A Lua está intimamente ligada ao ritmo da terra; a semente que brota no ventre da Terra-Mãe, a flor que nasce frágil, o fruto que cresce, que amadurece e que seguidamente cai novamente na Terra-Mãe para dar continuidade ao ciclo que sempre se renova.

A Lua reflecte-se no rosto de todas as mulheres, a criança, a jovem, a rapariga, a mulher, a mãe, a avó, a sábia, todas espelham os rostos da Deusa que simbolizam as próprias etapas da nossa vida, saber

ouvi-La é saber ouvir-nos a nós próprios, conhece-La é conhecermo-nos a nós mesmos,
nas suas fases vemos quem somos, o que fomos e o que viremos a ser.

Conhecer, perceber, integrar e harmonizarmo-nos com as fases da Lua no seu

Ciclo eterno, é um momento importante para qualquer pagão. Basta levar os olhos ao céu para sentir a sua luz envolver-nos e iluminar as nossas vidas. No entanto é preciso saber ouvi-la, senti-la em nosso ser e compreende-la; Só assim Ela nos revelará os seus segredos escondidos, aqueles que de nossos dias, já só a profunda natureza conhece. Para isso basta acompanhar a evolução da Lua e relaciona-la com o seu estado fisico, com a natureza a sua volta, prceber as mudanças e as evoluções diárias que temos, isso permitirá experienciar por nós mesmos os seus efeitos e assim sincronizarmo-nos mais intimamente com Ela.

Cada fase da Lua tem o seu próprio significado, os seus próprios atributos e simbolismos unicos, um intimo conhecimento facilita a consciencialização e a conexão com a própria Deusa e permite-nos receber as

Suas inúmeras bênçãos.



*A LUA NOVA:
A Lua Nova surge logo após a noite sem lua, quando apenas emerge um fino fio de luz prateado no céu. Nesta fase Ela representa o início da vida, da concepção, o início da jornada…

A Deusa mostra a sua face de Criança. Despertou para a vida, cheia de vontade de aprender, experiênciar e absorve toda a aprendizagem do meio que a envolve. É aqui que Ela constrói os seus alicerces com toda a pureza e inocência de uma criança. Ela é energética e cheia de sonhos, muito próxima dos elementais, e com sede de conhecimento. Ela vai crescendo, descobrindo, aprendendo e se afirmando.

Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentir-nos revigorados, cheios de energia, com vontade de aprender e mais ligados com os elementais.



*A LUA CRESCENTE:
A Lua crescente é quando a luz já se reflecte em maior quantidade no céu, brilha mais luminosa mas ainda não atingiu a sua metade. Nesta fase Ela representa a vitalidade, o impulso

para a acção e liderança….

A Deusa mostra a sua face Guerreira. Ela é a jovem adolescente, Começa a descobrir as mudanças no seu corpo e os valores dos mistérios femininos, pois encontra-se no limiar da feminilidade. Já detém os alicerces bem definidos, confiante nos valores que adquiriu e de seus ideais, ela está ciente que é detentora de um papel fundamental no mundo pelo qual Ela acredita poder lutar para o melhorar. Ela tem consciência das suas armas e de sua força. Ela é a que corre livremente pelos bosques selvagens para seu próprio prazer a defender os seus residentes e a limpar o desrespeito da humanidade para com a natureza sempre acompanhada de outras raparigas mas desinteressada de romances.Corajosa tem em ela um sentimento de invencibilidade protegida pelo escudo forjado na sua Confiança.

Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentir-nos lutadores e confiantes, mais ligados a natureza e aos passeios ao ar livre. Sentimo-nos abertos prontos para a acção.



*O QUARTO CRESCENTE:
O Quarto crescente é o momento em que a lua esta meio iluminada e meio na penumbra.

Nesta fase Ela representa a sensualidade, a beleza, o amor, a paz, a paixão. Ela é a força da atracção e da ligação…

A Deusa mostra a sua face de Amante. Depois de ter descoberto e percebido os mistérios feminino e de seu corpo ter ganho as suas formas de jovem mulher, Ela desperta para a sua beleza, para as sensações e emoções e torna-se na sensual apaixonada. Libertou-se de qualquer pudor, lavada de quaisquer pecados, descobre os prazeres da mais antiga dança do mundo e assume a sua sexualidade e a sua sensualidade. Sente-se em harmonia com ela própria e para com os outros que a rodeiam. Esta fase não é apenas de amor carnal, é também o amor para com a humanidade, para com as Divindades, o amor no seu estado mais sublime de pureza, o amor espiritual.

Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentir-nos apaixonados, mais sensuais, mais atento ás sensações que nos envolvem. Sentimo-nos em harmonia para com os outros.



*A LUA GIBOSA:
A lua Gibosa situa-se entre o Quarto Crescente e a lua cheia. A sua forma

Côncava assemelha-se a imagem de um ovo.

Nesta fase Ela representa os mistérios ocultos, a busca da jornada Espiritual, a iniciada nos mistérios da Lua…

A Deusa mostra a sua face de Sacerdotisa, no meio da sua viajem espiritual. Tornou-se numa mulher com conhecimentos mais firmados. Totalmente imersa no domínio subjectivo da percepção psíquica, descobriu que tudo o que É tem mais que uma face sagrada escondida. Ela é uma iniciada nos mistérios da Lua e nos mistérios femininos pelos quais se apaixonou. Entrega-se a busca de seu Eu profundo e aos dons da vida. Ela é a fonte da verdadeira sabedoria feminina, um canal de comunicação entre os mundos.

Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentirmo-nos mais consciente dos mistérios da vida, mais despertos ao chamado da deusa, mais atentos a nossa jornada e aos mundos não perceptíveis pelos olhos de quem não quer ver.



*A LUA CHEIA:
A Lua cheia é apenas Luz brilhante e resplandecente, é quando a Lua se encontra perfeitamente definida no céu.

Nesta fase Ela representa a fertilidade, a maternidade, a vida, a criação, a esperança…

A Deusa mostra a sua face de Mãe. Luminosa e optimista, espalha a esperança pelo mundo inteiro, em cada palpitar de coração. Ela é a criadora, a bondosa dadora da vida, bela e resplandecente irradia alegria e serenidade. Experienciou a maior dádiva de ser Mulher o poder de dar a vida. Transportou no seu ventre o fruto do amor e torna-se na mãe presente, aquela que cuida, que guarda, protege e alimenta a sua mais bela criação com seu interminável amor incondicional. Ela aprende a pensar primeiro em outrem, no seu filho e só depois pensa em ela, aprende a necessidade da partilha consciencializa-se no quanto ela é necessária para a sobrevivência de seu fruto. Ela representa em seu todo o papel da Mulher-Mãe, da Terra-Mãe que dá seus frutos. Ela é a poderosa que tanto pode dar a vida como termina-la se ela assim entender. O Seu corpo apenas pertence a ela e apenas ela detém o seu controlo.

Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentirmo-nos mais optimistas, cheios de luz de esperança e amor incondicional, mas também defensores temíveis pelas causas e pessoas amadas.



*A LUA MINGUANTE:
A lua minguante é quando a escuridão começa a ganhar terreno sobre a luz.

Nesta fase Ela representa as provações da vida, as lições diárias, a dura aprendizagem que a vida nos dá…

A Deusa mostra a sua face de Iniciadora. Com a sua própria vivência aprendeu que em todas as áreas da vida há lições a tirar. Sabe que é preciso que seus filhos caíam para assim tirarem as suas próprias lições. Ela sabe que em todos os nossos actos diários quer sejam alegrias, bênçãos, aflições ou perdas, tem sua razão de acontecer. Nada acontece apenas por acontecer. Todos os momentos são de aprendizado para a evolução do nosso Eu espiritual. Ela descobriu que provações e ganhos estão entrelaçados, completando-se um ao outro, de forma a doar as suas cores e sabores á existência de cada ser. Aprendeu que toda Acção tem sua Reacção e que tudo o que plantamos, é colhido no seu devido tempo. Ela fornece a possibilidade da iniciação nos mistérios, mas exige uma profunda transformação, que implica em um verdadeiro renascimento.

Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a tirar partido das provações da vida, aprendemos a descobrir e aceitar os nossos erros e acima de tudo a aprender com eles. Temos tendência a ser bastante exigentes para connosco e para com os outros.


*O QUARTO MINGUANTE:
O Quarto Minguante é uma fase de enfraquecimento da lua, metade na escuridão que viaja na luz e na vida.

Nesta fase Ela representa a sinceridade, a cura, a maturidade, a abertura de caminhos…

A Deusa mostra a sua face de Curandeira. Já bem madura sente-se mais estável, ainda não é altura para descanso, mas os filhos já crescidos relembram-lhe a beleza da criação e já vislumbra a chegada de netos, de novas vidas e esperança. Já passou a sua juventude fértil e ainda é nova para ser velhinha. Ela é a calma que se aproxima. Já viu nascimentos, já conheceu a beleza, já conviveu com a morte, com as perdas e as decepções, mentiras e traições. Com a própria vivência aprendeu a curar as feridas do corpo do espírito e da alma e as feridas dos outros no caminho que é apenas seu. Reconhece os valores da existência, baseados na verdade, na honestidade, na verdade e na sinceridade. Ela abre-nos os caminhos.

Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a estar mais calmos, a ajudar através da palavra, a acalmar e a trazer esperança e conforto para com os outros. É o momento que nos concentramos sobre o que colhemos e as dádivas que temos tido.



*A LUA BALSÂMICA:
A Lua Balsâmica é a fase que segue ao Quarto Minguante, mais ou menos três dias antes da Lua Negra.

Nesta fase Ela representa a sabedoria, a introspecção, os mistérios da morte, a bondade, a magia, a harmonia, a paciência …

A Deusa mostra a sua face de Sábia, a anciã, a avozinha carinhosa, sempre com amor e conhecimento para partilhar. O Seu Corpo amadureceu, o seu cabelo iluminou-se de prateado e o seu rosto traz nele as marcas encantadoras que a aprendizagem da vida lhe deixou. Agora ela olha para dentro de si, numa introspecção profunda, pois ela alcançou o limiar do maior de todos os mistérios, o mistério da morte. A sábia conhece as verdades difíceis de se ouvir que aprendeu com as piores provações da vida. Conhece a responsabilidade, as acções e as Intenções. Detém o Poder da magia e sabe como utiliza-lo para o bem e para o mal, pois conhece os segredos mais antigos que partilha com o seu próximo. Define-se pelas suas escolhas e suas acções, e controla as suas alegrias ou as suas tristezas com o poder da metamorfose. Ela é a paciente que sabe ouvir.

Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentirmo-nos mais reservados, mais pacientes, com tendências para o recolhimento e á introspecção.




*A LUA NEGRA:
A Lua Negra é quando não há luz visível na Lua, ela encontra-se negra, profundamente negra.

Ela representa a face mais obscura da Deusa, a morte, a transformação, detentora de todos os mistérios…

A Deusa mostra a sua face de Fiandeira. Esta é a fase que deu origem a imagem da bruxa malévola, assustadora, temível em muitas lendas. Pois ela é a que detém o poder de criar, cortar e remendar as vidas, se essa for a sua vontade. Ela é a que vem buscar os seus filhos na hora que ela lhes predestinou. Agora conhece todos os segredos e mistérios. Tudo o que a Criança, a Guerreira, a Amante e a Sacerdotisa sabem ela aprendeu. Ela provou o poder da concepção e do amor incondicional ao ser Mãe. Como Iniciadora de seus próprios filhos, aprendeu que a vida é a melhor escola de Aprendizagem constante. Vivênciou o poder da Curandeira ajudando os próximos e desempenhou o poder da Sábia anciã. Conselheira paciente e então descobriu os mistérios da morte. Agora juntou todos esses conhecimentos e experiências e transformou-as numa espiral mágica circular detentora de todos os mistérios. Na sua complexidade e na sua simplicidade, Ela é a morte no coração da vida, a escuridão do anoitecer, a noite antes do amanhecer, Ela é o Tudo.

Esta é a face mais complexa da deusa o Inicio e o Fim, e nesta época geralmente é quando vamos ao mais profundo de nosso ser é quando na maior escuridão surge a luz da esperança do recomeço do ciclo eterno.

E o círculo completa-se e continua a sua dança interminável…



-A salientar:
Por vezes surge a dificuldade em saber distinguir a Lua Crescente da Lua Decrescente, isto deve-se ao facto de que o aspecto da lua varia quando observada em hemisferios opostos.

No hemisfério Norte quando a Lua está Crescente
é a parte direita que está iluminada.

Quando a Lua está Decrescente
é o lado esquerdo que está iluminado.
No Hemisfério Sul é o inverso.



*Texto Desenvolvido por A Casa da Floresta©


"O Caminho da Deusa está dentro de ti…
É aí que ela vive, mesmo quando te esqueces de a procurar.
Procura dentro de ti, e sempre a encontrarás".



Fique na Luz Divina !!!

*** TRIGONOMETRIA CÒSMICA ***


A Trigonometria Cósmica

A consciência é, na realidade, formada pelas formas-pensamento. Quero que entendam isso. Ela é tanto formada quando expandida por elas. Em outras palavras, podemos fazer muita coisa com a consciência porque estamos criando formas-pensamento que se relacionam com a geometrização de Deus, que se torna um tipo de trigonometria cósmica. O cálculo cósmico é algo magnífico. É uma expressão da Mente Divina usada com propósitos expansivos.

O ser humano contém dentro de si espaguete suficiente (se me permite esta imagem engraçada), sob a forma de vasos sangüíneos, sistema nervoso e vários outros tipos de caminhos cilíndricos por todo o corpo, em tal quantidade que, se os colocássemos todos em linha, poderíamos alcançar a lua. Da mesma forma, podemos ver que os objetos podem ser diminuídos mentalmente.

Falando metaforicamente, somos como pequenas caixas de jóias mentais. Entretanto, quando começamos a expandir a consciência através das formas-pensamento, o primeiro passo é fazermos que a forma-pensamento entre em consonância com a forma física.

Assim o processo se torna razoável para nós e, se a forma-pensamento não for criada desta maneira, é como se tivéssemos uma nuvem nebulosa lá longe no espaço. O que é ela além de uma nuvem de vapor? Podemos tentar defini-la, dar-lhe um nome ou duplicá-la através do pensamento ou do sentimento, mas não conseguiremos fazê-lo.
Se, por outro lado, lidarmos com objetos que nos sejam familiares, tais como o nosso corpo físico, poderemos nos relacionar com uma forma-pensamento que esteja dentro deste corpo físico. Então, com o poder da mente, que tem o poder de expansão, podemos levar a forma-pensamento para fora do corpo e colocá-la no espaço ou em qualquer outro lugar que desejemos.

Neste momento, estaremos na verdade atraindo para esta forma-pensamento as várias emanações da nossa consciência. Estaremos criando uma extensão na consciência que, mais tarde, se tornará um método pelo qual poderemos expandir a nossa mente e ser. Estão acompanhando o que eu estou tentando dizer?
Tomem Domínio Sobre a Sua Vida

Comecem, por exemplo, com um cálice, não muito grande, só uma pequena taça ou copo em torno do coração. Então, invoquem o espírito de Deus para que venha preencher este cálice. Alguém pode questionar isso, dizendo: “Que direito tenho eu, como indivíduo, de invocar o espírito de Deus para que venha ao meu cálice?”

Vocês têm todo o direito. Deus lhes deu este direito no princípio quando disse: “Façamos o homem à nossa imagem”. Ele os fez à sua imagem. Ele os criou à sua semelhança e criou-os para serem a autoridade em seu mundo.

Um dos maiores problemas de hoje é que as pessoas não querem ter autoridade sobre o seu mundo. Elas permitem que as outras pessoas literalmente as empurrem para idéias e manias diferentes. Por exemplo, se alguém este ano em Paris decidir criar saias longas ou saias máxi, uma grande parte do mundo seguirá a moda de Paris. É a mesma coisa com mini-saias e tudo o mais.

Temos que entender que temos que ter o domínio sobre a nossa vida e temos todo o direito de fazê-lo com respeito a estas formas-pensamento. Estamos, então, fazendo o que Deus nos ordenou. Ele disse que deveríamos tomar o controle sobre a terra e não estava se referindo só à terra física. Estava falando sobre a terra que somos nós, a nossa vida.

O que diz a Bíblia? Diz: “E a terra, que foi tirada da água, e no meio da água subiste”. O que significa isso, “tirada da água e no meio da água subiste?” É quase uma imagem do batismo humano, percebem? Alguém em pé fora da água e ainda dentro da água significa em dois planos do ser.

Aqui estamos criando mentalmente um cálice em torno do coração. O valor deste cálice é puramente um ponto de partida, um lugar onde começamos a expandir a nossa consciência. Vocês poderiam decidir criar e se colocar dentro de um cálice tão grande que nem conseguissem imaginá-lo, mas, para serem eficientes, a sua imagem deve ter relação com o que podem imaginar. Não podemos criar um cálice infinito, podemos? Precisamos permanecer no universo conhecido e precisamos lidar com objetos conhecidos.

Começamos com o físico e aumentamos o cálice cada vez mais. Um dia, chegaremos ao ponto em que poderemos realmente decidir nos envolvermos com um cálice mental que seja tão grande quanto a terra. E o faremos.

Podemos também escolher, ao invés de ficarmos de pé dentro de um cálice, ficarmos de pé dentro de uma pirâmide, de um cilindro, um quadrado, um cubo ou qualquer outra forma geométrica. Esta forma-pensamento podem se tornar o meio de expandir a nossa consciência.

Fique na Luz Divina !!!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

*** CABALA NÃO É JUDAÍSMO, E O JUDAÍSMO NÃO É A CABALA ***


A CABALA LIGHT (leve) e a CABALA LIGHT (luz)


Sendo assim, podem se dirigir à Cabala católicos, evangélicos, espíritas, budistas, umbandistas... Porque a real Cabala é Ciência. E não é por acaso que numerosos cientistas (particularmente os Físicos) estão se interessando por ela. Também não é por acaso que personalidades como Albert Einstein, Carl Gustav Jung, e até Sigmund Freud (ateu) se interessaram por ela.

A Cabala não é uma religião, tampouco é o judaísmo. No entanto, o lado popular da Cabala está a ponto de se tornar uma religião, sendo os astros pops seus sacerdotes. Quando o homem não pode entender uma coisa, ele a corrompe. Esta é Cabala popular, das massas, dos mega astros.

Mas a Cabala Prática, isto é, seu lado ocultista, nunca será revelado de outro modo senão pelo recebimento oral. E é por isso que a palavra Cabala significa recepção, recebimento, pois o neófito a recebe de um mestre. Tudo o mais que passa disso é Cabala popular, destina às massas.

Mas antes de significar recebimento, seu significado no ocultismo, como palavra de significado dos mistérios de origem egípcia, é espíritos de Deus. – e daí a representação da Árvore da Vida em dez ex-feras (espíritos).

Na maioria das vezes quem procura um rabino para aprender Cabala aprende primeiro judaísmo e depois, talvez, Cabala, porque a cabala é a mística do judaísmo, e é preciso aprender judaísmo primeiro, tal como uma criança primeiro aprende sua cartilha e só depois poderá ler livros. Nenhum sacrifício para nós, cristãos, pois o judaísmo nada mais é do que o Velho Testamento - particularmente o Pentateuco mosaico.

É especialmente na explicação desses cinco primeiros livros da Bíblia - o Pentateuco - que a Cabala se concentra. Evidentemente isso tem o seu valor, pois nossa religião cristã deriva do judaísmo (até porque Jesus e seus apóstolos são judeus).

Mas associar sumariamente a Cabala ao judaísmo é um erro crasso. Cabala não é judaísmo, embora esteja configurada como a mística da religião judaica.

A própria religião judaica é uma forma de ocultismo, e é tolo, crasso ou mal intencionado aquele que aceita literalmente os textos do Pentateuco. Porque seguramente o Pentateuco é um manual de ocultismo, e é aí que a Cabala atua, revelando o ocultismo do Pentateuco. Mas não aos cegos de espírito, naturalmente.

Aquele que, julgando-se inteligente, critica aquelas historinhas aparentemente bobas da Bíblia (Adão e Eva, Arca de Noé, Criação do Mundo, Dilúvio, Paraíso, etc) é tão tolo quanto aquele que as aceita sumariamente. Porque são parábolas do ocultismo (depois rememoradas por Jesus em uma outra forma), e o lugar aonde a Ciência um dia vai chegar. Nesse dia finalmente a humanidade será livre de seu cativeiro espontâneo.

Será a Ciência a grande libertadora do homem, mas no presente momento, a Ciência ainda está na terra, e ela só libertará o homem quando entrar no céu. A Ciência será a grande vitoriosa quando o espírito do homem estiver preparado para essa vitória. Nem um minuto a menos! Porque o homem usa sua inteligência para praticar as mais inenarráveis maldades - e ao mesmo tempo é a jóia da coroa da Criação. Por isso a Ciência jamais o libertará sequer um minuto antes que tenha aprendido a colocar seu céu acima de sua terra. Nunca será livre antes disso, e sempre se sentirá como um prisioneiro que vem cumprir uma sentença neste planeta, e esta sentença foi pronunciada pelo próprio homem, e essa a sentença: "Colhereis o que semeardes". Crerá que uma religião o libertará - para isso inventou numerosas delas, mas a liberdade está lá, onde Deus a colocou: dentro do próprio homem.

Ainda que a Ciência crie para esse homem inúmeros brinquedinhos por meio da tecnologia - a ciência do intelecto - o mesmo intelecto que o homem usa para praticar suas inenarráveis maldades contra a Natureza, contra seu próximo, e contra o Universo - o homem nunca estará satisfeito. Só há um modo de se libertar: sair em viagem pelo seu Eu. Esta viagem está sendo feita pela Ciência na tentativa de decodificar esse enigma chamado homem. Mas há para todo homem um modo para fazer essa viagem e conseguir a chave que abre as portas da prisão e essa viagem começa na estação humildade.


ONDE ESTÁ O TRONO DE SATANÁS?

Basicamente o que estou dizendo é que não é preciso você se converter ao judaísmo, ou deixar de ser cristão, católico, evangélico, espírita, budista, muçulmano, etc., para poder se interessar pela Cabala. Basta ter a mente aberta. E quando seu pensamento for assaltado conjeturando que é algo demoníaco, reflita sobre o histórico de TODAS as grandes religiões que arrebanham centenas de milhões de "fiéis", e o que você verá? Crimes bárbaros, corrupção, perversão sexual, maldades imensas, guerras, podridão moral, ignorância científica, hipocrisia, consentimento à escravidão e extermínio de uma raça inteira, orgulho, empáfia... Então, onde realmente está o trono de Satanás? Pense nisso!


A Cabala LIGHT – A Cabala DOS SUPERSTARS

Tudo o que é visto na Internet, cursos e livros, é o que pode ser chamado de Cabala Light, lembrando que esta palavra inglesa tem duplo significado, leve, e luz. E assim como light também é muito usada nos produtos dietéticos, quem quiser usar a Cabala tem que perder sua gordura animal, ou ela não revelará seus segredos.

Na Cabala Light também pode ser enquadrada a Cabala dos superstars, como Madonna, Britney Spears, Demi Moore e Mick Jagger. É então o lado aberto, o lado popular da Cabala, o primeiro contato com este mundo que, a meu ver, é a ciência que a Ciência ainda não conhece.

Quando Madonna depois de vulgarizar os símbolos católicos adentrou o mundo da Cabala, os rabinos levantaram a voz contra ela, o que de certo modo é até natural, pois o passado da material girl depõe contra ela. É óbvio que Madonna quer causar polêmica. E deixa isso claro: em seu novo show, Confessions, no qual ela simula uma crucificação à moda de Jesus. Há uma lei de causa e efeito, que Madonna, com fama e dinheiro, se julga acima dela, mas nem por isso a lei foi anulada, muito água ainda rolará debaixo da ponte. Numerosas são as ameaças de morte que ela recebe, já foi obrigada a cancelar shows por isso.

Quanto a Britney Spears, os noticiários mostram constantemente a "princesinha do pop" "pra lá de Bagdá".

Se por um lado isso é um mal, por outro os superastros tornam a Cabala mais conhecida e a colocam na boca do povo. Os próprios cabalistas são os primeiros a situar que em um certo tempo a Cabala deveria ser popularizada, e o hassidismo foi talvez a primeira tentativa neste sentido.

Com Madonna ou sem ela, a Cabala vive para sempre.


VIVENCIAR SEU OCULTO:
LAVRAR A TERRA DE QUE FOMOS TOMADOS

O cabalista não aceita a doutrina da salvação por procuração, principal dogma instituído pelos arcontes eclesiásticos, que estipula que Jesus já fez o sacrifício por todos nós, e que basta a pessoa aceitá-lo como seu salvador e está tudo resolvido.

A Cabala advoga que quem quiser se salvar terá que perder a sua vida em favor daquele que está em oculto, conforme ensina Jesus (o eu interior, o eu crístico), e sendo isso incompatível com a doutrina da salvação por procuração, então a Cabala é por tabela colocada no “Index” das coisas demoníacas. Mas ela está lá, em toda a Bíblia.

No entanto, nada mais cristã do que a Cabala, porque o cristianismo dos arcontes seguramente não é o cristianismo de Jesus: basta examinarmos a História: Acaso foram os cabalistas que mataram, estropiaram, queimaram, roubaram, estupraram, torturaram, escravizaram? E muitos do que fizeram isso ainda foram declarados santos! E assim torna-se realmente muito fácil ver aonde realmente o diabo meteu seus chifres!

DESCONSTRUINDO O REAL:
O PERIGO NA VIAGEM DO EGO

O objetivo do cabalista é adentrar o oculto e levar a luz à mente inferior. Para isso é preciso desconstruir o EGO. Só pode ser chamado de cabalista, ou de ocultista, aquele que desconstruiu e reconstruiu seu EGO = 15.

Essa desconstrução evidentemente implica perigo, e não é por acaso que muitos terminaram no hospício.

A pessoa tem que conhecer o PODER = 26 = YHVH, tornar-se espiritualmente madura. É preciso ter conhecimento, é preciso ter base de ação.

Os processos e dramas desta desconstrução, que para Jesus é “perder a sua vida por causa de mim”, e os fracassos inerentes de muitos, são a alma das estórias da mitologia greco-romana. A mitologia nada mais é então que uma outra forma de expor o ocultismo. A estória dos argonautas, Jasão em busca do velo de ouro nada mais é do que uma dramatização desse processo de desconstrução do EGO, e o encontro com seu Cristo áureo.

E por detrás das fábulas bíblicas aparentemente ridículas – e só o tolo as tomará literalmente – está o lado oculto da Cabala.


A Cabala: CRENÇAS E SISTEMA

Embora a Cabala se torne publicamente conhecida a partir dos séculos XI ou XII, já era transmitida oralmente desde os tempos de Abrahão, e até antes, não com o nome de Cabala – porque não é um nome -, mas com diferentes nomes segundo aqueles do “Caminho”, uma entidade completamente visível no Novo Testamento, e onde Saulo foi iniciado nos mistérios, passando a se chamar Paulo, e ele, compreendendo a missão do Divino Mestre, assumiu a dianteira no movimento da nova religião.

A religião cristã, particularmente na doutrina admitida pela Igreja Católica, também tem os seus “mistérios” com uma roupagem cristianizada, e não é segredo para ninguém, foi absorvido do antigo paganismo.

Agrega a Cabala idéias filosóficas que podem ser comparadas às de alguns filósofos gregos, idéias dos gnósticos – alguns dos tempos dos patriarcas da Igreja, como Orígenes, Amônio Sacas, Fílon de Alexandria, etc. Mas a Cabala precede todos eles, porque existe desde os tempos que o homem passou a se entender como um ser inteligente

CREDO DO CABALISTA

AQUELE é um SER [RES] supremo, infinito, absoluto, Ain Sof (Sabedoria Absoluta), inconcebível, ainda que reconhecido na natureza. Para o verdadeiro cabalista, o Deus das religiões ortodoxas é uma impossibilidade lógica. AQUELE é incognoscível

-Todavia, não podemos expressar idéias metafísicas sem a menção do termo Deus, simplesmente porque nos é muito difícil entender uma coisa sem formar imagem.

-O UNI-verso (o grande e o pequeno) é uma emanação, representado nas 10 [= PAI] esferas da Árvore da Vida, e “como é em cima (26) é em baixo (15)”.

-A criação do homem ocorreu por meio de uma PÓ-tência, conforme nos diz a Bíblia: “Tu és PÓ = 15, e ao PÓ = 15 voltarás”. [EGO = 15]

-O cabalista não acredita na salvação por procuração, isto é, que aceitando Jesus como seu salvador o lugar no céu já está garantido. Cada um de nós é o A-GENTE responsável pela sua salvação, e ela é feita pelo “santo sacrifício”, que no ritual cristão é dramatizado na eucaristia, que é a lembrança dos mistérios que Jesus dramatizou na última ceia.

-A alma de cada homem já existia antes dele nascer em/de novo, e o que ele é agora em seu novo nascimento é conseqüência de suas escolhas anteriores. O corruptível mudou, mas o incorruptível não. Logo, a Cabala não somente aceita a doutrina da metempsicose como tem aí um de seus grandes pilares. É um pseudo cabalista aquele que, com base em (errôneas) conclusões tiradas do Pentateuco, não admite a reencarnação, pois todos os conceitos da Cabala – TODOS - giram em torno do mistério da reencarnação. Quem não consegue enxergar isso no Pentateuco, é espiritualmente cego. Essa doutrina é ensinada veladamente pelo Divino Mestre em muitas de suas parábolas, e explicitamente nesta conhecida passagem: “E, se quereis reconhecer, João Batista é Elias que estava para vir, e já veio” (Mateus 11:12). Como diz Jesus, quem quiser reconhecer, que reconheça, quem não quiser, não é obrigado. A reencarnação é uma questão de lógica: equilíbrio. Há muito mais lógica na reencarnação do que na crença ortodoxa.


© 2006 - Direitos Autorais: Autor Wilson de Mello Franco. LEI 9610 dos Direitos Autorais, vigente desde 1998.


Fique na Luz Divina !!!

sábado, 3 de maio de 2008

*** CONTAGEM DE ÔMER ***


3ª SEMANA - TIFÉRET



A terceira semana da Contagem do Ômer é regida por Tiféret (Beleza), a sefirá que regula os fluxos de energia de Chessed (Misericórdia) e Guevurá (Julgamento), convertendo os desejos de compartilhar e de receber em desejo de receber para compartilhar. Por isso, algumas de suas virtudes tendem para um movimento expansivo, como a Beleza, e outro para o movimento de contração, como a Restrição. A Kavaná é um outro aspecto de Tiféret e significa a atenção, a concentração, o foco que não nos deve faltar em nenhum momento. Um grande equívoco é confundir o equilíbrio de Tiféret com estagnação, uma grande arma das forças assediadoras para impedir o nosso crescimento espiritual. Quando desejamos uma vida ‘tranqüila’, longe de tudo, em uma casinha branca, sem nenhum problema, estamos desejando o congelamento, a estagnação, a falta de restrição em nossas vidas. E Restrição é fundamental para o nosso crescimento. O verdadeiro equilíbrio de Tiféret faz com que nós deixemos de ser tão afetados pelos obstáculos da vida e consigamos assim, perceber a Luz que existe por trás deles. Tiféret é o coração da Árvore da Vida. Entre seus atributos, temos a compaixão, que evoca a visão da eqüidade.

Yaacov é o patriarca de Tiféret. De Yaacov são geradas as 12 Tribos de Israel.




30 de Nissan

a partir das 18h de 04/05/2008 às 18h de 05/05/2008

Chessed de Tiféret – ROSH CHODESH

HA-YOM CHAMI-SHA ASAR YOM, SHEHEM SH'NE SHAVUOT V'YOM ECHAD LA-OMER

Hoje é dia 15, ou seja, duas semanas e um dia da Contagem do Ômer


Meditação: Compartilhando a Beleza. Tiféret, entre outras coisas, se refere à emoção gerada pelo contato do Belo com o Sagrado. Isto ocorre, principalmente, quando conseguimos perceber a presença de Hashem em todas as coisas, sendo Chessed a representação do que nos aproxima Dele. A Beleza de Tiféret não deve ser limitada por padrões estéticos, até porque eles são relativos e dizem respeito apenas aos nossos sentidos. A Beleza de Tiféret, antes de qualquer outra coisa, é despertada por algo que toca a nossa alma. Outro aspecto importante é compartilhar essa consciência, incentivando as outras pessoas a trazerem mais Beleza para sua vida. Um ato de ajuda e caridade feito de forma bela santifica-o e o torna mais luminoso. Procure difundir esta percepção em todas suas as ações, permitindo que a Luz o preencha por completo.

Exercício: Quando foi a última vez que você se emocionou com a leitura de um Salmo, celebrando um Shabat? O que verdadeiramente o tocou? É possível determinar o que desperta esta emoção? É possível determinar o que exatamente faz o seu coração arder? Durante o meu dia-a-dia consigo incentivar as pessoas a aplicarem mais Beleza ao seu cotidiano?



1 de Iyar – Guevurá de Tiféret

a partir das 18h de 05/05/2008 às 18h de 06/05/2008

ROSH CHODESH

HA-YOM SHI-SHA ASAR YOM, SHEHEM SH'NE SHAVUOT USHNE YAMIM LA-OMER

Hoje é dia 16, ou seja, duas semanas e dois dias da Contagem do Ômer

Meditação: Disciplina na Restrição. A impulsividade e reatividade refletem o mesmo problema: agir sem pensar. Quando damos conta, já fizemos. A meditação deste dia nos ensina, entre outras coisas, que é preciso ter uma certa disciplina para não falharmos pelo excesso. É preciso ter a medida certa do quanto se deve envolver em determinado assunto. O arrebatamento sem uma dose de julgamento pode ser perigoso. Devemos remover várias clipót ( ‘cascas’), para percebermos isso. Mas não estamos devidamente preparados para que elas simplesmente sumam de uma hora para outra. A Disciplina faz parte de um trabalho gradual. A Restrição de Tiféret traz, assim, o aspecto do cumprimento das mitzvot. As mitzvot são conexões com a Luz, presentes na Torá, que devemos praticar no nosso dia-a-dia. Cada vez que praticamos uma mitzvá trazemos mais Luz para nós e para quem nos cerca. Por isso é necessário que façamos com disciplina, de forma contínua e organizada, não somente quando queremos ou precisamos. É comum que nós passemos a cumprir várias mitzvót após os momentos difíceis de nossas vidas e quando nos estabilizamos, deixamos isto para segundo plano.

Exercício: “Tenho disciplina suficiente para cumprir as mitzvót? Dedico parte de meu tempo a elas?” Tente introduzir, aos poucos, as mitzvót no seu cotidiano. Caso você já pratique alguma, tente introduzir novas mitzvót.



2 de Iyar

a partir das 18h de 06/05/2008 às 18h de 07/05/2008

Tiféret de Tiféret

HA-YOM SHIVA ASAR YOM, SHEHEM SH'NÊ SHAVUOT U'SHELOSHA YAMIM LA-OMER

Hoje é dia 17, ou seja, duas semanas e três dias da Contagem do Ômer

Meditação: Kavaná no cumprimento das mitzvót. Como encontrar o ponto de equilíbrio em nossas vidas? A dificuldade, na maioria das vezes, está na falta de Kavaná (‘foco’, ‘concentração’ ou ‘atenção’), pois a vida é um terreno pelo qual não podemos atravessar distraídos. Depois que passamos a cumprir as mitzvot, corremos o sério risco, com o tempo, de cairmos no processo robótico, repetindo-as sem prestar atenção em seu significado. Quando passamos a agir sem consciência, nos tornamos vulneráveis e desprevenidos, abrindo espaço para as forças assediadoras. As mitzvót também necessitam de muita Kavaná, pois são conexões que têm como um dos principais objetivos tomar consciência do momento presente. Cumprir as mitzvot sem Kavaná não surte efeito. Ao percebermos que perdemos o foco, devemos fazê-las de novo, com mais atenção e beleza. Maimônides aconselhava a pessoa irada a buscar o pacificador dentro de si e o miserável a doar mais do que poderia, por mais que isso contrariasse a lógica. Para ilustrar, Maimônides falava de uma pessoa que caminhava por uma ponte muito estreita e que jogava o peso do corpo para um lado assim que percebia estar tombando para o outro, de modo a compensar o desequilíbrio.

Exercício: Reflita em como o conselho de Maimônides se aplica em diferentes áreas de sua vida, desenvolvendo ou despertando aquilo que precisa funcionar como contrapeso em sua travessia pela ponte estreita. Analise também como você está cumprindo as mitzvot? Com consciência ou de forma mecânica? Isso acontece em outras áreas da sua vida? Ao cumprir uma mitzvá lembre-se da primeira vez que a fez e de toda atenção que dedicou a ela.



3 de Iyar

a partir das 18h de 07/05/2008 às 18h de 08/05/2008

Netzach de Tiféret

HA-YOM SHEMONAH ASAR YOM, SHEHEM SH'NÊ SHAVUOT V'ARBA-A YAMIM LA-OMER

Hoje é dia 18, ou seja, duas semanas e quatro dias da Contagem do Ômer

Meditação: Perseverança na Beleza. Conservar a Beleza ou a percepção da beleza é um desafio. Com o passar do tempo tendemos a nos acostumar com as coisas ou tornar o nosso comportamento robótico, de modo que não nos impressionamos mais com a Beleza de algo visto inúmeras vezes ou já não somos tão dedicados a uma atividade que se repete todos os dias. O verdadeiro mérito está em conseguir aplicar a Beleza na correria do dia-a-dia, na nossa rotina e em coisas que não nos interessam. Dessa forma poderemos transformar maldições em Bênçãos.

Exercício: Avalie suas práticas espirituais, seus relacionamentos, seu trabalho e pense como renovar estas experiências em sua vida, resgatando a alegria, a surpresa, a curiosidade e a possibilidade de aprendizado. Faça com que cada atitude do seu dia-a-dia, da mais comum a mais complicada, se torne algo Sagrado.



4 de Iyar – Hod de Tiféret

a partir das 18h de 08/05/2008 às 18h de 09/05/2008

Hod de Tiféret07

HA-YOM TISHA ASAR YOM, SHEHEM SH'NE SHAVUOT VA'CHAMISHA YAMIM LA-OMER

Hoje é dia 19, ou seja, 2 semanas e 5 dias da Contagem do Ômer

Meditação: Refinamento na Restrição. Hod de Tiféret, a reflexão da Contagem do Ômer desta noite, fala de Gratidão. A Gratidão nasce do reconhecimento de que a Verdade está por trás de todas as coisas, de que tudo tem uma razão de ser, tanto as facilidades quanto as dificuldades. É muito comum desejarmos uma vida sem dificuldades, sem restrições. O fato é que, as restrições, na maioria das vezes, são as grandes responsáveis pelo nosso refinamento pessoal. O Refinamento vem através da Restrição e quanto maior o refinamento espiritual de uma pessoa, mais ela consegue vencer os obstáculos e assimilar os ensinamentos que eles contêm. Devemos sempre procurar nos tornarmos pessoas melhores e não ficarmos estagnados. A busca pelo refinamento deve ser um incentivo para não desanimarmos diante das restrições de nossa vida. A Restrições sempre existirá, o que pode mudar é a maneira como nós agimos diante delas e o efeito que elas têm sobre nós.

Exercício: Medite todas as manhãs, antes mesmo de sair da cama, no significado do Modê Ani, a primeira oração que fazemos ao despertar. "Eu agradeço a Hashem, por me dar outro dia e outra oportunidade de usá-lo com sabedoria” (tradução não literal). Perceba que o que nos contraria, as ‘maldições’, nada mais são do que Bênçãos disfarçadas.




5 de Iyar

a partir das 18h de 09/05/2008 às 18h de 10/05/2008

Yessod de Tiféret

HA-YOM ESRIM YOM, SHEHEM SH'NÊ SHAVUOT V'SHI-SHA YAMIM LA-OMER

Hoje é dia 20, ou seja, duas semanas e seis dias da Contagem do Ômer


Meditação: Fundamento na Beleza e Verdade na Restrição. Já foi sugerido, ao longo dessa semana, que as pessoas não se limitassem à percepção estética da Beleza, afinal, esse atributo de Tiféret não pode ser percebido pelos sentidos, mas sim pela alma. A Beleza de Tiféret toca a alma porque está comprometida com algo muito maior. Logo, quando queremos promover o belo em nossas vidas devemos comprometer nossas ações com um propósito elevado. Algumas pessoas dirão que não há nada de elevado no trabalho do dia-a-dia, no pagamento de contas e na resolução de problemas comuns, como a manutenção de um carro ou a limpeza da geladeira. Mas a visão do cabalista vai além: ele sabe que a realidade é maior do que conseguimos perceber; e mais importante, ela não é real em si mesma - tudo é Luz Espiritual. Por isso é importante procurarmos descobrir o que Hashem quer de nós. Dessa forma, estaremos sendo verdadeiros com nós mesmos. Essa Verdade também deve estar presente nos momentos de Restrição, pois devemos ter a real consciência de que nós somos os verdadeiros responsáveis pelos nossos obstáculos, e quais foram os reais motivos que nos fizeram construí-los. Devemos dedicar o nosso dia e tudo o que fazemos a Hashem. Quando nos colocamos com esta perspectiva não só buscamos sempre dar o melhor de nós mesmos como evitamos, automaticamente, qualquer forma de iniqüidade ou manifestações do ego.

Exercício: Experimente dedicar o dia de hoje a Hashem, de todo o coração e, como ensinavam os sábios da Cabalá, faça do mundo uma moradia confortável para a Luz. Dedique cada uma de suas refeições (principalmente a que você prepara), o seu trabalho e/ou estudo, seu diálogo com amigos, parentes, desconhecidos e desafetos e, obviamente, suas mitzvot, à recepção da Luz no mundo físico. Isso vai exigir de você muita atenção, mas vai ser extremamente recompensador. Estenda esta consciência para os dias seguintes.




6 de Iyar

a partir das 18h de 10/05/2008 às 18h de 11/05/2008

Malchut de Tiféret

HAYOM E-CHAD V'ESRIM YOM, SHEHEM SHLOSHA SHAVUOT LA-OMER

Hoje é dia 21, ou seja, três semanas da Contagem do Ômer

Meditação: A Humildade na Beleza. Depois de muita análise sobre os aspectos de Tiféret, vem o momento mais importante: a prática. Concretizar a Beleza, a Restrição, o equilíbrio entre os pilares e o senso de medida, é trazer estes aspectos para o nosso cotidiano e tornar a nossa vida mais bela. Tiféret muita vezes identifica o estado ideal de alguma coisa, o seu ponto de equilíbrio, mas, como já foi dito anteriormente, o equilíbrio de Tiféret não é estático, estagnado. Ao contrário, é dinâmico, um tsimtsum constante: há momentos de investimento e de construção (Chessed); mas há também momentos de contração, de remoção dos excessos (Guevurá), o que abrirá espaço para novas manifestações. Quando conseguimos esse senso de medida, devemos manter sempre a Humildade, reconhecendo que essa aptidão é de Hashem e não nossa. A Humildade também está em ver a Beleza no próximo e nas coisas simples da vida.

Exercício: A meditação desta noite tem por propósito a renovação de nossos objetivos. O estado de conforto e segurança pode gerar a acomodação, e é sempre prejudicial para o cabalista. Se você alcançou alguma meta, estabeleça outra, comece tudo de novo ou vá além. Procure descobrir a Beleza que existe em todas as coisas e perceba quantos milagres acontecem na nossa vida.



Fique na Luz Divina !!!